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Novo episódio da Guerra Traduzida. Continuamos com o jornalista António José Soares. António, vamos olhar agora para o outro lado do conflito para saber o que conta a imprensa russa.

E vamos começar, João, com as acusações do chefe da Comissão de Assuntos Internacionais da Duma. Segundo a agência Ria Novosti, Leonid Slutsky aponta o dedo a Emmanuel Macron e Keir Starmer. Diz que eles estão a empurrar a Europa pra uma nova guerra mundial ao prometerem o envio de tropas francesas e britânicas para a Ucrânia. Na sua conta no Telegram, o político russo considerou absolutamente inaceitável qualquer intervenção da NATO no território ucraniano. Slutsky defendeu que não se podem dar garantias de segurança a Kiev à custa de ameaças a Moscovo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia já tinha alertado que o envio de tropas da NATO pra Ucrânia seria visto como uma provocação e poderia agravar o conflito.

Já o Moscow Times escreve que Vladimir Putin compara a ofensiva na Ucrânia a uma missão sagrada e coloca os soldados russos ao nível, António, de Jesus Cristo.

João, foi na noite de Natal ortodoxo. O presidente russo foi à missa da meia-noite na igreja de São Jorge, na região de Moscovo, onde se dirigiu também aos filhos dos militares, dizendo que essas crianças podem sentir orgulho nos pais. O presidente acrescentou que a alegria do Natal é partilhada por todas as tropas russas, incluindo as de outras religiões. Na mesma linha do discurso de Ano Novo, o chefe do Kremlin voltou a insistir na unidade nacional em torno da chamada Operação Militar Especial na Ucrânia, dizendo que milhões de russos estão atrás dos que combatem no terreno.

E vamos voltar à imprensa estatal, olhar pra TASS, onde podemos ler, António, as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

Sergei Lavrov diz que os políticos europeus que alimentam a histeria antirussa estão condenados porque não acreditam nas próprias estratégias contra Moscovo. O chefe da diplomacia russa sublinha que a principal tarefa desta diplomacia é agora apoiar o esforço dos militares na chamada Operação Militar Especial na Ucrânia. Segundo Sergei Lavrov, há já sinais de mudança que garante, provam que quando a causa é justa, tudo na diplomacia vai também correr bem.

E é assim que fechamos esta Guerra Traduzida, quarta-feira, dia 7 de janeiro.