O Observador já não suporta o Internet Explorer 11 ou versões inferiores. Por favor atualize o seu browser: Saiba mais.
  • Pesquisar artigos, autores...
  • Rádio

  • Apoio a Cliente
  • Assinar o Observador Assinar
  • Opinião
  • Rádio
  • Podcasts
  • Newsletters
  • Últimas
  • Jogos
  • Secções
      • Opinião
      • Política
      • Economia
      • País
      • Mundo
      • Desporto
      • Cultura
      • Lifestyle
      • Auto
      • Ciência
      • Tecnologia
      • Justiça
      • Ouvir rádio
      • Podcasts
      • Programação
      • Sobre
      • Últimas
      • Newsletters
      • Fact Check
      • Explicadores
      • Especiais
      • Vídeos
      • Dor
      • Mental
      • Cimeira da Indústria
      • Rádio ao Vivo
      • Lisbon AI Week
      • Prognósticos
      • Observador Lab
      • Loja
      • Votómetro
      • Publicidade e Branded Content
      • SudoCrime
      • AbraPalavra
      • Sudoku
      • App iOS
      • App Android
    Nas redes sociais

Apoio a Cliente

1231,1kWh poupados 1231,1 kWh poupados com a Logótipo da Xpeng Logótipo da Xpeng
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da XPENG Logótipo da XPENG

Descubra a mobilidade elétrica e inteligente aqui.
Expanda o seu mundo.

  • Newsletters /
  • Não imprima esta newsletter

Alterações climáticas podem multiplicar fenómenos extremos como a DANA. E poderá o setor da saúde ajudar o ambiente?

06 nov. 2024, 20:31
0:00 -0:00

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

As mais lidas

Observador

Não imprima esta newsletter

quarta, 06 nov. 2024
Fotografia de Adriana Alves
Adriana Alves
Foto da Newsletter

Não há quem, em Espanha, desconheça por esta altura o significado da expressão DANA. Tem sido descrito como o pior fenómeno meteorológico do século no país, provocou pelo menos 215 mortos confirmados e um número ainda desconhecido de desaparecidos, que lançou famílias numa busca em contrarrelógio. “Espero que [a tia] morta, pelo menos, apareça. Viva não tenho esperança”, admitiu uma mulher do município de Sevadí, na região de Valência, a mais afetada pelas chuvas torrenciais e cheias que se seguiram, à equipa de enviados especiais do Observador.

O fenómeno que na semana passada deixou um rasto de destruição em Valência e em regiões como Castilla-La Mancha ou Andaluzia é conhecido pelos espanhóis como Depresión Aislada en Niveles Altos (em tradução livre, Depressão Isolada em Níveis Altos). Por cá, gota fria é a expressão mais usada. Acontece quando uma bolsa de ar frio se separa de uma massa polar nas camadas superiores da atmosfera. A partir daí, e ao entrar em contacto com massas de ar quente, segue o seu próprio caminho, muitas vezes errático e difícil de prever, provocando chuvas torrenciais e ventos muito fortes.

O que se passou em Espanha foi uma “situação extrema”, sublinharam vários climatologistas ao Observador. Em várias regiões choveu mais em 24 horas do que num ano inteiro — no município de Chiva (Valência) foram 491 litros por metro quadrado (mm) em oito horas. Alguns fatores potenciaram o efeito mais devastador da tempestade: a estacionariedade, a depressão foi muitíssimo lenta e a precipitação acumulou-se em certos locais; o choque da massa de ar frio com as temperaturas quentes do Mar Mediterrâneo, que estão um pouco acima da média para esta época do ano; e a humidade elevada.

Os cientistas acreditam que, com as alterações climáticas, fenómenos extremos como este vão ser mais comuns. Intensificaram os piores eventos extremos dos últimos 20 anos e contribuíram para a morte de 350 mil pessoas, segundo uma análise da organização World Weather Attribution. Mas terá a DANA sido uma consequência das mudanças introduzidas pelo Homem no ambiente? Sim e não, responde o climatologista Carlos da Câmara. “Se atirar um dado viciado para dar o seis e o número sair não vou dizer que é só porque está viciado. Mas se o uso, a probabilidade de acontecer será maior”, disse. Com as mudanças climáticas, que levam ao aquecimento de oceanos e mares, como o Mediterrâneo, não é muito diferente. “É viciar os dados quando comparamos com a situação há 50 anos.”

A DANA, que não é um fenómeno raro na Península Ibérica, também chegou a Portugal (deixou vários distritos a amarelo e o Algarve a laranja), ainda que muito mais enfraquecido. Não é, por isso, de excluir que uma situação como a que se passou em Espanha possa ocorrer em território português, alertam os especialistas. As zonas mais propícias são junto às costas, visto que as massas de água quente são uma fonte de energia que alimenta estas depressões.

