O Observador já não suporta o Internet Explorer 11 ou versões inferiores. Por favor atualize o seu browser: Saiba mais.
  • Pesquisar artigos, autores...
  • Rádio

  • Apoio a Cliente
  • Assinar o Observador Assinar
  • Opinião
  • Rádio
  • Podcasts
  • Newsletters
  • Últimas
  • Jogos
  • Secções
      • Opinião
      • Política
      • Economia
      • País
      • Mundo
      • Desporto
      • Cultura
      • Lifestyle
      • Auto
      • Ciência
      • Tecnologia
      • Justiça
      • Ouvir rádio
      • Podcasts
      • Programação
      • Sobre
      • Últimas
      • Newsletters
      • Fact Check
      • Explicadores
      • Especiais
      • Vídeos
      • Dor
      • Mental
      • Cimeira da Indústria
      • Rádio ao Vivo
      • Lisbon AI Week
      • Prognósticos
      • Observador Lab
      • Loja
      • Votómetro
      • Publicidade e Branded Content
      • SudoCrime
      • AbraPalavra
      • Sudoku
      • App iOS
      • App Android
    Nas redes sociais

Apoio a Cliente

1231,1kWh poupados 1231,1 kWh poupados com a Logótipo da Xpeng Logótipo da Xpeng
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da XPENG Logótipo da XPENG

Descubra a mobilidade elétrica e inteligente aqui.
Expanda o seu mundo.

  • Newsletters /
  • Não imprima esta newsletter

O clima poderá alguma vez ser uma prioridade? Metade da população mundial está "muito vulnerável"

02 mar. 2022, 20:54
0:00 -0:00

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

As mais lidas

Ver no browser
Observador
Observador

Não imprima esta newsletter

Fotografia de João Francisco Gomes
João Francisco Gomes
Jornalista
quarta, 02 mar 2022
Foto da Newsletter

Não foi fácil acordar na última quinta-feira, ler os jornais e perceber que a Rússia tinha passado das palavras aos atos e invadido a Ucrânia. Não pode dizer-se que tenha sido uma surpresa. A tensão entre os dois países arrasta-se há três décadas, o conflito agudizou-se em 2014 com a anexação da Crimeia pela Rússia, não serenou verdadeiramente apesar dos acordos de paz assinados desde então e voltou a intensificar-se com as múltiplas operações militares conduzidas por Moscovo junto da fronteira com a Ucrânia ao longo de 2021. O mundo entrou em 2022 com a ameaça de uma invasão efetiva e, com o reconhecimento formal da independência das regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, Vladimir Putin abriu a porta a uma guerra que ganhou contornos bem reais na semana passada.

Ao fim de várias décadas de paz, a guerra voltou à Europa. O Observador está a seguir o desenrolar do conflito ao minuto — e a trazer aos leitores as reportagens no terreno captadas pelo olhar atento dos enviados especiais à Ucrânia, Cátia Bruno e João Porfírio.

Num contexto como este, pode parecer despropositado falar do ambiente e das alterações climáticas. Será, certamente, a menor das preocupações atuais das centenas de milhares de ucranianos que fogem do seu país para salvar a vida, ou dos muitos milhares que, por serem homens entre os 18 e os 60 anos, se vêem obrigados a ficar e a lutar pela defesa do território ucraniano. Será também a última das preocupações do regime russo na ofensiva militar contra a Ucrânia.

No que toca à discussão pública em torno das alterações climáticas, a guerra na Ucrânia terá, em 2022, o mesmo efeito que a pandemia da Covid-19 teve: novamente, este debate será relegado para um plano secundário. O secretário-geral da ONU já classificou o combate às alterações climáticas como “a luta das nossas vidas”. Em Portugal, António Costa já afirmou que “as alterações climáticas constituem o mais importante desafio político, social e económico do século XXI”. Contudo, esta suposta prioridade número um do planeta empalidece — naturalmente — sempre que confrontada com qualquer situação de urgência. Uma guerra, uma pandemia ou uma crise económica.

Há vários modos de olhar para esta aparente contradição entre as declarações políticas sobre a urgência do combate às alterações climáticas e o grau de urgência que lhes é realmente atribuído.

Há uma primeira explicação, óbvia: a de que existem, de facto, prioridades mais urgentes do que as alterações climáticas. Urgente não significa, necessariamente, mais importante — apenas que os seus impactos se vão sentir no imediato, o que obriga os governos a agir sem contemplações. O caso da pandemia é paradigmático: embora saibamos que as alterações climáticas vão matar mais pessoas que a Covid-19, também sabemos que esses impactos se vão fazer sentir a longo prazo, nas gerações futuras, e não dentro de horas, dias ou semanas. O mesmo podemos dizer sobre uma guerra como a que por estes dias eclodiu entre a Rússia e a Ucrânia. Isto significa que é importante agir para combater as alterações climáticas, mas é mais urgente lidar com uma série de problemas do imediato.

