Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Há muito que desejava conhecer o Museu de Tordesilhas, alojado nas célebres Casas do Tratado. Tinha passado ao lado da pequena povoação castelhana dezenas de vezes, sem a notar. Depois, tinha feito algumas vezes o desvio, alertado pelo nome da vila, e chegado à entrada do museu. Mas os estranhos horários espanhóis, com intervalo para almoço até às quatro ou cinco da tarde, e a minha falta de planeamento, estragavam-me a vida.

Desta vez cheguei a horas e entrei nas Casas do Tratado.

O museu não é espetacular, os visitantes não abundam. Há uma pequena exposição, com mapas e algumas reproduções de documentos históricos. Há uma sinalética muito razoável, há um sistema de guia áudio, há legendas em castelhano, português e inglês.

É uma povoação realmente pequena, com um largo, algumas ruas e as históricas Casas do Tratado viradas para o rio Douro. Desfruta-se uma vista desafogada para a planície. E todo o ambiente modesto contrasta com a grandiosidade do evento que aí teve lugar em 1494: as negociações finais para a divisão do mundo entre dois reinos.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.