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Guerra traduzida na Rádio Observador. José, vamos aos destaques da imprensa ucraniana. Zelensky considera que os Estados Unidos devem estar responsáveis por monitorizar o cessar-fogo na Ucrânia.

O presidente ucraniano esteve reunido com a delegação para ser informado dos progressos nas negociações trilaterais que estão a decorrer em Genebra sobre temas que não podem ser discutidos por telefone. É assim que descreve Volodymyr Zelensky, o presidente, que elogia a paciência dos negociadores e afirma que as conversas com os russos não são fáceis, nem sempre são razoáveis. Sublinha também Zelensky a necessidade de serem dados passos em frente nas questões humanitárias, aqui, nomeadamente, na troca de prisioneiros de guerra. Entre os temas em cima da mesa hoje na Suíça, está em destaque o papel que os Estados Unidos podem vir a ter na Ucrânia se for assinada uma trégua, se for alcançado um acordo de paz entre Kiev e Moscovo. Ainda assim, a imprensa ucraniana dá conta da continuidade das negociações, este encontro trilateral que já decorreu nos Emirados Árabes Unidos e agora está a decorrer também na Suíça.

E José, cinco países europeus querem garantias de segurança robustas para Kiev.

São eles a França, a Alemanha, a Itália, a Polónia e também o Reino Unido. Estes cinco países europeus defenderam hoje, numa declaração conjunta, que qualquer acordo de paz entre Kiev e Moscovo tem de contemplar garantias de segurança que sejam robustas para a Ucrânia. Foi desta forma que foi descrita e é desta forma que está em destaque na imprensa da Ucrânia. A declaração foi divulgada no final de uma reunião em Cracóvia, no sul da Polónia. Essa declaração é assinada por ministros e vice-ministros da Defesa destes cinco países. Recordo, a França, a Alemanha, a Itália, a Polónia e também o Reino Unido, sendo que o ministro ucraniano da Defesa, Mykhailo Fedorov, participou nesta reunião, mas apenas por videoconferência.

Ursula von der Leyen vai viajar até à Ucrânia na segunda-feira para marcar o quarto aniversário da invasão.

E não é a única a fazer essa viagem até Kiev. Outros líderes europeus vão juntar-se nesta iniciativa, como tem sido hábito em anos anteriores na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Esta informação foi conhecida no mesmo dia em que a União Europeia não chegou a um acordo sobre o mais recente pacote de sanções à Rússia. Será o 20º pacote à Federação Russa de sanções por parte da União Europeia. Vai haver uma nova tentativa no fim de semana, antes do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros, que está marcado para segunda-feira. Ainda assim, para já, a imprensa ucraniana destaca essa viagem de Ursula von der Leyen e destaca também que ela não será a única líder europeia a deslocar-se até à Ucrânia para marcar o quarto aniversário da invasão russa à Ucrânia, sendo que a guerra está precisamente prestes a entrar nesse quarto ano.

E ainda a Ucrânia deteve 10 suspeitos de prepararem assassinatos contra líderes ucranianos.

Quer no próprio país, na Ucrânia, quer na Moldávia, que é um dos países que fazem fronteira com a Ucrânia. São suspeitos de estarem às ordens de Moscovo a preparar uma série de assassinatos de responsáveis políticos. As recompensas rondavam os 85 mil euros. As detenções, segundo o comunicado do procurador-geral ucraniano, foram feitas após um esforço conjunto entre as autoridades da Ucrânia e também da Moldávia. Trata-se de um grupo organizado que estava a planear esses assassinatos por encomenda de ucranianos e também de estrangeiros de renome. É o que se pode ler no comunicado, que não especifica quem seriam esses alvos. Kravchenko, o tal procurador-geral da Ucrânia, acrescentou que as forças de segurança realizaram mais de 15 buscas em toda a Ucrânia, confiscaram dinheiro, armas, equipamentos de comunicações e até explosivos que iriam ser utilizados para tratar de toda esta articulação logística com os contactos russos. Sete pessoas foram detidas na Ucrânia durante as operações. Outras três, incluindo o alegado organizador da campanha, foram detidas na Moldávia.

E é o ponto final na guerra traduzida com José Rafael Lopes. Está de regresso na próxima semana, segunda-feira. Até logo.

Até lá.