A esta explicação primordial é necessário acrescentar outros fatores. Um deles prende-se com o grau de identificação dos cidadãos com o problema das alterações climáticas — e com o modo como vários fatores influenciam essa perceção. Para muitas pessoas, as alterações climáticas não são propriamente uma preocupação a que os decisores políticos devam atribuir a maior das prioridades. O principal fator a influenciar essa preocupação é o estado da economia, de acordo com o investigador norte-americano Lyle Scruggs, que estudou estas relações e que falou ao Observador sobre o tema. “A preocupação ambiental está inversamente relacionada com a saúde da economia”, disse. “À medida que o desemprego aumenta, as pessoas dão menos prioridade à proteção ambiental.”

Isto explica que a preocupação dos cidadãos com as alterações climáticas tenha caído a pique nos anos da grande crise económica, após 2008, e que agora, durante a pandemia da Covid-19, tenha voltado a registar uma redução, de acordo com os inquéritos de opinião estudados pela equipa de Scruggs.

A perceção pública sobre a real urgência do combate às alterações climáticas leva-nos a um outro fator crucial para entender o fenómeno: a pouca duração dos ciclos eleitorais. Numa democracia organizada em ciclos eleitorais de quatro ou cinco anos, os decisores políticos que buscam a reeleição necessitam de tomar medidas populares entre os eleitores que vão votar nas eleições seguintes — e este contexto é muito pouco amigo de decisões políticas com impacto positivo de longo prazo, mas impopulares no imediato.

Todos estes fatores ajudam a ler um exemplo recente em Portugal: a descida do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, decretada pelo Governo de modo excecional para reduzir a fatura dos portugueses na bomba de gasolina. Trata-se de um imposto de índole ambiental, com os objetivos simultâneos de reduzir o incentivo ao consumo de combustíveis fósseis e de financiar parte da ação climática em Portugal. Todavia, perante uma situação de urgência económica, o Governo não hesitou em avançar com uma medida menos amiga do ambiente, mas mais útil para combater a situação no imediato.

Para já, apesar de a ONU insistir que a luta contra as alterações climáticas é um desígnio primordial para a humanidade, é certo que a trágica guerra da Rússia contra a Ucrânia assumirá o protagonismo do debate público global nos próximos meses ou anos. Além dos elevados custos humanos que a guerra já começou a ter, o conflito armado deixará o planeta também com uma pesada fatura ambiental por pagar. Como disse ao Observador o tenente-general Richard Nugee, autor das bases da política ambiental do Ministério da Defesa do Reino Unido: “Há todo o tipo de motivos para evitar conflitos armados. Os efeitos da guerra no clima são mais um desses motivos.”

Quase metade da humanidade “muito vulnerável”

A notícia passou praticamente despercebida devido à guerra na Ucrânia, mas o IPCC (Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, organismo científico da ONU) divulgou na segunda-feira a segunda parte do seu mais recente relatório global sobre o estado do clima terrestre, o mais importante documento orientador da política climática global. A primeira parte, divulgada em agosto do ano passado, já tinha representado um último aviso da comunidade científica aos decisores políticos, que se preparavam para a decisiva COP 26, em Glasgow. Agora, a segunda parte do documento revela que quase metade dos habitantes da Terra estão numa situação “muito vulnerável” devido às alterações climáticas.

São entre 3,3 e 3,6 mil milhões de pessoas nesta situação. Além disso, os cientistas deste organismo estimam que entre 3% e 14% das espécies terrestres estejam ameaçadas de extinção, mesmo que o aquecimento global do planeta até ao final deste século se limite aos 1,5ºC declarados no Acordo de Paris.

O novo relatório tem outros dados preocupantes. Até 2050, cerca de mil milhões de humanos poderão estar a viver em zonas costeiras ameaçadas pela subida do nível médio das águas do mar. Já na região mediterrânica, a produção agrícola poderá cair em cerca de 17% até 2050 se o caminho atual se mantiver. Ainda assim, apesar de vários dos impactos das alterações climáticas já serem classificados como “irreversíveis”, os cientistas que aconselham a ONU garantem que ainda é possível evitar alguns dos piores cenários se as emissões de gases com efeito de estufa forem significativamente reduzidas o mais rapidamente possível.

Fotografia
Alterações Climáticas

Porque é que o clima nunca será uma prioridade?

O clima é apontado pelos decisores políticos como uma prioridade de topo — mas as urgências mundiais, das guerras às pandemias, sobrepõem-se sempre. Poderá o clima alguma vez ser uma prioridade?

Fotografia
Alterações Climáticas

Clima. Quase metade do mundo "muito vulnerável"

Outras notícias

Fotografia
Agricultura

Carne, maçãs e queijo. A seca ameaça a agricultura

Em Trás-os-Montes, produzir 1 kg de carne pode vir a custar o dobro. Na Beira Alta, a produção de maçãs está em risco. E na Serra da Estrela, escasseia leite para o queijo. Falta água em todo o país.

