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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador. Falamos agora dos destaques da imprensa ucraniana. Kiev está a preparar uma reunião com os enviados de Donald Trump. É o que adianta o presidente ucraniano.

Encontro que está a ser preparado pelo secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia e pelo chefe do Estado-Maior da Ucrânia. De acordo com Zelenskyy, vai ser tudo delineado ainda hoje, quarta-feira, depois de terem estado reunidos os líderes europeus em Bruxelas. Zelenskyy diz que, como sempre, a Ucrânia vai trabalhar de forma construtiva na procura por uma paz verdadeira.

E o secretário-geral da NATO pede que seja mantido o apoio financeiro à Ucrânia, mesmo sem consenso pra utilização de activos russos congelados na Europa.

Um dinheiro que vai ser destinado a um empréstimo de reparação, embora Mark Rutte considere que recorrer a esses activos iria facilitar o apoio económico a Kiev. O líder da aliança diz que a Ucrânia não pode ficar sozinha. Há que garantir que o dinheiro continua disponível, como tem sido feito nos últimos anos. De acordo com Mark Rutte, os aliados europeus estão comprometidos em explorar a utilização dos activos russos congelados, mas em todo o caso, alertou para o facto de que se isso não acontecer, vai ser necessário procurar outra forma de financiamento.

E a primeira-ministra ucraniana celebrou esta proposta da União Europeia de usar activos russos imobilizados para financiar a Ucrânia.

Yulia Svyrydenko afirma que é um passo importante e responsável. Acrescenta que é uma abordagem estável, previsível e baseada na justiça, que dá confiança ao povo ucraniano e protege os serviços públicos essenciais, assim como fortalece o caminho da Ucrânia rumo à plena integração europeia. Svyrydenko diz que aguarda agora com expectativa a continuidade da estreita cooperação com todos os Estados-membros da União Europeia e a aprovação final do Conselho Europeu, liderado por António Costa. Garante a primeira-ministra ucraniana que o país continua a fazer a sua parte com firmeza, propósito claro e determinação inabalável.

E Diana, a Polónia denuncia uma guerra híbrida russa na Europa e pede uma forte presença dos Estados Unidos da América.

É uma denúncia do presidente polaco numa cimeira na Hungria. Diz que apenas uma forte presença dos norte-americanos pode garantir a defesa do continente. Depois do encontro dos chefes de Estado dos quatro países do grupo de Visegrád, Polónia, Hungria, República Checa e Eslováquia, Karol Nawrocki afirmou que Moscovo está a atacar infraestruturas e a operar através dos serviços de informações do território polaco, que é vizinho da Ucrânia, como sabemos, e no resto da Europa, de acordo com a agência húngara MTI. Nawrocki considerou, por isso, que o aprofundamento da aliança transatlântica serve os interesses do grupo de Visegrád, tanto no domínio da defesa como no da energia, numa altura em que o agrupamento enfrenta tensões internas provocadas pelas posições do primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán, aliado mais próximo de Moscovo na União Europeia.

É o ponto final nesta edição de Guerra Traduzida. Está de regresso amanhã.