Há 78 anos, a 29 de novembro de 1947, o povo judeu aceitou o Plano de Partilha das Nações Unidas, escolhendo o caminho para a independência, apesar dos profundos sacrifícios que exigia. Este momento cristalizou a identidade fundamental de Israel como uma democracia em busca da paz. Desde os seus primórdios, Israel tem consistentemente traduzido esses valores em políticas,respondendo positivamente a todas as oportunidades genuínas de forjar a paz com seus vizinhos árabes, o mundo muçulmano em geral e parceiros globais.

Em acentuado contraste, os palestinianos árabes têm rejeitado repetidamente os compromissos e as iniciativas de paz: um padrão que remonta à recusa do líder árabe Amin al-Husseini às propostas da Comissão Peel de 1937, pouco antes de se tornar um disseminador da propaganda nazi. Esta rejeição continuou com a recusa histórica do Plano de Partilha de 1947, a invasão coordenada a Israel por exércitos árabes em 1948 e, posteriormente, a rejeição de inúmeros esforços de paz, incluindo as iniciativas de grande impacto de 2000 e 2008.

Ao longo das décadas, o rejeicionismo anti-semita árabe-palestiniano assumiu diferentes formas ideológicas: inicialmente o nacionalismo, depois a colaboração com os nazis, mais tarde o pan-arabismo, o comunismo e, hoje, o jihadismo. Contudo, o tema subjacente permanece constante: a recusa em reconhecer o direito de Israel de existir como um Estado independente na sua pátria nativa. Esta atitude tem vindo com muita frequência a priorizar prejudicar Israel em detrimento dos interesses do povo palestiniano.

Um exemplo revelador é a criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1964, numa altura em que a Judeia e a Samaria (a “Cisjordânia”) e a Faixa de Gaza eram controladas pela Jordânia e pelo Egipto, respectivamente. Nenhum Estado palestiniano foi declarado sob estes governos árabes e a carta fundadora da OLP apelava explicitamente à destruição de Israel.

Décadas mais tarde, após a retirada de Israel da Faixa de Gaza em 2005, bastaram apenas dois anos para que o Hamas palestiniano assumisse o controlo. O Hamas rapidamente transformou o território numa base para o terrorismo, desviando recursos para a jihad contra Israel em vez de melhorar o bem-estar da população local. Entretanto, a Autoridade Palestiniana na Judeia e Samaria também falhou na sua busca pela paz, continuando a promover o ódio anti-semita através dos currículos escolares, nas mesquitas e através dos meios de comunicação social, mantendo a política de “pay for slay” – “ pagar para matar “ que recompensa o  assassinato de israelitas.

Apesar disso, Israel permanece firme na defesa de seus princípios éticos fundadores. O espírito que iluminou 29 de novembro de 1947 perdura: Israel recusa-se a abandonar a esperança de coexistência e permanece comprometido em construir um futuro melhor, mantendo a força necessária para se defender daqueles que continuam a querer a sua destruição.

Porque,  se Israel depusesse as armas a sua própria existência estaria ameaçada. Mas, se as forças do jihadismo entregassem suas armas, conforme o exigido no plano de paz do presidente dos EUA para Gaza, o caminho para a coexistência poderia abrir-se imediatamente.

Essa verdade incontestável continua a definir as escolhas difíceis que a região enfrenta hoje.