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"Guerra Traduzida Especial Irão", agora na Rádio Observador, hoje com a edição da jornalista Teresa Freire. Teresa, esta noite o Irão atacou o Kuwait, a notícia foi avançada pelo exército do país, enquanto Teerão só confirmou o ataque há pouco.
Numa publicação na rede social X, as Forças Armadas do Kuwait acusam o Irão de uma agressão condenável. Avançam que durante esta noite as defesas do país responderam a ataques hostis com mísseis e drones. Na publicação explicam, por isso, que as explosões ouvidas pela população resultaram da interceção dos ataques pelos sistemas de defesa aérea. O exército apelou ainda à população para seguir as instruções de segurança emitidas pelas autoridades.
O Irão confirma este ataque e avança também que atingiu os Emirados Árabes Unidos.
O exército iraniano revela que atingiu sistemas de comunicação por satélite, depósitos de equipamento e hangares de aviões de combate no Kuwait. A agência semioficial iraniana Tasnim explica que foram utilizados mísseis e drones nos ataques contra a base, que provocaram danos nos sistemas de comunicação e nos hangares. Já nos Emirados Árabes Unidos, Teerão atacou concentrações de tropas e sistemas de radar também numa base.
Ataques esses que já foram condenados pelo Catar, Teresa.
Num comunicado divulgado hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar afirma que a continuação dos ataques pode complicar os esforços para conter as tensões e prejudicar as iniciativas diplomáticas destinadas a garantir a segurança e a estabilidade na região. O ministério considera ainda que o Irão é legalmente responsável pelos ataques e pelas respectivas consequências. O Catar manifesta solidariedade com o Kuwait.
E um novo balanço do Ministério Iraniano da Saúde aponta para 18 mortos no Irão em apenas quatro dias.
Citado pela Al Jazeera, o porta-voz revela que entre este domingo e o dia de hoje, o Irão registou 18 mortos e 142 feridos na sequência dos ataques dos Estados Unidos.
Falamos agora do Estreito de Ormuz, Teresa.
Ontem só seis navios atravessaram a passagem marítima, menos cinco do que no dia anterior. Os dados são avançados pela Reuters, que cita a monitorização marítima do estreito. Destes seis navios, dois são petroleiros de longo curso, dois são grandes navios de transporte de gás, o quinto é um navio-tanque Supramax e ainda um petroleiro Panamax.
Entretanto, um responsável iraniano diz que o estreito de Ormuz não pode ser reaberto sem o consentimento de Teerão.
Citado pela Al Jazeera, o presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento Iraniano afirma que os inimigos do Irão mantinham anteriormente uma presença na região, mas que agora recuaram mais de 800 quilómetros. Diz que estão a recorrer a ações maliciosas por não conseguirem desbloquear o estreito. O responsável afirma ainda que os adversários de Teerão sabem que os locais que atacaram sofreram os golpes mais fortes.
Continuamos a falar de Ormuz. A diretora-geral do FMI alerta que o encerramento do estreito agrava as dívidas dos países em desenvolvimento.
À margem de uma reunião do G20, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a diretora-geral do FMI alerta que o encerramento do estreito está a aumentar os custos de financiamento a nível mundial e a ameaçar os progressos alcançados pelos países em desenvolvimento na redução das dívidas. A responsável, em declarações citadas pela Reuters, considera que o fecho do estreito pode aumentar os custos do serviço da dívida pública para todos.
E hoje também a Austrália pronunciou-se sobre o estreito de Ormuz.
O vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa defende a reabertura da passagem e acusa o Irão de restringir a navegação numa das principais vias marítimas do mundo. Em declarações à ABC News, considera que as ações iranianas contrariam fundamentalmente a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e o princípio da liberdade de navegação. Marles diz que estão a tentar limitar a navegação, o que considera ser inaceitável.
Falamos agora sobre o Hamas, que condena a morte de dois adolescentes palestinianos na Cisjordânia. Adolescentes que foram baleados por soldados israelitas durante um ataque à aldeia onde viviam.
Num comunicado citado pela Al Jazeera, o grupo acusa os colonos israelitas de intensificarem os ataques com a proteção e o apoio do exército de ocupação sionista. O Hamas considera que estes ataques fazem parte de uma política de genocídio sistemática contra os palestinianos e as suas terras, com o objetivo de impor a anexação, o deslocamento forçado e a limpeza étnica.
E entretanto, voltaram os ataques israelitas ao sul do Líbano.
A notícia é avançada pela Agência Oficial de Notícias Libanesa, que explica que as forças israelitas avançaram com carros militares em direção a uma localidade com barris de combustível preparados com explosivos.
Já os houthis lançaram 14 mísseis contra várias regiões costeiras do oeste do Iémen.
De acordo com a Al Jazeera, que cita o Centro de Comunicação Militar do governo iemita internacionalmente reconhecido, os rebeldes houthis lançaram 14 mísseis balísticos e vários drones contra zonas habitadas de províncias do oeste.
É com esta notícia da Al Jazeera que fechamos esta edição da "Guerra Traduzida Especial Irão". Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje foi da jornalista Teresa Freire.