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À partida podia ser uma boa notícia para Portugal, em termos práticos acabava por ser um bónus artificial. As inscrições na Primeira Liga nesta janela de mercado de transferências fecham apenas esta sexta-feira mas, à exceção de alguns casos pontuais e/ou “excendentários”, estava tudo quase resolvido, tendo em conta que as Big Five e várias outras ligas europeias encerraram antes esse período – e esses seriam interlocutores preferenciais para aquisições ou vendas. Resumo: antes do fecho, havia pouco ou nada em aberto. Com um ponto em comum em relação aos crónicos candidatos ao título – gastaram muito, receberam mais. |
O FC Porto fechou o plantel com três contratações e uma venda em pouco mais de 24 horas. Assegurou o tal número 9, Santiago Giménez, fez chegar outro reforço para o lado esquerdo da defesa por empréstimo, Souza, e apostou em mais uma unidade ofensiva polivalente para ter agitadores além de Pietuszewski e William Gomes, Gabriel Mec. Ao mesmo tempo, cedeu um avançado com vontade mas sem golo, Deniz Gül, com um perfil longe do que era pretendido para esta temporada naquela posição. Com isso, tendo em conta o que já investira em Jakub Kiwior e In-beom Hwang, chegou aos 32,5 milhões de euros em compras após o recorde de gastos na temporada transacta (acima dos 100 milhões), sendo que mesmo encaixando agora só metade de Rodrigo Mora já deixa o balanço positivo com 46 milhões em vendas. Com 13,5 milhões de saldo positivo, os dragões mantiveram todos os titulares, melhoraram as opções e ganharam outra profundidade. |
Já o Sporting, que com as entradas de Moncef Zekri e Kaique fechou o plantel com dez reforços, resolveu as situações de Pedro Gonçalves e Daniel Bragança, que rumaram à Serie A (Fiorentina e Torino). Apesar de serem modelos de negócio que só garantem a totalidade dos montantes acordados no final da época, ambos conseguiram encontrar destinos para prosseguir as suas carreiras e aumentaram para valores acima dos 240 milhões os encaixes diretos e indiretos neste mercado, onde o investimento também superou os 120 milhões de euros. Contas feitas, foi quase o dobro de dinheiro a entrar do que aquele que saiu, numa temporada de risco marcada pelo “novo ciclo” assumido há muito em Alvalade que levou metade dos habituais titulares. |
Por fim, o Benfica, que contava com os “balões” Kökçü e Florentino Luís este verão (saíram há um ano mas só agora seriam pagos), mexeu naquilo que era mais necessário dentro de um plantel que ficou sobretudo mais à imagem do novo técnico, Marco Silva. Além do empréstimo do lateral esquerdo marroquino Souffian El Karouani, vindo da Arábia Saudita, Claudio Echeverri foi a última contratação também por cedência do Manchester City com opção de compra. Em sentido contrário, Richard Ríos foi para o Al-Ittihad apenas por um ano com regresso à Luz confirmado para o verão de 2027, algo que esteve perto de acontecer com Dodi Lukebakio (neste caso, numa venda definitiva). Contando com os encargos assinados, como o pagamento de Enzo Barrenechea, os encarnados ainda gastaram 91,4 milhões mas acabaram por receber 128,4 milhões. |
Todos com contas certas? Isso só o tempo poderá dizer. O rendimento dos jogadores, a influência na equipa e o impacto no clube são as linhas que separam custos de investimentos. Os exercícios financeiros positivos sem vitórias desportivas são triunfos pífios, da mesma forma como vitórias desportivas sem os exercícios financeiros positivos não passam disso mesmo. Cada um desenhou à sua maneira o caminho que entende ser o melhor para chegar ao título e nem o aparente favoritismo teórico do FC Porto, por manter a base da última época e continuar a ser uma fortaleza que quase não sofre golos, pode ser levado como uma realidade estanque. Todos sabiam ao que iam, todos sabem agora com o que contam – e assim fechou mais um mercado dominado pela Premier League, mais movimentado do que é normal em Espanha por “culpa” de José Mourinho, com outra vitalidade na Turquia e que iniciou um novo paradigma na Arábia Saudita. |
Agora arranca a quinta jornada da Primeira Liga, com o FC Porto, que venceu de forma folgada em Viseu o Académico de novo sem sofrer golos, a receber o Moreirense no Dragão (esta sexta-feira, 20h15). Segue-se este sábado a deslocação do Benfica, que bateu o Estoril, à Madeira para defrontar o Marítimo (18h), antes da receção do Sporting, que goleou o Rio Ave em Vila do Conde, ao Nacional (20h30). Na quarta-feira, os encarnados voltam a jogar fora para acertar o calendário, neste caso em Moreira de Cónegos (20h45). |
Lá fora, há vários jogos grandes nos próximos dias: esta sexta-feira, Betis-Real Madrid (20h) e PSG-Mónaco (20h05); no sábado, Athl. Bilbao-Atl. Madrid (15h15), Inter-Nápoles (17h), Schalke 04-Bayern (17h30), Al-Ittihad-Al Nassr (19h) e Roma-Atalanta (19h45); no domingo, Everton-Manchester United (14h), Valencia-Barcelona (15h15), Arsenal-Chelsea (16h30) e Juventus-AC Milan (19h45). Nota ainda para o arranque do Mundial Sub-20 feminino, com Portugal a fazer a estreia na competição que se vai realizar na Polónia no grupo E, frente a Coreia do Norte (segunda-feira, 14h) e Colômbia (quinta-feira, 17h). |
