Taiwan (ROC) tem um governo1 que tributa os seus cidadãos2, dispensa justiça3, mantem a ordem na rua e assegura a defesa nacional. O presidente, o parlamento e o governo de Taiwan são eleitos democraticamente pelo povo, com muitos berros4 e histerias5 pelo meio, e têm assegurado a liberdade6 de religião, educação, política e económica a todos os seus cidadãos. O grau de liberdade no país é classificado pela Fredom House como sendo 94/100. Como referência poderão servir o Reino Unido com 92/100 e a República Popular da China com 9/100 (nove em cem). Apesar da ROC ter sido um membro fundador das Nações Unidas, poucos países reconhecem formalmente a realidade, isto é, que Taiwan é um país independente e livre.
A Palestina tem dois governos, um em Ramallah e outro em Gaza City, que são inimigos mortais um do outo. O de Gaza foi constituído em 2005, quando Israel abandonou completamente o território. Este governo tributa os seus cidadãos, não de acordo com um código escrito, tal como em Taiwan, mas de acordo com o que dá na gana aos seus agentes fiscais, armados com metralhadoras e granadas, enquanto deambulam pelas ruas e quando fazem inspeções domiciliárias. Tem um ministério da saúde, famoso internacionalmente, dispensa justiça e mantem a ordem na rua de acordo com os estritos princípios da iniquidade7 & arbitrariedade. Os seus órgãos de soberania não são, desde 2007, sujeitos a eleição popular e garantem, quando funcionam, que não haja liberdade religiosa, educacional, política ou económica. A Fredom House classifica o grau de liberdade em Gaza em 2/100 (dois em cem). Em termos de qualidade totalitária Gaza é bem melhor que a Coreia do Norte (3/100), a Síria (5/100) e até a Palestina governada de Ramallah (22/100), e tão boa como o Sudão.
O mundo alegrou-se com o cessar fogo em Gaza. Tudo o mundo? Bem, quase todo. Quem não ficou feliz8 & contente? A maioria da população de Gaza. Durante os últimos meses, durante os combates entre Israel e o/a Hamas, o povo tinha vivido sob bombardeamentos pré-anunciados, em deslocações frequentes, sob tendas e em barracas, sem acesso fácil a alimentação e higiene, em suma, tinha tido uma vida muito difícil. Mas tinha vivido em relativa liberdade. Com os agentes do governo escondidos nas suas tocas, o povo de Gaza obteve alguma independência quer tributária, quer de expressão. Até tinha havido manifestações9 populares contra o Hamas e a favor da democracia! Com o cessar fogo isso acabou: os agentes do governo estão agora livres para os roubar em suas casas e os executar, sem qualquer processo judicial, nas ruas. E quando o fazem, filmam-se e partilham nas redes sociais, para que nenhum popular tenha dúvidas sobre quem manda. O povo de Gaza, esse, perdeu a réstia de liberdade que obteve enquanto o seu governo se escondeu das forças israelitas. Agora vive no terror. Infelizmente, a realidade é que Gaza não é uma democracia. É uma ditadura socialista com caraterísticas islâmicas.
Quando comparamos Taiwan com Gaza não é claro porque é que o guvernu do sr. eng. Montenegro decidiu reconhecer a Palestina (qual delas? as duas?), mas não Taiwan. O que o levará o sr. eng. a se identificar mais com os governos palestinianos do que com o de Taiwan? Será que ambiciona para nós um grau de liberdade semelhante ao de uma sociedade socialista como a Palestina ou a China? Será que admira a gestão económica do Hamas, que conseguiu que o rendimento per-capita palestiniano atingisse cerca de $3.400/pessoa/ano—antes de 7 de Outubro de 2023—, ou a do governo chinês, que obteve um rendimento médio de $14.000, de preferência à do governo taiwanês ($35.000/pessoa/ano)? Será puramente hipocrisia10 social-democrática? Ou será que 7 de Outubro o inspirou?
