Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Segunda parte da Guerra Traduzida. Continuamos com a jornalista Diana Rosa, agora para olhar para a imprensa ucraniana. E Diana, Kiev quer ter a garantia de que conhece as propostas russas para um cessar-fogo antes de se sentar novamente à mesa das negociações. É, pelo menos, o que confirma o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros.
A Rússia tinha prometido enviar, depois daquela troca de prisioneiros que ocorreu na semana passada, em que foram entregues mil prisioneiros de guerra a cada lado, prometeu que depois dessa troca ia enviar um documento com as medidas propostas pelo Kremlin para uma trégua. Não aconteceu, mas é importante para a Ucrânia e para que a Ucrânia consiga planear a reunião de Istambul, de preferência, que dê frutos. É importante que a Ucrânia tenha esses dados. A Ucrânia não estabelece prazos para receber o memorando, mas considera que os dois lados devem ser mais claros e transparentes, até porque na última reunião, a delegação russa acabou por entregar à Ucrânia uma lista de ultimatos. E isto não é só a Ucrânia a dizer, é também a Turquia, que equivalem basicamente à capitulação de Kiev, incluindo a entrega de cinco regiões ucranianas e também a retirada de todos os militares do terreno, uma proposta que a equipe da Ucrânia rejeitou.
E os habitantes russos de zonas fronteiriças estão alegadamente insatisfeitos com o plano de Putin em criar uma zona-tampão.
É o que revelam os serviços de informações ucranianos, que dizem ter interceptado uma chamada ou várias chamadas telefônicas feitas entre moradores dessas regiões russas fronteiriças, a queixarem-se de que a zona está a ficar inabitável devido a esse objetivo de Moscovo de criar ali uma zona-tampão. Isto é o que adianta o Kyiv Independent. Em causa, está o plano anunciado por Putin na semana passada, em que foi ordenada a criação de uma zona de segurança nas regiões de Kursk, Bryansk e Belgorod. São cidades, regiões russas que ficam junto à fronteira norte da Ucrânia. Ora, numa destas conversas interceptadas, os cidadãos destas zonas terão dito que é evidente que os russos vão expulsar toda a gente que ali vive e criar uma zona cinzenta.
E o enviado de Trump, Keith Kellogg, considera compreensíveis as preocupações da Rússia quanto à expansão da NATO.
Em entrevista à ABC News, citado pela imprensa ucraniana, Keith Kellogg classifica como justos os alertas de Putin no que toca a esse alargamento da NATO a leste e acrescenta que a administração Trump não quer ver a Ucrânia na aliança militar. O enviado norte-americano fez estas afirmações em resposta a uma exigência da Rússia quanto ao fim da expansão do bloco transatlântico para um eventual acordo de paz na Ucrânia. Ora, Keith Kellogg sublinha que os Estados Unidos não são o único país que discorda dessa adesão ucraniana. Diz que há pelo menos mais quatro. Acrescenta ainda o representante norte-americano que essa reserva não se cinge só à Ucrânia, mas também à Geórgia ou à Moldávia.
E seguimos com o reforço do apoio norte-coreano à Rússia. Diana, a imprensa ucraniana publicou uma lista de equipamentos enviados.
De acordo com o relatório da Equipa Multilateral de Monitorização de Sanções, a Coreia do Norte terá violado o regime de sanções das Nações Unidas ao enviar para a Rússia, no âmbito da invasão à Ucrânia, perto de nove milhões de cartuchos de artilharia e munições. Ainda os 11 mil soldados que foram enviados no ano passado e que estiveram a combater em Kursk, acabaram também alguns por entrar na Ucrânia e mais 3 mil militares nos primeiros meses deste ano. Enviou ainda a Coreia do Norte lançadores de mísseis, veículos de guerra, peças de artilharia e artilharia pesada e também perto de uma centena de mísseis balísticos. De acordo com o relatório, como contrapartida, a Rússia forneceu à Coreia do Norte várias peças de armamento e tecnologia, peças essas que incluem equipamentos de defesa aérea, mísseis antiaéreos, sistemas de guerra eletrônica e petróleo refinado. Moscovo forneceu também dados sobre os mísseis balísticos de Pyongyang, ajudando-o a melhorar o desempenho da orientação dos mísseis, além de equipamentos e soldados. A Coreia do Norte também está a enviar, neste momento, especialistas na área da defesa para trabalharem em empresas russas, assim como agricultores e outros profissionais de setores essenciais à economia.
E a Sérvia garante à Rússia que vai impedir o envio de munições para Kiev.
O presidente sérvio recebeu queixas da Rússia, que chamou o país de traidor depois de terem chegado equipamentos sérvios à Ucrânia, apesar da neutralidade assumida pelo país. Ora, o chefe de Estado da Sérvia adianta que já foi formado um grupo de trabalho, juntamente com os parceiros russos, para apurar os factos deste envio. Confirmou ainda que vai emitir ordens para impedir a execução de contratos de exportação de munições, caso haja suspeitas de abusos em relação ao que diz ser o utilizador final e de que essas remessas vão parar à Ucrânia.
E fica por aqui mais esta edição da Guerra Traduzida. Estamos de regresso na próxima semana.