Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Como é que os órgãos de comunicação social da Ucrânia noticiam a invasão? É o que vamos perceber agora em mais um episódio de "Guerra Traduzida", um trabalho do jornalista Rui Casanova, em colaboração com a Tânia Olinyk. E Rui, neste dia 482 da guerra, começamos outra vez com a entrevista de Donald Trump à Fox News.

Está em destaque na imprensa estatal russa, já aqui falámos, mas também na imprensa ucraniana. Isto porque o antigo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou numa entrevista ao canal de televisão Fox News, que conseguiu adiar a invasão da Ucrânia por vários anos, após ter conversado com o chefe de Estado russo Vladimir Putin, com quem, sublinha Donald Trump, sempre teve uma relação muito boa e muito forte. Há pouco falámos disso. É curioso, a imprensa estatal russa não destaca esta parte da entrevista, destaca apenas que Donald Trump disse que tem uma relação muito forte com Vladimir Putin, mas a imprensa ucraniana destaca esta parte que Donald Trump alega nesta entrevista à Fox News que conseguiu adiar a invasão da Ucrânia por vários anos. Donald Trump acreditava que a Rússia ia invadir a Ucrânia. Lembra que disse a Vladimir Putin que essa invasão seria uma catástrofe e que seria um inferno para a Rússia no que toca às consequências. E volta a destacar que se vencer as eleições presidenciais do próximo ano, que acaba com a guerra em 24 horas. Aqui também uma entrevista em destaque na imprensa ucraniana.

De Donald Trump, o anterior presidente dos Estados Unidos, passamos para o atual chefe da Casa Branca, Joe Biden, que também falou sobre a guerra nas últimas horas.

Como diz o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden admite que a ameaça do presidente russo de usar armas nucleares táticas é real. Joe Biden mostra-se aqui preocupado. Declarações durante uma conferência na Califórnia, que merecem destaque do jornal ucraniano Pravda. O presidente norte-americano aqui a admitir que está preocupado com este possível uso de armas nucleares por parte de Vladimir Putin.

E a Comissão Europeia vai apresentar mais um pacote de ajuda à Ucrânia.

A notícia foi avançada ao final da manhã pela agência Reuters, agora é oficial. Nas últimas horas, Ursula von der Leyen anunciou um pacote de ajuda financeira de € 50 mil milhões. Ursula von der Leyen, a presidente do Executivo Comunitário, explica que se trata de uma reserva financeira para os próximos quatro anos, onde se incluem empréstimos e doações. De resto, falámos disso mesmo aqui também há pouco no Jornal das 15, aqui da Rádio Observador. Não é um pacote de ajuda financeira qualquer, são € 50 mil milhões ao longo dos próximos quatro anos. Claro que a imprensa ucraniana dá sempre destaque a este tipo de notícias, ajuda financeira por parte do Ocidente à Ucrânia.

Falamos agora, Rui, de uma reportagem do canal ucraniano TSN. Valentina, 82 anos, faz almofadas para ajudar soldados ucranianos.

Falamos de Valentina, que mora na região de Zhytomyr. Faz almofadas para que os militares possam dormir de forma mais confortável em quartéis, trincheiras e até em tanques. Ouvimos aqui Valentina a falar ao canal ucraniano TSN. Explica que começou a costurar almofadas sozinha e que agora amigas e vizinhas se juntaram a esta iniciativa. Explica que no último ano fabricou mais de 3 mil almofadas. É uma reportagem curiosa. Eu estou aqui a olhar para as imagens do canal ucraniano TSN. Ela mostra aqui em casa dela própria, Valentina, um monte de almofadas, todas as cores, feitios e formatos, há para todos os gostos. Explica Valentina que o objetivo é dar algum conforto e ajuda aos militares ucranianos que estão a defender o país para que possam dormir e descansar de forma mais confortável. Afirma também Valentina, nesta reportagem da TSN, que os militares, quando recebem estas almofadas, se sentem apoiados e que sentem que alguém está a cuidar deles. E também para animar, dar outro ânimo a estes mesmos militares. A neta de uma das vizinhas de Valentina, Helena, de 11 anos, escreve cartões e depois coloca-os, de forma a parecer uma surpresa, coloca esses cartões em bolsos que são costurados nas almofadas para que depois os soldados possam ter essa surpresa e ler estes cartões de incentivo e apoio aos soldados ucranianos que estão a lutar pela defesa do país. Aqui algum carinho e apoio a estes soldados por parte de um grupo de idosas aqui de Zhytomyr que ajudam estes militares.

E é com este pequeno conforto proporcionado, por exemplo, por Valentina, que fechamos este episódio trazido à antena do Observador pelo Rui Casanova, em colaboração com a Tânia Olinyk. Amanhã voltamos a traduzir a guerra.