Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" da Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Diana.
Olá, João.
Boa noite.
Boa noite.
Vamos começar com os jornais ucranianos. O Parlamento da Ucrânia criou um grupo para avaliar eventuais eleições presidenciais sob a lei marcial.
E tem de estudar rapidamente essa possibilidade, João. O líder da bancada parlamentar do partido Servo do Povo, ao qual pertence Volodymyr Zelensky, anunciou na rede social Telegram que formou um grupo em conformidade com o acordo prévio, com o objetivo de analisar a viabilidade legal e operacional de eleições presidenciais, uma vez que a logística não é fácil. De acordo com este deputado, as discussões vão envolver membros de várias comissões parlamentares, representantes de todos os grupos políticos da Comissão Eleitoral e de organizações da sociedade civil que estão ligadas a assuntos eleitorais, não tendo sido ainda fixada qualquer data para a toma de uma decisão ou para que os ucranianos vão às urnas. A decisão surge cerca de duas semanas depois do presidente Zelensky ter afirmado que estava disponível para convocar eleições, caso as condições de segurança o permitam e a legislação seja alterada para viabilizar o voto sob a lei marcial.
Diana, são esperadas novas sanções contra a Rússia até o final do ano. É pelo menos o que diz Volodymyr Zelensky.
Sendo que falta uma semana ou pouco mais para o ano terminar, de acordo com o presidente ucraniano, as novas medidas devem ser direcionadas a funcionários do complexo militar russo, incluindo cidadãos russos e chineses, bem como atletas que utilizem as carreiras desportivas para promover a guerra, a agressão russa. Zelensky adiantou ainda que Kiev está a trabalhar com as instituições europeias os detalhes do pacote número 20 de sanções, cujo papel, o objetivo principal é reforçar a pressão sobre os activos energéticos de Putin e dos oligarcas ligados ao Kremlin. O pacote 19 de sanções da União Europeia, que foi anunciado em outubro, teve como objetivo afectar a chamada frota fantasma russa e proibiu a importação de gás natural. Já entrou em vigor esse pacote.
Vladimir Putin quer controlar toda a Ucrânia e ainda partes dos antigos estados do bloco soviético. É o alerta dos serviços de informação dos Estados Unidos da América.
Que dizem que o presidente não abandonou esse objetivo de conquistar todo o território ucraniano, recuperar os territórios da Europa que faziam parte do antigo império soviético. A informação foi avançada pela agência Reuters, que citou seis fontes. Foi também depois aproveitado este artigo pela imprensa ucraniana. De acordo com estas fontes reunidas pela Reuters, as conclusões dos serviços norte-americanos contrastam com as declarações de Donald Trump e dos negociadores para a paz na Ucrânia, que dizem que Putin pretende, sim, pôr fim ao conflito. Os relatórios também contradizem as negações do Kremlin de que a Rússia represente uma ameaça para a Europa. Estas informações coincidem em grande medida com a posição de líderes europeus que consideram que Putin ambiciona controlar toda a Ucrânia e partes de antigos estados do bloco soviético, incluindo países membros da NATO.
Com a saída do chefe de gabinete, Volodymyr Zelensky está a aprender a governar a Ucrânia sozinho. É pelo menos o título da manchete do Kyiv Independent.
Já se passou quase um mês, João, desde que o presidente Zelensky foi forçado a demitir o braço direito, o chefe de gabinete, por causa daquele escândalo de corrupção que assolou a Ucrânia há um mês ou dois. Incapaz de encontrar imediatamente sozinho um sucessor adequado, o presidente agora governa o país a solo. Sendo o segundo na hierarquia, o chefe do gabinete, Andriy Yermak, acumulou poder sem precedentes ao longo dos anos. Teve influência na escolha do primeiro-ministro, do procurador-geral do país, além de chefiar também a delegação da Ucrânia que viajou para várias reuniões de negociações com os Estados Unidos. Zelensky ainda não delegou esses poderes a mais ninguém. Diz uma fonte da presidência que Andriy Yermak costumava trabalhar nas versões preliminares do plano de paz. Zelensky aprovava, mas agora o presidente acaba por estar mais envolvido, dedica-se mais a essa matéria e sobra-lhe pouco tempo para assuntos domésticos. Apesar das promessas de reformular o gabinete presidencial, Zelensky ainda não implementou nenhuma mudança no sistema que Yermak passou ao longo dos anos a construir. O facto de não haver um chefe de gabinete há quase um mês indica que, na prática, diz o Kyiv Independent, o próprio Zelensky está a administrar o próprio gabinete.
Voltamos já a seguir para saber o que conta a imprensa russa.