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"Guerra Traduzida", o programa em que trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Está conosco a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.
Olá, Zé.
Vais começar pela imprensa ucraniana e com a suspensão do envio das armas pelos Estados Unidos a Kiev, as administrações dos dois países estão a preparar uma chamada telefónica entre Donald Trump e Zelensky, vai acontecer na sexta-feira.
Sim, a proposta desta conversa foi feita ontem, na sequência dessa decisão norte-americana, que também aqui demos conta no "Guerra Traduzida". De acordo com uma fonte da diplomacia europeia, a Casa Branca garantiu que a ligação entre os dois líderes vai acontecer em breve. Hoje, o Financial Times adiantou, há poucas horas, que está então marcada para amanhã, sexta-feira. Apesar da interrupção do envio de armas, fontes norte-americanas afirmam que não se trata de uma pausa definitiva e que o apoio à defesa ucraniana continua a ser uma prioridade. Ao "New Voice of Ukraine", o Instituto para o Estudo da Guerra considera que uma pausa na ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia vai provavelmente acelerar os avanços russos no campo de batalha, como aconteceu durante as interrupções anteriores nas entregas de armas norte-americanas, em particular quando Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos. Este congelamento poderá forçar a Ucrânia, portanto, a racionar munições e reduzir as operações. O Washington Post, citado por este jornal ucraniano, diz que as tropas já estão, de resto, concentradas em manter as linhas defensivas e conservar recursos, em vez de avançar.
E uma das fábricas de armas da Rússia foi atingida por um ataque de drones esta manhã na cidade de Lipetsk.
A notícia avançada pelo governador da região, e é citado pelo Kyiv Independent, é uma fábrica que produz peças para drones e também para mísseis. Foi também atacada uma fábrica de energia na cidade de Elets durante esta noite, com residentes a relatarem múltiplas explosões. Houve ainda registro de outro ataque, um terceiro ataque nas imediações desta fábrica, que acabou por provocar um incêndio. Os trabalhadores das oficinas mais próximas foram retirados. Não há registro de vítimas.
E em território ucraniano, duas crianças ficaram intoxicadas e outras cinco pessoas ficaram feridas. Isto na sequência, Diana, de um ataque russo em Odessa.
Mais concretamente ao porto de Odessa, essa cidade costeira no sul da Ucrânia. O ataque ocorreu durante a noite, de acordo com as autoridades ucranianas. Ficaram danificados um edifício residencial e outras infraestruturas civis. O ataque destruiu completamente seis apartamentos, outros 36 ficaram parcialmente danificados. Entre os feridos estão uma criança de sete anos e outra de nove. As crianças que, como dizias, foram intoxicadas com produtos de combustão, acabaram por ser hospitalizadas. Outros três feridos, todos adultos, receberam assistência médica no local. A dimensão do ataque ainda está por apurar. A dimensão total deste ataque. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia publicou na página do Facebook fotografias que mostram equipes de salvamento a transportar crianças no escuro para fora de um edifício de apartamentos de vários andares em chamas e também bombeiros a combater esse incêndio. O serviço afirma que 50 pessoas foram retiradas deste prédio. O incêndio foi entretanto extinto.
Vamos avançar, até porque há notícias que nos chegam de uma detenção, neste caso, um coronel da Força Aérea Ucraniana, que é suspeito de ser um espião russo.
Sim, as autoridades ucranianas acreditam que este militar tem passado informações para o FSB, o Serviço Federal de Segurança da Rússia. A detenção foi feita depois da captura de outro informador de alto escalão na sede antiterrorismo do Serviço de Segurança da Ucrânia há cerca de cinco meses. Em comunicado, as autoridades ucranianas adiantam que o coronel foi preso na região de Lviv, uma cidade muito perto da fronteira com a Polônia. Terá sido recrutado pela própria ex-mulher, também militar, que agora trabalha como colaboradora russa em Melitopol, ocupada na região de Zaporizhzhia. Estão por conhecer as motivações para que este coronel se tenha juntado à Rússia secretamente. Este homem tinha a tarefa de fornecer as coordenadas dos campos de aviação operacionais, centros logísticos e também centros de manutenção para aviões de combate das Forças Armadas da Ucrânia. Portanto, não é uma questão de somenos. Ele é suspeito de traição e pode ser alvo de prisão perpétua e ver, além disso, os bens confiscados. A mulher também foi notificada à revelia por suspeita de traição em tempo de guerra.
É a notícia de fecho dos destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir na segunda parte, com os destaques da imprensa russa.