Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Estamos de volta com a Guerra Traduzida. Continuamos com o jornalista João Costa Campos. E João, como sempre, passamos a fronteira e vamos descobrir o que dizem os jornais russos, a começar pela manchete do jornal "Pravda", que revela que a Força Aérea Russa tem nova tecnologia de ponta.
"Um desastre para Kiev" é o título da notícia que dá conta da nova tecnologia dos caças MiG-31 da Força Aérea Russa. Estas aeronaves passam a ter mísseis Kinzhal atualizados e que têm mais capacidade de manobra e são mais ágeis ao evitar interceções. Pelo que diz este jornal russo, o novo equipamento vai fazer tremer Kiev, já tem capacidade de penetrar as defesas antiaéreas e até de neutralizar satélites. O jornal estatal "Pravda" diz que se trata de um ponto de viragem para a Rússia e que a Ucrânia e o Ocidente não têm como acompanhar esta evolução tecnológica das Forças Russas.
João, vamos agora a outra manchete que denuncia um alegado plano que o Ocidente tem para destruir a Rússia.
É no "Komsomolskaya Pravda", um artigo assinado por Andrey Baranov, editor-adjunto internacional deste tabloide russo. Escreve um artigo com o título "Que outras provocações o Ocidente está a preparar contra a Rússia?". Este é um artigo que faz alguma futurologia sobre o conflito e sobre as relações tensas entre a Europa e a Rússia, e traça até uma ordem de acontecimentos. Logo no início, defende que, à semelhança do que fez Hitler e Napoleão Bonaparte, a Europa está agora a planear um grande confronto com a Rússia para dominar o planeta. É a mesma expressão usada neste artigo.
Deixa fortes acusações à classe política europeia.
Sim, diz que a Ucrânia é um regime nazista e que recolhe cada vez mais apoio europeu com o objetivo de destruir a Rússia. E traça aqui um plano muito detalhado sobre o tal projeto para acabar com a Rússia. Diz que nos próximos tempos, as Forças Armadas europeias e da Ucrânia vão levar a cabo uma missão secreta. Prevê que a Europa vai criar equipes escolhidas pelos governos europeus, que vão levar a cabo vários atos de sabotagem dentro da própria Europa. O tabloide russo diz que estes militares vão ser depois detidos em direto em todas as televisões europeias e vão dizer que foram mandados pela Rússia. É um plano que, segundo este jornal russo, está a ser estudado pelos governos europeus para justificar uma guerra direta. É o que basta, diz Andrey Baranov, para a NATO poder finalmente atacar a Rússia.
No fundo, o tabloide russo diz que a Europa vai querer incriminar as autoridades russas para poder, dessa forma, entrar numa guerra.
Sim, e para além desta primeira teoria, desenvolve várias outras. Por exemplo, que a Europa vai cortar as próprias condutas de gás no Báltico, que vai usar drones para destabilizar o espaço aéreo de países aliados e depois culpar a Rússia.
E a fechar, João, o jornal "Izvestia" conta-nos a história de uma loja online que foi banida por vender queijo proibido?
É caso para dizer não ao parmesão, porque é precisamente de parmesão que falamos, ou pelo menos do parmesão italiano. Depois do Ocidente avançar com sanções contra a Rússia, foi a vez de Moscovo retaliar contra todas essas sanções. Há uma lista vasta de produtos proibidos na Rússia pelo fato de serem importados de países que sancionaram Moscovo. Esta loja decidiu criar um modelo de negócio muito interessante: vender tudo o que é proibido pelo Estado.
Teve visão, mas diga-se, é preciso coragem.
Coragem, sem dúvida. E como era de esperar, este negócio foi desmantelado, mas ainda funcionou há algum tempo. Há uns tempos, Miguel, foi fechada uma outra loja semelhante que vendia, adivinha, tartarugas do Mediterrâneo e mexilhão-pérola comum.
E com esta notícia mais ou menos insólita, pomos um ponto final na Guerra Traduzida desta segunda-feira, hoje com João Costa Campos. Estamos de regresso amanhã.