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Segunda parte da "Guerra Traduzida" com a jornalista Diana Rosa. Falamos agora dos destaques da imprensa russa e da reação do Kremlin ao anúncio da Ucrânia, que admite que estão suspensas as negociações de paz.
No artigo da TASS, pode ler-se que a Rússia tem reiteradamente declarado disponibilidade para continuar as negociações com a Ucrânia e ainda em setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou isso mesmo. O chefe da diplomacia russa enfatizou que a solução diplomática desta guerra continua a ser uma prioridade para a Rússia e que as partes obtiveram algum progresso nesse sentido durante as três rondas de negociações diretas realizadas no início do ano. Alexei Polikhunchuk, um dos representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, disse à agência TASS que Moscou está disposto a retomar o processo de negociação em Istambul com a Ucrânia e que a decisão está agora nas mãos de Kiev. A primeira ronda das negociações diretas entre Rússia e Ucrânia, lembro, foi realizada em Istambul em 16 de maio, onde as duas partes concordaram em trocar prisioneiros e também apresentar memorandos com condições para o fim da guerra.
Na Rússia, quase 400 pessoas morreram este ano na sequência de ataques com drones ucranianos. É o que indica o Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros.
Notícia do Izvestia. Essa contagem foi fornecida pelo embaixador itinerante do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia para documentar os supostos crimes de guerra ucranianos. Acrescenta que, desde o início do ano até ao final de outubro, mais de 3200 pessoas ficaram feridas em ataques com drones, incluindo quase 200 menores. Entre os cerca de 400 mortos, 22 eram crianças, diz a Rússia. Diz o responsável que, até ao momento, em 2025, os ataques com drones foram responsáveis por cerca de 80% dos feridos ou mortos. As alegações de Miroshnik não puderam ser verificadas de forma independente. As autoridades ucranianas não comentaram os números. As regiões russas que fazem fronteira com a Ucrânia, incluindo Belgorod, Kursk e Bryansk, relatam regularmente vítimas civis e danos causados por ataques de drones e mísseis.
Vladimir Putin vai visitar a Índia no dia 5 de dezembro, data avançada pela imprensa russa.
Está a ser organizado um fórum em que os responsáveis dos dois países vão estar juntos. O Kremlin já tinha confirmado essa deslocação, mas ainda não era conhecida a data certa. Putin e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi falaram por telefone no mês passado e reafirmaram o compromisso de aprofundar a parceria estratégica especial e privilegiada entre os dois países. A Índia tem resistido à pressão dos Estados Unidos para reduzir as compras de petróleo russo, mesmo depois de Donald Trump ter imposto uma tarifa punitiva de 50% sobre as exportações indianas. Trump afirmou esta semana que os Estados Unidos e a Índia estão muito próximos de um acordo comercial que poderá permitir baixar essas tarifas e destacou ainda uma redução recente nas importações de petróleo russo, que dispararam desde 2022. Putin e Modi encontraram-se pela última vez em setembro, durante uma cimeira organizada pelo presidente chinês Xi Jinping, onde os três líderes foram vistos a conversar de forma bastante descontraída.
Diana, o Canadá anunciou novas sanções que atingem os sectores de drones e de energia da Rússia, bem como a infraestrutura que, segundo o país, é usada para lançar ciberataques contra a Ucrânia.
As medidas anunciadas pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, durante uma reunião do G7 em Ontário, também visam embarcações da chamada frota paralela da Rússia, navios supostamente usados para transportar petróleo, em violação das sanções internacionais. Diz ela que o Canadá vai continuar a garantir que as ações da Rússia não fiquem impunes. Declarações numa conferência de imprensa ao lado de Andrii Sybiha, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia. Anand afirmou que as sanções representam a primeira vez que o Canadá visa a infraestrutura de TI usada nas estratégias híbridas da Rússia contra a Ucrânia. Empresas ligadas ao setor de gás natural da Rússia também foram incluídas, de acordo com o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Canadá. São medidas que fazem parte do que o governo canadiano descreve como esforços contínuos do G7 para aumentar a pressão económica sobre a Rússia, no sentido de pôr fim a esta guerra.
Ponto final nesta edição de "Guerra Traduzida", que está de regresso amanhã.