Poucas horas após ter proferido na janela da basílica de São Pedro a bênção urbi et orbi, o Papa Francisco faleceu.

Da mensagem de Francisco destacamos alguns excertos, que os comentadores de pacotilha, que nos azucrinam todos os dias nos meios televisivos com o seu chorrilho de mentiras ou meias-verdades, não souberam ou não quiseram ler!

«Não é possível haver paz onde não há liberdade religiosa ou onde não há liberdade de pensamento nem de expressão, nem respeito pela opinião dos outros. Não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento! A necessidade que cada povo sente de garantir a sua própria defesa não pode transformar-se numa corrida generalizada ao armamento […] perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade».

Outro momento subtil da sua mensagem é quando o sumo pontífice apela aos que têm responsabilidade política para não cederem à “lógica do medo”, antes utilizem as “armas” da paz para construir o futuro e evitar a morte, para combater a fome e ajudar os mais necessitados. Refere-se claramente aos líderes europeus que se querem armar com medo (ou a pretexto dele) de um improvável invasor, a Rússia.

Apesar de ateu, julgo ser esta narrativa do make love notwar que poderá mobilizar os jovens para a fé cristã, na prossecução de uma sociedade mais justa, livre e solidária.

Agora que, hipocritamente, todos lisonjeiam Francisco, apontamos dois momentos negativos, o não regresso do Papa à sua terra natal, a Argentina, desde que foi eleito no Conclave, e o despesismo das jornadas europeias da juventude de Lisboa, o que contraria os solenes princípios que caraterizaram o seu pontificado.

Bergoglio, ad aeternum!