Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" com a jornalista Diana Rosa. Nos próximos minutos vamos detalhar o que está escrito hoje na imprensa da Ucrânia, país que esta manhã lançou um ataque massivo à Rússia. Diana, vamos começar precisamente por aqui. Foram registadas mais de 50 explosões.
Um ataque em larga escala que atingiu uma refinaria e fábricas russas em Ryazan, a sul de Moscovo, e a 500 km da Ucrânia. A operação é reivindicada pelo Serviço de Segurança Ucraniano, também pelas Forças Operacionais Especiais Kyiv Independent. O ataque foi posteriormente confirmado também pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. A notícia é divulgada na mesma altura em que o Ministério da Defesa da Rússia afirma que interceptou mais de 120 drones ucranianos durante a noite, incluindo 37 na região de Bryansk, 20 na região de Ryazan e 17 nas regiões de Kursk e Saratov. A refinaria, uma das maiores da Rússia, tem capacidade para 17 milhões de toneladas métricas de petróleo por ano. Pelo menos três depósitos e uma oficina foram incendiados, de acordo com Kiev. Os drones ucranianos também tiveram como alvo uma estação de petróleo na central termoelétrica de Ryazan. As 50 explosões de que falavas, Miguel, foram relatadas pelos moradores da região.
Do outro lado do campo de batalha, pelo menos três pessoas morreram, quatro ficaram feridas em Kiev. Isto aconteceu na sequência de ataques russos esta madrugada.
A Rússia também recorreu a drones para atacar a capital ucraniana. De acordo com a administração militar de Kiev, entre as vítimas mortais está um homem de 58 anos e uma mulher de 59, que morreram em casa na sequência de um incêndio provocado pela queda de destroços de um drone. Numa outra área desta região, em Brovary, um homem de 36 anos morreu depois de um prédio de 10 andares ter sido atingido por destroços. Quatro pessoas tiveram de receber assistência médica. Uma das vítimas terá sofrido queimaduras no trato respiratório. Cerca de 150 pessoas tiveram de ser retiradas do edifício. Houve danos nos prédios vizinhos e numa clínica médica, além de vários carros terem também ficado totalmente destruídos.
E a Rússia queima corpos de tropas perto de Chasiv Yar para esconder grandes perdas.
As forças russas nessa região, Miguel, de Donetsk, atearam fogo a um depósito que continha os corpos de mais de uma centena de soldados russos que tinham sido mortos, não só para esconder as perdas no terreno, como para evitar a retirada dos restos mortais. Esta é a garantia deixada pelo pelotão operacional tático de Luhansk. No relatório divulgado, é referido que as forças ucranianas estão a observar a atividade russa perto do canal Siverskyi Donets e aproveitando a forte neblina e a baixa visibilidade, os militares russos moveram-se pelo canal até chegarem a um coletor perto de Kalinivka. Ao longo de quatro dias, esses corpos foram arrastados para o coletor, que o exército do Kremlin transformou numa base para lançar ataques contra Chasiv Yar. Esta centena de soldados russos tinha morrido no dia 9 deste mês, na sequência de ataques ucranianos. É uma notícia do New Voice of Ukraine.
E o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros exige que a NATO retire a promessa que fez à Ucrânia sobre uma futura adesão à aliança. Neste caso, em causa está o fim do conflito.
Alexander Grushko diz que este é um elemento-chave para acabar com a guerra. A Rússia vai se esforçar para tornar essa decisão parte da política da NATO, diz o diplomata, por ser uma das principais condições de um possível acordo. Além de querer garantias legais internacionais sólidas de que é impossível a Ucrânia aderir ao Bloco de Defesa Transatlântico, a Rússia pretende ainda que essa se torne política transversal da NATO. Caso isso não aconteça, a aliança está a impedir a obtenção da paz e a criação de qualquer arquitetura de segurança. Isto é o que afirma o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, que quer a Geórgia também de fora desta aliança. Diz que caso contrário, vai ser catastrófico para a Europa.
É um ponto final nesta "Guerra Traduzida".