Sou candidato à presidência da Câmara Municipal de Sintra.

Esta decisão, amadurecida ao longo do tempo, nasce de um compromisso profundo com o  concelho que me acolheu em 1975 e onde tenho vivido, trabalhado e servido. Assumo esta  candidatura com sentido de missão e com a convicção de que Sintra precisa de virar a página do imobilismo.

Nos últimos anos, Sintra cresceu de forma desordenada. O concelho foi vítima de uma  ocupação urbana desenfreada, alimentada pela especulação imobiliária e pela complacência  da gestão municipal. Entre 1991 e 2001, cresceu 47%, sem que as infraestruturas e os serviços  públicos acompanhassem esse ritmo. Hoje, muitos sintrenses vivem em zonas sem espaços de  convivência, com escolas saturadas, problemas no acesso à saúde, problemático serviço de  recolha de lixo, transportes públicos insuficientes, e uma rede viária fragilizada. Noutras áreas,  ditas rurais, o abandono é evidente e persistente.

Sou candidato porque conheço este território e as suas gentes. Fui professor, autarca,  voluntário e presidente da Cruz Vermelha de Sintra. Nunca troquei Sintra por cargos fora do  concelho. Estou aqui, como sempre estive, ao lado dos sintrenses. Conheço os desafios reais: o  acesso à saúde, a mobilidade, a habitação acessível, a higiene urbana, a degradação do espaço  público. Problemas agravados por uma gestão socialista que, nos últimos 12 anos, acumulou  saldos bancários à custa da qualidade de vida dos cidadãos.

Acredito que é possível fazer diferente. A autarquia deve assumir um papel ativo na saúde,  criando parcerias para soluções como a teleconsulta ou seguros de saúde. Na mobilidade, é  urgente renegociar com a Carris Metropolitana e criar uma rede municipal complementar. A  recolha de resíduos deve ser centralizada numa entidade pública eficaz.

Defendo a valorização das escolas, dos jovens, do ambiente, das associações locais, e do  alargamento da oferta da habitação municipal. É com esse espírito que nasce o “Sintra 360 – Laboratório de Ideias Locais”, um espaço para envolver os cidadãos na construção de soluções.  Os sintrenses merecem mais do que obras de fachada e promessas por cumprir.

É tempo de mobilizar uma nova esperança com o envolvimento de todos e com o apoio e  valorização dos colaboradores municipais.

É tempo de liderar um ciclo de transformação que melhore a vida das pessoas e promova o  desenvolvimento das economias locais através do seu vasto tecido empresarial. Sintra não  pode continuar a ser gerida com visão de tesouraria. É tempo de escolher outro caminho. E eu  estarei, como sempre, ao lado dos sintrenses.