Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Nos próximos minutos vamos falar sobre as notícias que fazem destaque nos jornais russos e ucranianos. Hoje com o jornalista João Gama. Boa tarde, João.

Boa tarde, José.

Começamos com os jornais ucranianos, onde o destaque é o ataque russo à cidade de Izyum.

O número de mortes continua a subir. Para já, cinco pessoas morreram na cidade que fica na região de Kharkiv. Continuam a ser recuperados corpos dos destroços e as vítimas estão neste momento a ser identificadas. Esta é uma notícia, José, que faz manchete na larga maioria dos principais jornais ucranianos. O exército russo atingiu o centro da cidade de Izyum com um míssil balístico. Cinco pessoas morreram, mais de três dezenas ficaram feridas. Inclui nesta lista uma jovem de apenas 15 anos. O míssil atingiu um edifício administrativo da cidade, como explica, por exemplo, o "Pravda". Izyum foi uma das cidades que esteve ocupada por forças russas já em 2022. Fica na região de Kharkiv.

Continuamos a olhar para o terreno. A Ucrânia está a transferir 50 mil tropas de todos os ramos militares para o exército terrestre.

Esta é uma ordem do chefe das Forças Armadas da Ucrânia de 11 de janeiro. A Ucrânia quer mobilizar 50 mil soldados. Estamos a falar de 20% de todo o pessoal militar do país que está neste momento na linha da frente para as forças terrestres. O objetivo é reabastecer as brigadas de combate para começar uma rotação do exército que está a enfrentar, neste momento, uma invasão russa. O "Pravda" explica que esta é a primeira grande rotação do exército nos últimos três anos. Uma fonte do exército que avança esta notícia responde ainda que a rotação não está relacionada com possíveis negociações ou com o congelamento da linha da frente. Diz que o exército ucraniano é capaz de realizar este tipo de alteração mesmo durante uma guerra em larga escala.

E João, antes de irmos discutir as propostas de Donald Trump para continuar a apoiar a Ucrânia na guerra, o "Kyiv Independent" destaca que há soldados russos a ser ameaçados se decidirem abandonar a linha da frente.

Os comandantes russos em Kupiansk estão a ordenar aos soldados que recuperem o terreno que já perderam devido ao contra-ataque ucraniano e, em caso de recusa, estes soldados estão a ser ameaçados com a pena de morte. É uma informação dos relatórios de serviços de informação da Ucrânia que ainda não foi confirmada pela imprensa do país. Isto acontece, José, numa altura em que os soldados ucranianos forçaram as tropas russas a abandonar várias posições na cidade de Kupiansk, uma das principais linhas da frente neste momento.

E João, o prometido é devido e um dos principais destaques da imprensa ucraniana é a proposta de Donald Trump de trocar ajuda militar por minerais raros. A Ucrânia pode até estar interessada.

Recorremos aqui ao "Kyiv Independent", que apesar de não especificar quais seriam esses minerais que Donald Trump estaria interessado, deixou claro que quer algo em troca. Ao "Kyiv Independent", fonte do gabinete de Volodymyr Zelensky, próxima deste assunto, diz que a ideia de partilhar recursos naturais ucranianos com aliados sempre constou no plano de vitória do presidente da Ucrânia. Um plano, aliás, que foi partilhado com praticamente todos os líderes ocidentais, incluindo o próprio Donald Trump. Mas, em primeiro lugar, a garantia dos Estados Unidos deve sempre ser, concretiza esta mesma fonte, a segurança da Ucrânia.

E o antigo ministro da Economia da Ucrânia diz que pode ser lucrativo para o país fornecer minerais raros aos Estados Unidos.

Timofei Mylovanov está convencido que o governo de Zelensky vai mesmo ceder estes recursos à Casa Branca. Fala num possível acordo com Donald Trump como uma oportunidade lucrativa para os dois países. O economista observa que, em troca, o presidente russo Vladimir Putin não pode dar nada a Donald Trump, além de elogios e engano, e diz que o líder norte-americano sabe disso mesmo.

E já vamos olhar para a reação da Rússia a esta proposta de Donald Trump. Antes, a justiça ucraniana, e para fechar, João Gama, deteve dois alegados espiões. E esta história envolve o Jardim Zoológico de Kharkiv.

Um casal, um homem com 60 anos, uma mulher com 50, foi detido pelas autoridades ucranianas, precisamente como dizias, José, nesta região de Kharkiv. São suspeitos de recolherem informações sobre a localização de militares e também de equipamentos das Forças Armadas da Ucrânia. E como é que faziam isso? Fingiam ser voluntários no jardim zoológico a cuidar de animais abandonados. Estão a ser descritos como agentes inimigos que viajavam pela área, supostamente à procura de animais abandonados, enquanto, na verdade, recolhiam informação sobre o exército ucraniano.

Foram os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com o que diz a imprensa russa.