Como Espanha, Portugal não está preparado para lidar com uma situação extrema como a que se verificou, reconhecem especialistas. Na capital, por exemplo, se chover 50 mm durante uma hora — que dará lugar a alerta vermelho, o mais elevado da escala da Proteção Civil — estão garantidas inundações em zonas como a Baixa, Paço de Arcos ou Algés. “O nosso sistema de escoamento das ruas não permite escoar tão rapidamente numa hora”, destacou o climatologista Pedro Miranda.

As mudanças estruturais são descritas como um passo importante para lidar com episódios de chuvas intensas e cheias. Cidades como Lisboa ou Porto já estão a construir sistemas de drenagem, mas mesmo essas enfrentariam dificuldades perante situações tão extremas como a de Espanha. O engenheiro Mineiro Aires, que acompanha a construção dos túneis de drenagem na capital, traçou uma comparação com os sismos: “Se tivermos um abalo de violência e com uma conjugação de esforços absolutamente excecional, é muito difícil que mesmo as estruturas anti-sísmicas resistam.”

Por esta altura, Espanha continua a lidar com as consequências da DANA, que deixou milhares de pessoas sem água, luz ou rede de telecomunicações. Perante o desespero, houve mesmo quem tivesse feito o que não acreditava ser possível. “Nunca pensei entrar num supermercado e roubar”, admitiu uma residente de Paiporta aos jornalistas Joana Moreira e João Porfírio, descrevendo a situação que se vive por estes dias no país como o “apocalipse.”

Os residentes das zonas afetadas têm posto mãos à obra para limpar casas e ruas. Foram muitos os voluntários que, vindos de outras zonas do país, caminharam horas para ajudar e compensar o que descrevem como inação das autoridades. A revolta é grande contra os governos regionais e central, como de resto foi visível na receção aos reis de Espanha e ao chefe de governo: com insultos da população, que atirou pedras e lama. Para ajudar na recuperação, o executivo espanhol aprovou já esta semana em Conselho de Ministros um “importante primeiro pacote de medidas” de 10,6 mil milhões de euros.

Como o poluente setor da saúde pode ajudar o ambiente

Do clima passamos à sustentabilidade, um tema que tem merecido crescente atenção e que choca muitas vezes a atividade de áreas como a aviação, a moda ou a agricultura intensiva, alguns dos setores que são apontados como os mais poluentes em todo o mundo. A saúde, porém, é um outro setor que não sai incólume, como destacou o presidente do Conselho Português de Saúde e Ambiente — uma aliança criada em 2022 e que conta com 90 organizações associadas.

Em entrevista ao jornalista da secção de Sociedade Tiago Caeiro, Luís Campos, também médico nos hospitais da rede CUF, sublinhou que o problema vai muito além da poluição, que se estima que provoca nove milhões de mortes prematuras por ano. Passa também pela degradação dos ecossistemas, o esgotamento dos recursos naturais, a perda de biodiversidade ou a sobrepopulação. “Todas estas determinantes serão um desafio para a saúde das populações nas próximas décadas e também agora”, alertou.

O impacto vê-se numa panóplias de doenças: das cardio e cérebro vasculares às respiratórias crónicas ou mentais, do cancro às alergias ou às doenças e infeções transmissíveis de animais para humanos (zoonoses) — como a que provocou a pandemia de Covid-19. Todas estas patologias, sublinhou Luís Campos, serão “impactadas pelas alterações ambientais e vão ter um efeito na longevidade a médio/longo prazo.”

O setor da saúde, que produz 4,4% emissões globais de gases com efeito de estufa — em Portugal, a percentagem chega aos 4,8% —, tem um longo caminho pela frente. E não passa pela plantação de árvores, diz o médico: seriam precisos mais de 160 milhões só no país para captar o dióxido de carbono que o setor da saúde lança para a atmosfera num ano. Para mitigar as consequências do setor da saúde sobre o Ambiente, Luís Campos sugere soluções como reutilizar cateteres, reduzir exames de imagem e substituir inaladores e gases.

Fotografia
Espanha

DANA. Que fenómeno causou a tragédia em Valência?

É imprevisível, até frequente, mas ganhou uma dimensão extrema em Espanha porque estacionou sobre Valência. Número de desaparecidos é uma incógnita e pode fazer subir o número de vítimas.

Fotografia
Ambiente

Poluição na Saúde. "Desconhecimento é chocante"

OUTRAS NOTÍCIAS

Fotografia
Meteorologia

E se chovesse tanto em Lisboa como em Valência?

O sentimento é comum: "É melhor que não aconteça". Mas a acontecer, traria cenários semelhantes aos que se veem em Valência. Em Portugal, os sistemas não estão preparados.

Fotografia
Valência

Sem água, luz ou rede, vive-se “o apocalipse"

Assaltos a supermercados, falta de água e, sobretudo, de ajuda. Como uma povoação nos subúrbios de Valência virou terra sem lei depois da tragédia.

