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Começa agora mais um episódio da "Guerra Traduzida" para acompanhar a situação de guerra no Medio Oriente, no Irão. Olhamos para a imprensa internacional hoje com a Teresa Freire. Teresa, Donald Trump volta a fazer um ultimato ao Irão relacionado com o tão esperado acordo de paz.

O presidente dos Estados Unidos avisou nas últimas horas que esta é a última oportunidade que os iranianos têm para assinarem um bom documento. Depois de o ter dito ontem, mas ter sido desmentido, Donald Trump volta a afirmar que estão em curso negociações com o Irão. Diz que os contactos têm decorrido a pedido de Teerão. Ora, o Irão já negou que estejam previstas negociações com Washington.

Entretanto, do outro lado do conflito, o presidente do Irão garante que o país não quer expandir a guerra.

Notícia avançada pela imprensa estatal iraniana. O presidente do Irão assegura, no entanto, que Teerão vai defender integralmente as fronteiras.

Voltamos a Donald Trump, que há umas horas falou também sobre o estreito de Ormuz.

Diz que não vai permitir que o Irão cobre taxas pela travessia da passagem marítima. Questionado pelos jornalistas na Casa Branca sobre se o Irão estaria disposto a regressar à navegação totalmente livre, Donald Trump insiste que a passagem de navios tem de ser feita sem qualquer tipo de pagamento ao Irão. O líder dos Estados Unidos garante que nenhum outro cenário está em cima da mesa. Donald Trump deixa ainda a garantia de que se alguém vai lucrar com a passagem, vão ser os Estados Unidos.

Do lado do Irão, um conselheiro militar deixa um aviso aos norte-americanos: vão sofrer baixas se o bloqueio dos portos continuar.

Teerão avisou que Washington vai sofrer possíveis consequências nefastas com o bloqueio norte-americano aos portos iranianos. Numa mensagem publicada na rede social X, um conselheiro militar do líder supremo iraniano, Mostaba Khamenei, salienta que os Estados Unidos têm de mudar de comportamento. Garante que o Irão nunca irá permitir a abertura de um segundo corredor no estreito de Ormuz.

A verdade é que, Teresa, enquanto Teerão e Washington não chegam a um acordo de paz, parece estar para breve um entendimento sobre o estreito de Ormuz, mas entre Omã e o Irão.

Uma notícia avançada pelo The New York Times. O Irão e o Omã podem estar perto de chegar a um acordo para a reabertura da circulação marítima na passagem. O jornal norte-americano sublinha que o iminente entendimento entre os dois países vai traduzir-se num controle reforçado de Teerão sobre o estreito de Ormuz. De acordo com fontes iranianas, o acordo assenta numa circulação em duas vias, em que os navios que se dirigem para o Golfo Pérsico seguem por um canal controlado pelo Irão junto à costa. Já os navios que deixam o golfo passam por um canal mais próximo da costa de Omã. Pelo que se sabe até agora, o acordo não prevê a cobrança de portagens, mas é mencionada uma taxa de serviço repartida entre os dois países para compensar o impacto ambiental do tráfego marítimo.

Destaque ainda para a gigante petrolífera saudita Aramco, que, Teresa, regista um aumento de 44% nos lucros.

Graças à guerra no Medio Oriente, a gigante petrolífera anunciou esta terça-feira um aumento nos lucros líquidos no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, uma subida que se deve à subida dos preços do petróleo na sequência do conflito no Medio Oriente.

Ainda sobre a guerra no Medio Oriente, mas noutro ponto, Israel e Líbano iniciam hoje uma nova ronda de negociações, de conversações liderada pelos Estados Unidos em Roma.

O objetivo do encontro é aperfeiçoar o modelo das chamadas zonas pilotos, que prevê a retirada das tropas de Israel, prevê também o posicionamento de forças regulares de Beirute e a consolidação da segurança na fronteira entre os dois países. Esta ronda de conversações decorre até quinta-feira.

E estas negociações são criticadas pelo Hezbollah.

Citado pela Al Jazeera, o secretário-geral Naim Qassem considera que as negociações diretas do Líbano com Israel não trazem a Beirute nada para além de vergonha, humilhação, desilusão e concessões constantes. O líder do Hezbollah critica ainda o papel do presidente libanês, acusa-o de não agir como árbitro unificador, mas sim como uma fonte de divisão.

Ponto final no episódio de hoje da "Guerra Traduzida" sobre os conflitos no Medio Oriente. Eu sou o Miguel Gata, a edição de hoje foi com a Teresa Freire.