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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana, hoje com o José Rafael Lopes, e vamos começar com a imprensa ucraniana. José, com uma notícia que fala na maior emergência nacional na Ucrânia.
Essa emergência é a energia, é o que escreve o Kyiv Independent após novos ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia, sobretudo em Dnipro. Diz o jornal, o Kyiv Independent, que estes ataques mais recentes deixaram milhares de pessoas sem acesso a aquecimento, quando as temperaturas são abaixo de 0° em vários pontos da Ucrânia. Há esforços para tentar recuperar os danos e fornecer a região com energia, mas não está fácil, escreve o jornal. Há apagões em várias partes de Dnipro, embora esse não seja o único oblast afetado. O jornal diz que há perto de um milhão de pessoas em risco de não terem qualquer tipo de aquecimento. Destaca também as preocupações relacionadas com a energia, que tem sido alvo de vários ataques russos. Este é um dos temas principais que está na imprensa ucraniana.
Vamos avançar com outro jornal que traz o mesmo tema para o primeiro plano.
É o caso do New Voice of Ukraine, que também aborda as falhas energéticas que estão a afetar milhares de pessoas em Dnipro. Fala em 800 mil pessoas ainda à espera de energia e que o aquecimento é também um dos principais problemas para a população. O artigo detalha o ataque que afetou as infraestruturas energéticas da Ucrânia. Falam de ataques com drones e também com mísseis, e deixam várias indicações sobre os alvos russos, e deixam também o destaque de que este é um tipo de ataque repetido contra a energia ucraniana e que os russos têm mesmo feito este tipo de ataques de forma sistemática para tentar deixar os ucranianos ao frio. Escreve mesmo o jornal que é a nova arma russa, o frio. Sobre as reparações, este jornal, o New Voice of Ukraine, diz que os trabalhos são cada vez mais complicados devido aos ataques repetidos por parte da Rússia e que as infraestruturas energéticas estão sempre sujeitas a novos ataques no dia seguinte, naquilo que é descrito como um ciclo de ataque russo e reparação ucraniana sem fim, que afeta quase um milhão de pessoas.
E na imprensa ucraniana há também referências ao petroleiro apreendido pelos Estados Unidos.
O Kyiv Post tem um longo artigo sobre esse petroleiro abordado pelos Estados Unidos da América. Fala em fúria nas autoridades russas após a apreensão do navio em águas internacionais. Diz o Kyiv Post que a notícia não foi bem recebida em Moscovo e que havia uma ideia de que os Estados Unidos da América não iriam tomar ações contra o navio que levava bandeira russa. Destaca ainda o Kyiv Post a forma como a Rússia reagiu, exigindo respeito e tratamento adequado para a tripulação do navio apreendido, seguido de uma espécie de fita do tempo, desde o momento em que o navio saiu do porto até ao momento atual em que a abordagem por parte dos Estados Unidos foi concluída.
Relacionado com isto, José, a imprensa ucraniana fala ainda sobre a questão Gronelândia.
E aqui recorremos ao Kyiv Independent, que tem um artigo sobre a questão da Gronelândia. Falam num embrulho político devido a uma possível ação de Donald Trump. Isto porque o desejo do presidente dos Estados Unidos voltou a incidir sobre a Gronelândia. Aponta um jornal para uma vontade dúbia de Donald Trump. É assim que é descrita essa intenção de Donald Trump de controlar a Gronelândia. Citam especialistas internacionais que falam numa manobra de diversão para tentar retirar as atenções da Ucrânia e das possíveis negociações para alcançar um entendimento de paz na região. Insiste o Kyiv Independent que há turbulência em toda a questão. Este é o jornal que traz mais destaque a este tema, mas acaba também por estar presente noutros jornais.
Vamos ainda falar de um artigo com os dados mais recentes da guerra.
Detalha que nas últimas horas foram investigados e registados quase 300 combates na linha da frente. É uma notícia do jornal Ukrainform, que apontam ainda ataques com mísseis e com recurso a aviões que utilizam mais de 100 munições de cada vez que atacam. Ao longo do artigo, não há referências ao número de feridos ou de mortos devido aos ataques russos. Em sentido inverso, o Ukrainform dá conta de ataques com mísseis da Ucrânia que foram dirigidos a postos de controle de drones na Rússia. Este artigo é acompanhado por vários mapas das regiões mais contestadas na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, que dá conta dos movimentos mais recentes de ambos os lados. Diz a imprensa ucraniana que não há grandes mudanças a registar e que existe uma espécie de estagnar das batalhas nas últimas horas, sem avanços de parte a parte.
E fica por aqui a guerra traduzida, versão Ucrânia.