No próximo sábado realizam-se aquelas que, no meu entender, serão as eleições mais importantes do Sport Lisboa e Benfica das últimas décadas. Eleições que poderão definir, por muitos anos, o futuro do clube. Este dramatismo não é exagerado: é justificado por dossiês de enorme relevância, como a centralização dos direitos televisivos – tema que acompanhei de perto no Parlamento – e pela venda das próximas duas épocas desses mesmos direitos, as últimas antes da centralização.

Perante este cenário, apresentam-se candidaturas que, por um lado, já demonstraram não estar à altura dos tempos atuais e da modernização que o Benfica exige; por outro, representam um regresso a um passado recente que pouco nos favoreceu.

Noutra via, há candidaturas que estão a cometer um erro grave e um dano potencialmente irreparável a curto e médio prazo, pois em vez de unir, insistem em dividir os benfiquistas, classificando sócios e adeptos como se de um lado estivessem os puros e do outro os impuros. Essa lógica é totalmente contrária ao espírito do nosso clube. E Pluribus Unum.

Acresce que essas candidaturas, além desse divisionismo, revelam também alguma impreparação das suas lideranças, impreparação essa evidenciada ao longo da campanha, nas hesitações sobre dossiês decisivos e num discurso excessivamente redondo e pouco objetivo. Não é claro, até ao momento, quais as suas verdadeiras propostas para o Benfica.

As equipas que as acompanham, quer para a direção quer para o futebol, incluem ainda nomes demasiadamente ligados ao passado recente, sem apresentarem nada de verdadeiramente novo ou à altura das exigências do Benfica de hoje. Ora isto não é coerente com quem se apresenta com uma proposta diferente face ao passado recente.

É neste contexto que se distingue o candidato que apoio: Martim Mayer. Um candidato que traz consigo uma herança benfiquista de valor, pois é neto de Duarte Borges Coutinho e conta na sua lista com descendentes de Fernando Martins e de Fezas Vital, representando uma ligação a um Benfica de decência, competência, paixão e, acima de tudo, a um Benfica líder e vencedor.

Mas Martim Mayer é mais do que o peso do legado. É o único candidato que apresenta ideias claras e estruturadas sobre o futuro do clube, com propostas concretas e liderantes nas áreas do património, dos direitos televisivos e da equipa de futebol. Importa lembrar que apresentou uma visão integrada para todo o futebol do Benfica, com nomes que dispensam apresentações, como Andries Jonker e Louis van Gaal. No campo do património, é clara a sua proposta de ampliação do Estádio da Luz e do Seixal. No plano internacional, já apresentou parceiros com quem pretende trabalhar.

Quanto à sua equipa, reuniu à sua volta um conjunto de benfiquistas de reconhecida competência profissional, independentes, sem passado ligado ao dirigismo do clube. Gente capaz, preparada e livre de amarras. Essa independência, aliada à energia e à seriedade da sua candidatura, é precisamente o que o Benfica mais precisa nesta fase decisiva.

Sabemos que a campanha mediática se concentrou em apenas três nomes, tentando condicionar o debate e afunilar a escolha dos sócios. Mas o Benfica é demasiado grande para caber em sondagens forçadas ou em narrativas pré-construídas. A força do nosso clube está, e sempre estará, nos seus sócios. Que são e sempre serão soberanos, livres e capazes de surpreender nos momentos decisivos.

Acresce a isto que estas eleições terão, pela primeira vez, duas voltas. É, portanto, a oportunidade ideal para que cada benfiquista vote em consciência, de forma livre e independente, naquele que acredita ser o mais preparado para liderar o clube. O voto na primeira volta deve ser um voto de convicção, não de cálculo.

Porque o Benfica merece mais. Merece competência, transparência, ambição e uma visão de futuro. Merece quem honre o passado, mas lidere o futuro. Merece decência, competência e paixão.

E é por isso que, no próximo sábado, sim, eu voto no Martim!