Startups

4 benefícios do empreendedorismo para o país

Autor
  • Cristina Fonseca
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Talvez por sermos um país pequeno, é difícil para nós lidar com as falhas e os erros. Às startups está associado um risco elevado e quem se aventura sabe que a probabilidade de falhar é altíssima.

A geração de empreendedores de hoje tem o desejo de mudar o mundo e todos exploram ideias globais. Muitos deles estabelecem-se em Portugal pelas vantagens económicas que isso traz para os negócios, mas há também claras vantagens para o país em suportar este ecossistema. Aqui ficam 4 delas.

Sistema de ensino mais actual
A globalização, a internet e os negócios online nos quais a grande maioria das startups está envolvida requer experiência e conhecimento num conjunto de áreas tais como o marketing online, o web design, a programação e as vendas de serviços de subscrição online. Áreas estas que tiveram uma evolução mais vincada nos últimos 10-15 anos. Felizmente a maioria do conhecimento necessário a estas disciplinas pode ser encontrado na internet e é esta a forma que os mais curiosos usam para se atualizarem. As escolas e universidades estão ainda a incorporar estas matérias pressionadas pela constante procura de pessoas com estas competências pelas startups.

Evolução constante nas carreiras profissionais
Para a geração anterior, a situação óptima em termos de carreira era ficar numa empresa para a vida. Como resultado deste fenómeno, muitas pessoas nunca se viram forçadas a mudar, a evoluir, a sair da sua zona de conforto. Perante as dificuldades mais recentes das empresas, muitas pessoas foram obrigadas a mudar mas o facto de as suas competências estarem desatualizadas criou problemas de empregabilidade para o país que se refletem a nível social e económico.

Na era das startups assumem-se mais riscos à partida. A velocidade a que as coisas mudam é tão grande que as pessoas são “forçadas” a evoluir dentro das organizações em constante mudança, a procurar novos papéis noutras empresas e a actualizar-se permanentemente. A longo prazo, este fenómeno trará valor acrescido à nossa economia porque as pessoas terão um processo de evolução pessoal e profissional que irá acompanhar a mudança no mundo e nas organizações.

Inspiração e mais casos de sucesso
Quando aos 18 anos decidimos o que queremos ser quando formos “crescidos” somos altamente moldados pelo contexto em que estamos socialmente inseridos: a nossa família, amigos, escola, círculo social e a mensagem que os meios de comunicação social nos transmitem. Com uma economia dominada por empresas multinacionais e suportadas pelo estado, este foi o nosso modelo durante muitos anos. Os exemplos de sucesso nem sempre eram promotores da dedicação profissional e do trabalho árduo mas a nova geração de empreendedores está empenhada em mostrar ao país que é possível introduzir mudanças estruturais neste modo de funcionamento da economia e construir um ecossistema sustentável. E com este comportamento já começa a haver um conjunto de empreendedores que apesar de jovens estão a inspirar uma nova geração e a servir como modelos de inspiração da nova geração.

Aprender a lidar com as falhas
Talvez por sermos um país pequeno, é difícil para nós lidar com as falhas e os erros. Às startups está associado um risco elevado e quem se aventura por este caminho sabe que a probabilidade de falhar é altíssima, cerca de 90%. Aliás, a falha é uma forma rápida de validação de ideias, portanto quanto mais rápido se falhar a fazer uma determinada coisa mais rapidamente se chega à solução ideal. São muito raros os empreendedores que criam o seu primeiro negócio de sucesso sem terem feito algo antes que tenha sido um fracasso. O truque está em utilizar as lições e a aprendizagem de uma experiência como vantagem na seguinte.

Cristina Fonseca é fundadora da Talkdesk

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