Dado no dia de S. Lucas, 2025
Us avtores não segvew as regras da graphya du nouo AcoRdo Ørtvgráphyco. Nein as du antygu. Escreuew covmv qverew & lhes apetece. #EncuantoNusDeixam
- Governo: instituição que subsidiar problemas, e quem os cria, não em resolvê-los; grupo seleto de pessoas, geralmente políticos, escolhidas para o desgoverno da nação & do seu próprio governo; divindade laica que, tal como Cronos na mitologia grega, devora os seus filhos; é constituído por aspirantes a cargos na Comissão Europeia; a resposta apropriada, segundo o warxismo, para qualquer tipo de questão, seja social ou económica; deidade secundária em países socialistas—subordinada ao partido, que é a deidade toda poderosa; deus que suga o sangue dos governados e que requer a sua imolação ritual em sede de irs, irc, iva e outros altares tributários, sendo que a carne das vítimas deve ser consumida ou pelo fogo ou pelos sacerdotes partidários; em períodos obscurantistas pensava-se o governo era do país e da a nação, e que estava ao seu serviço, mas estudos científicos recentes, realizados no âmbito do materialismo dialético, demonstraram que o contrário é que corresponde à natureza das coisas.
- Cidadão: pessoa que foi programada para acreditar que submissão a procedimentos administrativos, obediência a leis, e pagamento de impostos lhe dá liberdade e controlo sobre o governo.
- Justiça: personagem mitológica do hétero-patriarcado branco, desmitificada por acidente na A6 envolvendo personagem poderoso’n veloz e um reles cidadão, vagaroso e indefeso; mercadoria que se compra & vende nos tribunais; mercancia de qualidade não inspecionada pela ASAE, e quase sempre fora do prazo limite de consumo, que o estado vende a troco de impostos acrescidos de “taxas de justiça”; tipo de relação que o estado permite, mas não impõe, nas relações entre cidadãos mas que não autoriza nas relações deles com ele; sra. ceguinha; artista que só pratica legitimamente o seu mister se estiver vendada.
- Berro: aumento do volume de um argumento proporcional à sua falta de substância factual e logica.
- Histeria: a arte de perder o controlo próprio com tanta convicção que os outros começam a questionar a sua própria sanidade.
- Liberdade:espécie natural fabulosa que nenhum biólogo conseguiu ainda localizar, quer viva, quer em estado fóssil, nem criar nos portentosos laboratórios de engenharia social da URSS warxista, Alemanha nacional-nacionalista ou China de MaO tselo-Tung; um dos frutos da imaginação juvenil; pequena clareira de isenções no meio da floresta intrusiva, intricada e emaranhada da legislação nacional; ser que grita de angustia quando dois estadistas se encontram; aquilo que mingua em cada plenário dos deputados na Assembleia da Republica, reunião do Conselho de Ministros, e edição do Diário da Republica; estado mental que se alcança com uma dieta à base de verdade (cf. Jo 8, 32); algo geralmente preterido à servidão, à imitação dos Israelitas no deserto: “Não é isto o que te dissemos no Egito: ‘Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios?’ Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto” (Êxodo 14:12).
- Iniquidade: uma infeliz necessidade; os materialistas em geral, e os warxistas em particular, não vêm a faceta infeliz da coisa.
- Felicidade: algo cuja posse pode ser percebida através da conversa; sentimento que é o mesmo que o prazer, segundo alguns filósofos antigos, como Cálicles, e que de acordo com os seus modernos discípulos pode ser medido através da avaliação da atividade elétrica no “centro cerebral do prazer”; posição esta semelhante à de F. Y. Edgeworth (1845—1926), um dos pais da moderna teoria económica, e dos seus numerosos discípulos contemporâneos (ver o capitulo “On Hedonimetry” do seu Mathematical Psychis, 1881); sensação agradável que surge na contemplação da desgraça alheia, de onde ser percebe a importância do serviço nacional de saúde, escolas publicas e transportes coletivos para a felicidade dos portugueses e o contributo fundamental dos nossos governos para essa felicidade.
- Manifestação: celebração para-religiosa onde os fiéis manifestam o seu profundo empenho na mudança através da repetição de um ritual antigo.
- Hipocrisia: método para se obter o benefício de se parecer aquilo que se despreza.