Fotografia
Indonésia

Indonésia. Nove mortos devido a erupção vulcânica

Vulcão Lewotobi Laki-Laki causou nove mortes e 64 feridos e 2.472 pessoas foram retiradas de casa. Sete escolas e 23 habitações ficaram danificadas. Indonésia regista cerca de sete mil sismos por ano.

Fotografia
Alterações Climáticas

Clima: aumentam perigos para saúde

Relatório da revista científica The Lancet mostra "novos recordes preocupantes" nos indicadores de perigos para a saúde relacionados com alterações climáticas. Especialistas querem maior investimento.

Fotografia
Ciência

Ambiente tem impacto em doenças neurodegenerativas

As variáveis com mais impacto são o dióxido de azoto (NO2) e as partículas com diâmetro menor de 10 µm (PM10). A principal fonte destes poluentes é a queima de combustíveis fósseis, como a gasolina.

Fotografia
Ambiente

Alterações climáticas já causaram 350 mil mortes

Quatro dos 10 desastres mais mortíferos para os quais as alterações climáticas contribuíram verificaram-se na Europa. Organização desenvolveu método para medir impacto na destruição.

Fotografia
Desastres Naturais

G20 quer alerta precoce de desastres naturais

O G20 quer garantir que "todos os habitantes da Terra estejam protegidos dos fenómenos meteorológicos, hídricos ou climáticos" através da implementação de sistemas de monitorização.

Fotografia
Conservação da Natureza

Cimeira da biodiversidade termina sem acordo

A conferência sobre biodiversidade COP15, realizada em 2022, acordou a criação de um fundo, mas o funcionamento ainda não está definido.

O que se escreve no mundo

How a Trump Win Would Upend Major Climate Court Fights
The New York Times
Lithium-ion batteries have ruled for decades. Now they have a challenger
Washinton Post
Five nature wins that have actually worked
BBC Future Planet
Plans for biggest onshore windfarm in England to be submitted this week
Guardian
Why more natural disasters could trigger a rise in paranormal beliefs
National Geographic
Iceland is entering a new period of volcanic unrest. See how one small team help
CNN
Record levels of heat-related deaths in 2023 due to climate crisis, report finds
Guardian
Scientists say climate change made Spanish floods worse
BBC
Record levels of heat-related deaths in 2023 due to climate crisis, report finds
The Guardian
Leaders from key countries to skip COP29 climate summit
Reuters

O que se faz no país

Melgaço

Câmara de Melgaço começa em 2025 a produzir hidrogénio e energia fotovoltaica (Agência Lusa)

Coimbra

Investigadores de Coimbra vão monitorizar biodiversidade em áreas agrícolas (Agência Lusa)

Beja

Manifesto reclama mais disponibilidade de água no Sudoeste Alentejano e Algarve (Agência Lusa)

Porto

Zonas húmidas podem ajudar a reduzir antibióticos presentes nas águas (Agência Lusa)

Portugal

Governo prepara reforço de apoios e plano para combater língua azul (Agência Lusa)
Mais sobre Ambiente
Recommendation Partner Recommendation Partner

Precisa de ajuda? Contacte-nos

Para deixar de receber esta newsletter clique aqui

ou pode gerir e descobrir as nossas outras Newsletters aqui

Observador - Rua João Saraiva, nº 7, 1700-248 Lisboa

Receba a próxima edição da newsletter Não imprima esta newsletter diretamente no seu email

Todos os meses, o João Francisco Gomes traz-lhe reportagens sobre ambiente, o que se escreve sobre o tema no mundo e o que já se faz em Portugal.

  • Clima
  • Céu e Terra
  • Ciência
  • Ambiente
  • Alterações Climáticas
  • Saúde
  • Poluição
Proponha uma correção, sugira uma pista: leitor@observador.pt

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

Mais newsletters

Não imprima esta newsletter

Os milhões da nova agência e o ano mais quente

8/1/2025, 20:56
Não imprima esta newsletter

Pode um país ser punido por não proteger o clima?

4/12/2024, 21:20
Não imprima esta newsletter

Como o clima já afeta as relações entre os países

2/10/2024, 20:48
Não imprima esta newsletter

O fogo da Madeira não destruiu apenas mato

4/9/2024, 20:57

Últimas

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

Oferecer agora

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Voltar ao artigo

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ver planos

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Assinar agora

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Voltar ao artigo

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Fechar

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Registar-me

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Obrigado por assinar o jornalismo que faz a diferença.

Sem interesses.
Muito interessante.


Seguir
Seguir
  • Facebook
  • X
  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
Sobre
  • Política de Privacidade e Cookies
  • Termos e Condições
  • Termos e Condições da Compra
  • Como anunciar
  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Política de correções
  • Regras da Comunidade
  • Contactos
  • Carreiras
Descobrir
  • Programas
  • Podcasts
  • Autores
  • Colunistas
  • Tópicos
  • Newsletters
  • Abrapalavra
  • Sudoku
Instale a nossa App

Disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android

  • Descarregar na App Store
  • Descarregar na App Store
Recommendation Partner