Fotografia
Guerra na Ucrânia

Guerra pode afetar acesso a produtos agrícolas

O presidente da CAP lembrou que a Ucrânia é o "principal fornecedor de milho e a Rússia é o principal fornecedor de trigo da Europa".

Fotografia
Alterações Climáticas

Especialistas defendem poupança de água no privado

Duches mais rápidos, "apliques" que permitem a poupança de água nas torneiras, evitar lavar os carros e não regar a relva são algumas das regras básicas da poupança no consumo privado.

Fotografia
Ambiente

Lisboa: 15º lugar da Europa na descarbonização

O estudo da Campanha Cidades Limpas avalia o modo como as cidades estão a adotar as medidas necessárias para descarbonizar os seus sistemas de transporte até 2030.

Fotografia
Viana do Castelo

Derrame de óleo polui 1,5 km de afluente do Lima

O óleo derramado foi "bastante" e o facto de o rego da Peitilha não ser de "grande dimensão" tornou o "problema ainda mais grave". É o "maior acidente" ambiental de que há memória em Lanheses.

Fotografia
Fotogaleria

O Parque Nacional de Yellowstone faz 150 anos

Alpinista Jim Bridger descreveu Yellowstone como o lugar onde as montanhas são de cristal e as lagoas fumegantes. Casa de géiseres e bisontes há 150 anos, os 9 mil km2 são difíceis de acreditar.

Fotografia
Ambiente

Climatologiasta que estudar culturas de sequeiro

Dionísio Gonçalves acredita que o estudo destes ecossistemas é "fundamental" para perceber como é que estas espécies resistiram às flutuações climáticas que houve nas últimas centenas de anos.

O que se escreve no mundo

The link between Putin and climate change
Politico Europe
Postcards from Earth’s climate futures
The Washington Post
Each Antarctic tourist effectively melts 83 tonnes of snow – new research
The Conversation
Researchers See ‘Future of an Entire Species’ in Ultrasound Technique
The New York Times
The Youth Movement Trying to Revolutionize Climate Politics
The New Yorker
How a dramatic win in plastic waste case may curb ocean pollution
National Geographic
Gas stoves might be a killer in the kitchen
Politico Europe
‘This is everybody’s problem’: inside America’s growing sewage crisis
The Guardian
The world is getting climate change adaptation wrong
Quartz
Why the Dutch embrace floating homes
BBC Future Planet

O que se faz no país

Alcoutim

Linces Sismo e Senegal são os mais novos habitantes de Alcoutim (Sul Informação)

Leiria

Voluntários recolheram 111 quilos de lixo marinho na praia das Pedras Negras (Região de Leiria)

Guimarães

Guimarães tem mais uma “brigada verde” para trabalhos ambientais (O Minho)

Madeira

Madeira atinge este ano meta de 40% de energia verde (Público)

Aveiro

Klugit: a tomada inteligente portuguesa que quer acabar com as perdas de energia dos cilindros (P3)
Mais sobre Ambiente

Leia as últimas

em observador.pt
Observador
Observador
Eleito melhor jornal generalista 2018 e 2019

2022 Observador On Time, S.A.
Rua João Saraiva, nº 7, Lisboa

Gerir newsletters

Clique aqui para deixar de receber todas as newsletters do Observador

Receba a próxima edição da newsletter Não imprima esta newsletter diretamente no seu email

Todos os meses, o João Francisco Gomes traz-lhe reportagens sobre ambiente, o que se escreve sobre o tema no mundo e o que já se faz em Portugal.

  • Newsletter
  • Observador
  • Ambiente
  • Ciência
  • Alterações Climáticas
  • Céu e Terra
Proponha uma correção, sugira uma pista: leitor@observador.pt

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

Mais newsletters

Não imprima esta newsletter

Os milhões da nova agência e o ano mais quente

8/1/2025, 20:56
Não imprima esta newsletter

Pode um país ser punido por não proteger o clima?

4/12/2024, 21:20
Não imprima esta newsletter

O fenómeno "extremo" de Espanha pode repetir-se

6/11/2024, 20:31
Não imprima esta newsletter

Como o clima já afeta as relações entre os países

2/10/2024, 20:48

Últimas

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

Oferecer agora

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Voltar ao artigo

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ver planos

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Assinar agora

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Voltar ao artigo

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Fechar

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Registar-me

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Obrigado por assinar o jornalismo que faz a diferença.

Sem interesses.
Muito interessante.


Seguir
Seguir
  • Facebook
  • X
  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
Sobre
  • Política de Privacidade e Cookies
  • Termos e Condições
  • Termos e Condições da Compra
  • Como anunciar
  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Política de correções
  • Regras da Comunidade
  • Contactos
  • Carreiras
Descobrir
  • Programas
  • Podcasts
  • Autores
  • Colunistas
  • Tópicos
  • Newsletters
  • Abrapalavra
  • Sudoku
Instale a nossa App

Disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android

  • Descarregar na App Store
  • Descarregar na App Store
Recommendation Partner