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"Guerra" traduzida na Rádio Observador. Todos os dias trazemos à antena da rádio os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Está conosco o jornalista João Gama. João, boa tarde.
Boa tarde, Miguel.
Vamos começar por olhar para a imprensa de Moscovo. Os serviços de inteligência russa acusam o Reino Unido de estarem a preparar atos de sabotagem?
Em conjunto com a Ucrânia, uma denúncia feita pelo diretor do Serviço Federal de Segurança da Rússia, que aparece como manchete da agência de notícias TASS. Alexander Bortnikov diz ter informações de que Londres e Kiev estão a preparar atos de sabotagem em conjunto no gasoduto TurkStream. Este é um gasoduto, um dos principais a ligar a Rússia à Turquia. Já foi atacado em mais do que uma ocasião pela Ucrânia, ainda que nenhum dos ataques tenha tido sucesso em interromper a passagem de gás. Já de acordo com a Ria Novosti, Bortnikov acusou Londres, através do MI6, de estar a planear incursões de grupos de sabotagem nas regiões fronteiriças da Rússia, assim como ataques a infraestruturas críticas através de drones, barcos sem tripulação e também mergulhadores de combate.
Continuamos de olhos postos nesta relação sensível entre a Rússia e o Reino Unido, até porque, João, o embaixador russo em Londres acusa os meios de comunicação ocidentais de estarem a promover desinformação.
Falamos aqui de Andrey Kelin, que dá uma entrevista à televisão turca, na qual acusa os media de países ocidentais de cobrir a guerra na Ucrânia de forma distorcida, enfocando-se apenas nos sucessos do exército ucraniano e não apresentando o panorama geral ou a realidade do campo de batalha. O objetivo, de acordo com o embaixador russo, é levantar o ânimo aos europeus para que continuem a financiar esta guerra contra a Rússia.
Quem também aparece hoje em destaque na imprensa russa é Viktor Orbán.
Que dá uma entrevista a um jornal húngaro, uma entrevista que tem eco na imprensa russa, que aqui, à boleia da agência de notícias TASS, que mostra o primeiro-ministro da Hungria como cada vez mais vocal relativamente às críticas que faz à guerra na Ucrânia. Viktor Orbán insiste nas críticas, principalmente à posição da União Europeia.
O presidente Trump já teria alcançado a paz se os europeus não estivessem constantemente a provocar Zelensky. É só isso. Se os europeus não estivessem contra a política de Trump, haveria neste momento paz na Ucrânia, mas os líderes da Europa querem continuar o conflito, têm interesses nesta guerra.
São críticas que valem mais uma vez a Viktor Orbán um grande destaque na imprensa russa, na entrevista que foi esta manhã publicada no jornal Mandiner e citada pela agência russa TASS. O primeiro-ministro húngaro acusa Bruxelas de ser uma força de bloqueio e de provocar Zelensky para que este conflito com a Rússia não termine. Orbán diz que todos os esforços norte-americanos para colocar um fim ao conflito estão a cair num saco roto por falta de interesse europeu.
A agência russa destaca ainda as críticas que o primeiro-ministro húngaro faz à corrida ao armamento por parte da Europa.
É o que diz precisamente Viktor Orbán. O primeiro-ministro da Hungria diz que sob o comando de Donald Trump, conhecido aliado da Hungria, os americanos deixaram de estar diretamente envolvidos na guerra da Ucrânia. É uma entrevista do primeiro-ministro húngaro que está em destaque nesta agência TASS.
Fechamos, João, com uma notícia do Izvestia. Os serviços de inteligência russos acusam Ucrânia de estar a envolver adolescentes em atividades terroristas?
Identificaram mais de 120 call centers na Ucrânia que envolvem quer adolescentes, quer também pensionistas. Voltamos, por isso, a falar de Alexander Bortnikov, o diretor do Serviço Federal da Segurança da Rússia. Adianta que Kiev está a investir nestas pessoas para realizar ataques terroristas através de call centers fraudulentos, call centers que serão supervisionados diretamente pelos serviços de inteligência da Ucrânia.
Voltamos já a seguir para a segunda parte com os destaques da imprensa da Ucrânia.