Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Segunda parte da Guerra Traduzida com a Diana Rosa e o que diz também a imprensa ucraniana. Começamos com o grande destaque desta madrugada, Diana, os aeroportos de Moscovo tiveram de fechar depois da terceira noite de ataques com drones ucranianos.

Os aeroportos de Vnukovo, Domodedovo e Zhukovsky foram obrigados a encerrar. Num primeiro momento, o autarca de Moscovo disse que as forças russas tinham conseguido abater seis drones que estavam a voar em direção à capital da Rússia. Horas mais tarde, indicou que foram abatidos outros três. O Kyiv Independent escreve que não há registro de vítimas, adianta que desde o início do ano, desde o dia 1 de janeiro, a Ucrânia já forçou os aeroportos russos a encerrarem temporariamente pelo menos 217 vezes. Sobrevoar a Rússia com drones é uma das estratégias da Ucrânia para pressionar Moscovo. Aparentemente, nenhum dos drones enviados esta noite chegou à capital russa, mas o efeito na cidade e no país como um todo foi extremamente significativo, é o que escreve a imprensa ucraniana. De acordo com Serhii Bratchuk, o porta-voz da Divisão Sul do Exército da Defesa da Ucrânia, o aumento das interrupções reflete uma mudança estratégica na campanha de drones da Ucrânia.

Trump diz aos líderes europeus que Vladimir Putin não quer a paz porque acredita que a Rússia vai vencer a guerra na Ucrânia.

O presidente norte-americano admite o que a União Europeia já diz há muito tempo, que a Rússia não quer alcançar a paz. Isto foi admitido por Donald Trump numa conversa em que estiveram presentes o presidente Volodymyr Zelensky, também a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o presidente francês Emmanuel Macron, o presidente finlandês Alexander Stubb e também o chanceler alemão, assim como a presidente da Comissão Europeia e António Costa, presidente do Conselho Europeu. O chefe de Estado norte-americano chegou a esta conclusão depois de ter falado com Putin, dias depois das negociações inconclusivas em Istambul, na Turquia, para onde a Rússia enviou uma delegação sem poder de decisão, uma delegação de autoridades de baixo escalão.

E Diana, falamos ainda sobre qual vai ser exatamente o destino do armamento ucraniano depois da guerra. O que vai acontecer com estas armas?

É um assunto que está a ser discutido à medida que as negociações de paz avançam, é destacado aqui pelo Kyiv Post. Há uma ameaça iminente no pós-guerra, a potencial proliferação em larga escala de armas na Ucrânia, quando já não forem necessárias no campo de batalha. Quando a guerra terminar, a Ucrânia não vai só ter de reconstruir a infraestrutura e acolher as pessoas deslocadas, como também vai ter de lidar com o descarte de grandes quantidades de armas e munições que foram perdidas ou abandonadas por combatentes de ambos os lados, ou então armazenadas por civis. Antes da invasão, apenas quem tinha licença aprovada podia obter legalmente uma arma de fogo. No entanto, isso mudou com a entrada da lei marcial que vigora até hoje. Para termos uma ideia, só em Kiev, a capital ucraniana, durante os primeiros dias da invasão, mais de 25 mil rifles automáticos e cerca de 10 milhões de balas foram entregues a civis para a defesa da Ucrânia.

E há também preocupações sobre se está em curso uma proliferação de armas ilícitas.

Estima-se que os ucranianos possuam entre um e cinco milhões de armas. A Ucrânia já implementou algumas novas medidas de controle de armas desde o início da guerra, porque há pistolas e metralhadoras a serem encontradas, por exemplo, em jardins de infância. Volta e meia há notícias de tiroteios entre civis. Houve uma mudança recente na lei, que foi a introdução de um sistema de registro unificado para portadores de armas de fogo. Só que este registro é atualmente voluntário, ou seja, as pessoas não são obrigadas a fazê-lo. Outro passo foi a criação de um novo centro de coordenação para combater o tráfico ilegal de armas de fogo, peças e também munições. Mas talvez o passo mais importante na reforma do controle de armas ainda não tenha sido dado, é a aprovação de uma lei precisamente sobre o controle das armas.

E Donald Tusk, Diana, critica o candidato da oposição às presidenciais polacas, ao que se opõe a adesão da Ucrânia à NATO.

O primeiro-ministro polaco Donald Tusk classifica essa promessa de Karol Nawrocki como um ato de traição contra o Estado. Donald Tusk considera que a adesão da Ucrânia à NATO é fundamental para a segurança da Polónia e avisa que a última coisa que o país deve fazer é implementar ou apoiar as exigências de Vladimir Putin. Além disso, num comunicado divulgado pela televisão polaca, Tusk diz que este é um dos maiores escândalos desta campanha para as presidenciais. Na primeira volta, o candidato Rafał Trzaskowski, apoiado pelo primeiro-ministro polaco, venceu. A segunda volta está marcada para o dia 1 de junho e Karol Nawrocki prometeu não só travar a adesão da Ucrânia à NATO, como também opor-se ao envio de soldados polacos para a guerra, de forma a receber o apoio da extrema-direita.

Dar apenas nota de que enquanto falávamos, Diana, já está confirmada a troca de prisioneiros. Foram libertados por cada país 270 militares e 120 civis.

Quem é que confirmou?

Rússia e Ucrânia.

A Ucrânia também. Isso é importante explicar se foi um dos lados ou se foram os dois.

Fica por aqui este capítulo da Guerra Traduzida. Regressamos na segunda-feira.