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"Guerra Traduzida", Rádio Observador. Vamos falar dos destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana de hoje, dia 25 de junho. Vamos começar com a jornalista Inês Batista e começamos pela imprensa russa. O destaque de hoje é a emissão de mandatos de captura para o ex-ministro da Defesa russo Sergei Shoigu e também o general Valery Gerasimov.
É uma notícia que está em destaque tanto na imprensa estatal como na independente, mas vamos ao título da Ria Novosti. A agência de notícias do Estado escreve: "O TPI, não reconhecido pela Rússia, emitiu mandato de prisão para Shoigu e Gerasimov". O lead desta notícia diz que a emissão dos mandatos de captura aconteceu por causa da Ucrânia e o texto segue depois, citando o Tribunal Penal Internacional para explicar que os mandatos de captura para o atual secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, e para o chefe do Estado-Maior General, Valery Gerasimov, foram emitidos por supostos crimes internacionais cometidos pelo menos entre 10 de outubro de 2022 e 9 de maio de 2023. Logo a seguir a esta citação do comunicado do TPI, a Ria Novosti explica que a jurisdição do tribunal não é reconhecida por país onde vive mais de metade da população mundial e elenca esses países: a Rússia, o Azerbaijão, a Bielorrússia, o Egito, a Índia, a Indonésia, o Irão, o Cazaquistão, etc.
Mudamos de tema, a agência de notícias Tass dá destaque à resposta de Dmitry Medvedev às sanções impostas pela União Europeia à Rússia.
"A Rússia vai lidar com as sanções", é a citação que dá título a este artigo. Medvedev diz que à aceção de sanções contra o novo Centro Internacional para Crianças, é aborrecido falar sobre o assunto. No entanto, o ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do país, sublinha que a Rússia vai sobreviver às sanções, mas não vai esquecer-se ou perdoar uma tentativa de magoar o povo. O político acusa os políticos europeus de serem aborrecidos, pouco criativos e de se estarem sempre a repetir. Diz também que a União Europeia está a sacrificar os próprios interesses, tanto dos países como da população, e afirma que as sanções afetam mais os cidadãos e empresas europeias do que a Rússia.
Passamos para o site independente Meduza, que faz manchete com uma notícia que questiona: o que aconteceu aos mercenários do grupo Wagner um ano depois da marcha a Moscovo?
Uma pergunta a que o jornalista procura responder. O artigo cita a BBC News Russia e começa por lembrar que há um ano o fundador do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, lançou um motim contra o ministro da Defesa russo e faz a linha temporal. Conta também que os mercenários começaram a marchar até Moscovo e que chegaram a Rostov-on-Don sem grande resistência.
Na verdade, foi um motim de curta duração. No fim, havia duas opções: ou os mercenários se juntavam ao exército russo ou saíam da Rússia para a Bielorrússia.
"Desde então", escreve a Meduza, "Prigozhin morreu, os mercenários dos Wagner na Síria e África passaram para o exército russo". O site de notícias independente começa por explicar que na Síria os membros do grupo Wagner receberam ofertas para se tornarem soldados profissionais e que há pelo menos mais 500 russos na Síria desde 2021. Em África, foi formado um grupo militar para o continente que iria reportar diretamente ao ministro russo da Defesa. Os Wagner podiam continuar atividades em África, desde que não afetasse os interesses russos.
E quanto aos mercenários que escolheram ficar na Rússia?
Em outubro de 2023, foi anunciado que os Wagners iriam ser transferidos para as Forças Especiais da Chechênia. O governador da região disse que 3 mil mercenários se tinham juntado às Forças Akhmat e num vídeo dirigido a estes mercenários, disse que tudo iria ser como era nos Wagner, um a um e sem papelada. No entanto, sublinha a Meduza, não é possível confirmar se 3 mil mercenários se juntaram ou não às Forças Akhmat, já que não há notícias deles desde abril.
Destaques da imprensa russa.