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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa ucraniana com a Laura Figueiredo. Laura, pela segunda noite consecutiva, a Ucrânia atacou a Crimeia sob controle russo.

Sim, as forças ucranianas atacaram a Crimeia, provocando incêndios numa central térmica e também em instalações químicas. De acordo com o jornal Pravda, o incêndio deflagrou perto de uma central térmica em Simferopol, na sequência do ataque com drones. Foram também registadas falhas no fornecimento de energia na cidade, além de terem sido ouvidas explosões perto das aldeias de Donskoye e também Marino. Além disso, um ataque ucraniano na região russa de Bryansk, no sudoeste do país, causou dois mortos.

E os países da União Europeia chegaram a acordo para desbloquear as negociações de adesão com a Ucrânia e Moldova.

O acordo alcançado hoje permite à Ucrânia e à Moldova abrirem formalmente o primeiro grupo de negociações de adesão, conhecido como Fundamentos. O avanço foi alcançado pelos embaixadores em Bruxelas, que aprovaram uma posição comum para avançar para a próxima fase das negociações. Esta posição vem acompanhada por uma espécie de roteiro para o Estado de Direito e também de um plano de ação sobre os direitos das minorias, principal ponto de discórdia entre Budapeste e Kiev. O plano de ação foi alterado pra refletir o resultado das consultas entre as duas partes. O passo formal vai ser dado já na próxima segunda-feira, dia 15 de junho, no Luxemburgo, onde a União Europeia vai realizar conferências intergovernamentais separadas com os dois candidatos.

E seguimos nesta edição da "Guerra Traduzida" com o Fundo Monetário Internacional, que aprovou a libertação da próxima tranche do empréstimo à Ucrânia.

E falamos de quase US$ 700 milhões, o que equivale a cerca de €600 milhões. A notícia é avançada pela Ukrinform, que explica que o FMI e o governo ucraniano chegaram a um acordo técnico que abre caminho pra que a Ucrânia receba a próxima parcela do empréstimo. O acordo ainda precisa da aprovação do Conselho Executivo do FMI, que deverá analisar o tema no mês de julho. Uma das principais questões que exigiam consenso dizia respeito ao projeto de lei para tributar encomendas internacionais, como parte dos esforços para reduzir o tamanho da economia informal da Ucrânia. Este é o segundo programa de empréstimo do FMI para a Ucrânia desde o início da invasão em grande escala da Rússia, há mais de quatro anos.

E a Rússia pode vir a lançar um míssil balístico de alcance intermédio contra a Ucrânia e já nas próximas 24 horas.

É o que avançou o The Kyiv Independent. O alerta foi deixado pela Força Aérea Ucraniana através de uma mensagem no Telegram. Este é um tipo de míssil usado por três vezes pela Rússia desde o início da guerra. Agora espera-se que o novo míssil seja lançado a partir da base de lançamento de Kapustin Yar, no sul da Rússia. Também o presidente Volodymyr Zelensky recomendou ao povo ucraniano que leve a sério os alertas de ataques aéreos nos próximos dias. Diz que outro ataque russo em grande escala com mísseis e drones pode ser iminente. O alerta surge depois de uma série de ataques em massa na capital ao longo do último mês, incluindo um ataque noturno a 14 de maio, que matou mais de 20 pessoas.

Está feita a "Guerra Traduzida", hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Fica disponível, como sempre, em podcast.