Não querem ir. Que não vão. Fiquem em casa. Cantem no duche ou a desencravar as unhas dos pés. Há 11 concorrentes que recusam participar no próximo Festival Eurovisão da Canção, no caso de vitória.
Em Portugal, cantam. Só. Aquele que receber a taça não embarca para Viena. Que pena. Galinhas também as têm. Pode ser que o televoto escolha o grupo Bandidos do Cante, que admite participar no Festival da Eurovisão se ficar em primeiro.
Não compactuam com a violação dos Direitos Humanos, com o genocídio é o que dizem, e o que dizem não se escreve em lado nenhum. Nem de longe passam por humanistas, democratas, bonzinhos, gente atenta aos males do mundo.
O boicote tem a bainha alinhavada de antissemitismo. Isso. É preciso chamar asnos pelos nomes. Não gostam de levar com a verdade na cara. Azar.
Antissemitas da modernidade, comem mousse com faca. Interessam-se apenas pelo lado que lhes convém. Cantadeiros armados em historiadores sem a pré-primária, enchem a boca, sobra-lhes saliva, para igualar a invasão da Rússia à Ucrânia e a resposta do IDF ao massacre de 2023.
Crânios despovoados, perfilham do desvairo que nesse Sábado 7 de Outubro, em Israel, não aconteceu nada, ou se aconteceu, como aconteceu, a culpa não é do Hamas. Ouvem-se vozes que são fígados: Israel mereceu.
Pensar com os calcanhares traz más consequências e lesa o raciocínio, por muito botox que se injecte no buço ou nas pálpebras.
Não vão à final da Eurovisão na Áustria, sigam, e já, para o supermercado para comprar um microfone e desencantem na frente do espelho da sala de jantar. O canal estatal, a RTP, pago pelos contribuintes, devia pôr a andar almas desempregadas que fazem propaganda descarada a terroristas. Não cantam na Áustria, aqui, também não abrem boca. Rua. Cabe à RTP colocá-los no merecido lugar.
Mas a linda RTP, que não cumpre a sua função de canal público, mastiga para o mesmo sentido, apoiou o vestido de Catarina Furtado drapeado com a bandeira palestiniana na apresentação de “Juntos por Gaza”, escandalosamente realizado no Centro Cultural de Belém, gerido pela Fundação Centro Cultural de Belém, uma entidade de carácter público cujo compromisso é incentivar e propagar cultura. É, é.
Gravado pela própria RTP, apresentado pela muito antiga menina da Chuva das Estrelas e Jorge Corrula, o actor que destila ódio por tudo o que a moleira lhe lembre Israel, o espectáculo, organizado pela Fundação Saramago, que se desnorteia nas redes sociais a mendigar boicote a Israel, teve a honras de emissão em horário de fidalgos no dia 10 de Dezembro. Uma data que foi, que já é o enterro da RTP.
Patrocinou o concerto de angariação de fundos a favor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina. Não dá apenas beijos na boca ao terrorismo, essa dita agência conta com funcionários que pertencem ao Hamas e estiveram diretamente ligados à chacina do sétimo dia de Outubro de há dois anos.
Batem palmas com as duas mãos juntas a monstros porque os monstros matam judeus, e judeus israelitas, o detalhe sabe-lhes ao dobro. Pela defesa disto e daquilo, da liberdade, dos direitos da mulher, da democracia, dos direitos LGBT, e dão palmadas nas costas à política tirana da China, Venezuela, Rússia, Cuba, Irão, esse grande financiador do Hamas. Lá é que bom, nas terras comandadas pelos xerifes da laia de Maduro, Putin e do Aiatolá, onde as coisinhas têm que estar como a lei tirana manda, senão, as férias definitivas serão na vala comum.
É expectável que quem defende déspotas se recuse a perceber as linhas da civilização e comece a alucinar ética e valores. Cegos, e não é dos olhos. Cantam de galo e não chegam, sequer, ao chão.
Veja-se um dos grandes inspiradores da desordem festivaleira: Salvador Sobral, quando Israel ganhou o festival, em 2018, a raiva tingiu-lhe o semblante de roxo, e coitado, tentou, em vão, dar aula de música à vencedora. No ano anterior recebera pontuação máxima de Israel. Era dar-lhe twelve points metafóricos na testa.