Durante a semana, numa jornada que terá três dias por ser a inicial, arranca a primeira fase da Liga dos Campeões. Na terça-feira, dia de reencontro de José Mourinho com o Inter no comando do Real (20h), o FC Porto vai receber no Dragão o Manchester City de Rúben Dias e Matheus Nunes (20h). Na quarta-feira, dia de Nápoles-Arsenal (20h) e Liverpool-Atl. Madrid (20h), o Sporting joga em Alvalade frente aos turcos do Galatasaray naquela que poderá ser a estreia de Rafael Leão pela equipa de Istambul (20h). Na quinta-feira, o Bayern joga em Munique com o Bodö/Glimt (20h) e o Manchester United recebe o Sabah (20h). |

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Pode uma pequena pedra com mais ou menos cinco centímetros mudar de forma radical uma grande prova internacional? Pode. E foi isso que aconteceu na Vuelta, que ficou mais aberta do que nunca após a queda de Tadej Pogacar que lhe retirou uma vitória anunciada. A ligação entre Puçol e Xeraco decorria com total normalidade. Vários corredores tinham passado por “ali”, com um pequeno desvio a evitar problemas. O esloveno, com apenas uma mão por estar a beber água, não mudou a trajetória e acabou por ir ao chão de forma feia, sem proteção, abrupta. Cheio de sangue, tentou prosseguir. O braço não deixava. “Não consigo, não consigo”, dizia. Não conseguiu mesmo. E enquanto o ícone já foi operado à procura de um milagre que lhe permita ir ainda aos Mundiais, Enric Mas passou a vestir a camisola vermelha numa oportunidade única para deixar de ser o “eterno segundo” contra Primoz Roglic, Felix Gall, Richard Carapaz e Oscar Onley. |
Já em Nova Iorque, o US Open em ténis vai chegar ao final da primeira semana sem Jannik Sinner (que falhou a prova por lesão), sem Novak Djokovic, que perdeu na ronda inicial com Mariano Navone deixando vários sinais de que o fim está cada vez mais próximo, e sem portugueses, com Nuno Borges a ser afastado por Learner Tien e Jaime Faria a “assustar” Carlos Alcaraz no primeiro e no arranque do segundo set antes da derrota por 3-1. O espanhol começa a tornar-se um dos principais favoritos à vitória no torneio depois de uma longa ausência por lesão, ao passo que Aryna Sabalenka continua a dominar no quadro feminino. |
Num fim de semana que será também marcado pelo regresso da Fórmula 1 com o Grande Prémio de Itália, onde Lando Norris procura o terceiro triunfo seguido depois dos sucessos na Hungria e nos Países Baixos (qualificação no sábado às 15h, corrida no domingo às 14h), e do Mundial de Superbike com o Grande Prémio de França, numa altura em que Miguel Oliveira tenta subir na classificação geral após ausência por lesão (corrida 1 no sábado às 14h30, corrida superpole no domingo às 10h10 e corrida 2 no domingo às 13h), destaque para a Supertaça Ibérica de andebol com Barcelona-FC Porto e Sporting-Bidasoa nas meias (a decisão joga-se no sábado às 19h30), para a Supertaça de futsal entre Benfica e Sporting (sábado, 21h) e para a final do Europeu de voleibol feminino, onde Portugal chegou aos oitavos da prova (domingo, 17h). |
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Eu, a TV e um comando
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O jogo em palavras
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Pódio
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1
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Sentiu os adversários "picados", voltou a fazer prevalecer o espírito sobre-humano para competir: Fernando Pimenta ganhou o ouro em Poznan e bateu o registo histórico do norueguês Knut Holmann.
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2
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Depois do bronze no K4 com Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, João Ribeiro e Messias Baptista repetiram o resultado de 2025 e ficaram com a medalha de prata no K2 500 apenas atrás da Alemanha.
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3
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Depois da grave lesão no joelho esquerdo, que motivou uma longa paragem, Patrícia Sampaio teve um regresso auspicioso com o bronze em Lausanne depois de uma derrota no golden score com a número 1.
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O adeus
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Futebol
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Num longo texto nas redes sociais, que terá escrito dois dias após a final do Mundial 2026, Messi anunciou que vai mesmo deixar a seleção da Argentina ao fim de 20 anos e muitos "momentos sonhados".
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Terceiro tempo
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