Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está com a Guerra Traduzida, está com a Rádio Observador e vamos falar nos próximos minutos dos destaques da imprensa ucraniana deste dia 20 de fevereiro. Começamos com o chefe de espionagem da Ucrânia, que acredita que é provável que exista um cessar-fogo ainda este ano.
É a notícia que faz manchete no Kyiv Independent. Kyrylo Budanov acredita que a Ucrânia e a Rússia vão chegar a acordo, embora descreva a situação como paradoxal, uma vez que as posições de Kiev e Moscou são drasticamente opostas. Agora, quanto tempo vai durar, quão efetivo será, essa é outra questão. Mas o responsável pelos serviços de informação acredita que grande parte das condições para que isso aconteça está reunida, ainda que com a retórica cada vez mais hostil de Donald Trump. Quanto à questão da adesão ucraniana à NATO, permanece muito complicada, diz o chefe de espionagem, e não há outro formato relevante que dê garantias de segurança. Kyrylo Budanov questiona também a eficácia de implementar uma missão de manutenção da paz na Ucrânia, dizendo que esse tipo de plano nunca atendeu às expectativas noutros países que foram devastados pela guerra. Faz-nos lembrar as declarações de ainda há pouco do ministro polaco da Defesa. Isto embora Zelenskyy tenha dito várias vezes que os parceiros europeus precisarem de enviar entre 100 e 150 mil soldados na Ucrânia para efetivamente deter a Rússia.
Nesta guerra traduzida vamos detalhar também uma situação que está em grande destaque na imprensa ucraniana. António Costa e Ursula von der Leyen vão visitar Kiev no dia em que se assinalam três anos da invasão russa.
É na próxima segunda-feira. O presidente do Conselho Europeu e a presidente da Comissão Europeia têm viagem marcada para a capital ucraniana, por forma a mostrar apoio europeu, em particular a Volodymyr Zelenskyy. O anúncio foi feito por António Costa no X. O ex-primeiro-ministro português diz que é hora de reafirmar o apoio ao heroico povo ucraniano e ao presidente democraticamente eleito Zelenskyy. Esta última frase, Miguel, parece em tudo ser uma resposta a Donald Trump por ter colocado em causa a legitimidade do chefe de Estado ucraniano, pedindo a realização de eleições presidenciais na Ucrânia.
Esta visita é na segunda-feira. Antes foi Keith Kellogg, enviado especial do presidente dos Estados Unidos da América para a guerra na Ucrânia. Está em Kiev desde ontem e já se reuniu com altos oficiais militares e responsáveis do governo ucraniano. Tudo isto enquanto Donald Trump provoca Zelenskyy. A imprensa ucraniana fala num ambiente tenso durante esta visita.
Sim, embora as fotografias publicadas mostrem sorrisos, é o que podemos ver na imprensa ucraniana, aparentemente atrás das câmeras pode não ser bem assim. No primeiro dia de visita, Keith Kellogg encontrou-se com o comandante-chefe Oleksandr Syrskyi, também com o chefe do gabinete presidencial, Andrii Yermak, e ainda com os chefes de informações e de segurança. A situação na linha da frente foi um dos pontos principais que os responsáveis ucranianos quiseram demonstrar ao enviado dos Estados Unidos. Isto foi ontem. Hoje, Keith Kellogg encontrou-se com o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros para discutir maneiras de alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura. Andrii Sybiha reafirmou a vontade da Ucrânia de alcançar a paz por meio da força e a visão que o país tem sobre quais são as etapas necessárias para que isso mesmo aconteça. Foi também reiterado pela Ucrânia, nesta reunião, que a segurança do país e do transatlântico é indivisível. Espera-se um encontro entre Keith Kellogg e Volodymyr Zelenskyy ainda hoje, sendo que o presidente ucraniano já sugeriu que o enviado de Trump possa acompanhá-lo para ir à linha da frente e vê-la com os seus próprios olhos.
Antes de se reunir com o enviado norte-americano, o presidente da Ucrânia e a primeira-dama prestaram hoje homenagem à memória dos heróis celestiais em Kiev. Trata-se daqueles que perderam a vida durante a Revolução da Dignidade em fevereiro de 2014.
Zelenskyy e Olena Zelenskyy depositaram velas no memorial aos manifestantes que morreram, os manifestantes que saíram à rua por uma Ucrânia pró-europeia, na também chamada Revolução de Maidan. Muitos morreram e foram considerados heróis que deram a vida pela defesa da liberdade, da dignidade e do direito da nação de escolher o próprio futuro. É esta ideia que é hoje também relembrada pelo presidente e pela primeira-dama da Ucrânia, que acrescentam que o sacrifício destas pessoas é um lembrete do preço da autodeterminação. Nesta cerimônia estiveram também presentes o primeiro-ministro ucraniano e o presidente do Parlamento. Relembrar-se, Miguel, que foi precisamente neste ano, em 2014, que os ucranianos saíram à rua, que a Rússia decidiu invadir a Crimeia.