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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana, com a jornalista Diana Rosa. Diana, o Estado-Maior ucraniano reporta mais de 1100 baixas russas em 24 horas.

Elevando o total de baixas desde o início da invasão pra mais de 1.300.000, de acordo com as contas da Ucrânia. A Ukrinform e o Kyiv Independent dizem que estes dados não podem ser verificados de forma independente, aliás, é raro isso acontecer numa guerra. Incluem ainda a destruição de equipamento, desde carros de combate e veículos blindados, a sistemas de artilharia e drones em vários eixos de combate. Kiev sublinha que a intensidade dos combates se mantém elevada, pelo menos em zonas como Donetsk e Kharkiv, onde a Rússia tenta avançar com ataques terrestres apoiados por bombardeamentos aéreos e de artilharia. As autoridades ucranianas reforçam o apelo a mais sistemas de defesa aérea e munições de longo alcance. Argumentam que o desgaste contínuo das forças russas é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada pelos aliados ocidentais.

E Kiev aponta para ataques russos mortais em Kharkiv e Merefa, em território ucraniano.

Resultaram em pelo menos cinco mortos e 18 feridos. São dados citados por meios como o Ukrainska Pravda. De acordo com as autoridades locais, projéteis de artilharia e mísseis atingiram blocos de apartamentos e infraestruturas civis, provocaram incêndios e destruíram dezenas de habitações. Os serviços de emergência passaram a noite a retirar pessoas de edifícios danificados, enquanto as equipes técnicas trabalhavam para restaurar eletricidade e o abastecimento de água nos bairros afetados. Kiev acusa Moscovo de manter uma estratégia de terror contra centros urbanos e de violar sistematicamente o direito internacional humanitário, atacando alvos sem valor militar direto. A ofensiva na região de Kharkiv é vista pelas autoridades ucranianas como uma tentativa russa de alargar a zona-tampão perto da fronteira e dispersar as forças ucranianas noutros sectores críticos da frente de batalha.

Diana, a Ucrânia denuncia a tortura sistemática de prisioneiros cujos corpos foram devolvidos pela Rússia.

A Ucrânia voltou a acusar a Rússia precisamente de torturar as pessoas nas prisões e nos centros de detenção depois da devolução dos corpos de centenas de militares e civis ucranianos, muitos deles com sinais claros de maus-tratos. É o que adianta o "The Voice of Ukraine", com base em declarações divulgadas também pelo Ukrinform. De acordo com as autoridades ucranianas, foram repatriados os restos mortais de 375 pessoas. Todas apresentavam indícios de violência física prolongada, privação e, em alguns casos, execuções sumárias. Um responsável citado pelos media ucranianos fala numa política institucionalizada de abuso nas cadeias russas, apontando para a necessidade de reforçar investigações internacionais e processos por crimes de guerra. Kiev sublinha que estes casos somam-se a milhares de denúncias que já foram documentadas desde 2022, envolvendo militares capturados e civis detidos em territórios ocupados.

Diana, o Ministério da Defesa da Ucrânia está a reformar o sistema de mobilização para corrigir erros das juntas médicas e melhorar a qualidade dos convocados.

O processo de exame médico está a ser digitalizado e sujeito a regras mais rigorosas. As autoridades admitem falhas nas avaliações anteriores e prometem uma solução sistémica para rever decisões injustas e evitar novos erros, permitindo que os cidadãos contestem as conclusões das comissões por via administrativa ou judicial. A mobilização vai deixar de assentar em notificações em massa e passa para um modelo baseado na adequação profissional, dando prioridade a motoristas, pessoal de comunicações, médicos e especialistas em TI, de acordo com as necessidades das unidades no terreno. Para isso, o sistema Oberig vai ser integrado com dados sobre a profissão, a educação e a saúde, articulando-se com a Polícia Nacional e o Serviço de Fronteiras, de forma a permitir verificações mais rápidas. Esta reforma inclui ainda o reforço da conta digital Reserve+ e o acesso dos médicos militares aos registos clínicos civis para tornar o processo mais justo e mais eficiente.

Fica por aqui a "Guerra Traduzida". Está de regresso amanhã.