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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador, vamos aos destaques da imprensa russa. O Kremlin diz que a Europa está a preparar-se para um confronto militar direto com a Rússia.

É o que afirma o ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Alexander Gushchkov. "O cerne da política militar adotada pelos países da NATO e pela União Europeia, que está subordinada à aliança, é preparar a economia, as infraestruturas, a logística, a sociedade e as forças armadas para uma guerra com Moscovo", é o que diz este responsável. De acordo com a informação da agência russa TASS, diz que as relações da Rússia com os países europeus encontram-se neste momento numa profunda crise, acusa ainda a Europa de demonizar a Rússia, promovendo a ideia de que um conflito militar é inevitável, a menos que Moscovo seja travada com uma derrota estratégica.

Vladimir Putin está pronto para matar até ao último ucraniano e deixa também uma ameaça: ou a Ucrânia entrega os territórios ocupados ou a Rússia vai arrancá-los à força.

"Se os soldados ucranianos abandonarem as posições, os combates terminam". É o que afirma o presidente russo depois de voltar de uma visita ao Quirguistão. Na mesma declaração à imprensa, Putin considerou também que a liderança política ucraniana é ilegítima e afirmou que, por isso, não vale a pena assinar qualquer acordo de paz ou documento oficial com o regime liderado por Volodymyr Zelensky.

Estas declarações de Putin estão em grande destaque na imprensa russa. E já que falaste da legitimidade de Zelensky, Putin quer que se realizem eleições na Ucrânia e até sugere um referendo no país vizinho.

Assim que forem concluídos os acordos de paz e as hostilidades cessarem, a lei marcial deve ser imediatamente suspensa e, sendo assim, as eleições devem ser anunciadas imediatamente. O presidente russo sugere depois que se deve também realizar um referendo sobre questões territoriais. Putin cita Stalin e critica Zelensky. Diz que o atual presidente ucraniano não conseguia vencer eleições sem recurso a uma fraude eleitoral. E depois diz que, como disse Stalin, não importa quem vota, importa, sim, quem conta os votos. É o que diz Putin, que volta a lamentar que Zelensky tenha abolido as eleições presidenciais no ano passado por causa da lei marcial em vigor. Diz que só o Parlamento tem o direito de ampliar os poderes do presidente em condições de guerra, em situação de guerra, e não o próprio chefe de Estado.

Uma conferência de imprensa onde Putin também atacou os líderes europeus, chama-lhes loucos e vigaristas.

Por indicarem que a Rússia é um inimigo perigoso. Citado pela agência de notícias RIA, o chefe de Estado diz que esses líderes europeus talvez possam estar a tentar aumentar os índices de popularidade política, dada a situação crítica da economia e da esfera social. Fica ainda perplexo, Vladimir Putin, com as sanções norte-americanas de Trump às petrolíferas russas. Diz que não percebe o motivo, principalmente quando a Rússia se mantém à mesa das negociações, é o que considera o presidente russo.

E fica por aqui esta edição da Guerra Traduzida. Está de regresso amanhã.