O Papa Leão XIV defendeu esta terça-feira que “nenhuma guerra é santa” numa mensagem enviada a um fórum com representantes das principais religiões do mundo a decorrer na cidade italiana de Assis.
“Devemos reconstruir a paz em toda a parte, não preparar mais guerras. A guerra nunca pode ser travada em nome de Deus. (…) Não existe nenhuma guerra santa: só a paz é santa”, afirmou numa mensagem por vídeo.
Leão não se deslocou a Assis por ter sido operado recentemente a um cancro do pulmão, tendo os médicos desaconselhado a viagem de helicóptero até à cidade a norte de Roma, no centro de Itália.
O fórum “Paz desarmada e desarmante” foi organizado pela Comunidade de Santo Egídio por ocasião do quadragésimo aniversário da histórica oração pela paz celebrada por João Paulo II em Assis.
A conferência reuniu até esta terça-feira dezenas de representantes religiosos católicos, judeus, muçulmanos, budistas, cristãos ortodoxos, luteranos ou xintoístas, bem como especialistas em geopolítica, historiadores, sociólogos ou políticos.
O pontífice norte-americano defendeu que é necessário fomentar “a rejeição da legitimação religiosa da guerra” numa altura de “cultura do poder”.
Considerou que as religiões devem advogar por “um espírito de mediação e diálogo, uma experiência contemplativa e uma ação criativa por um futuro de paz” em todo o mundo.
“A paz deve voltar a ser o ideal comum dos povos, a estrela que guia todas as nossas decisões, o critério que desmascara a injustiça, o horizonte comum de todas as pessoas”, afirmou, segundo a agência espanhola EFE.
Neste sentido, citou a encíclica “Magnifica humanitas (Magnífica Humanidade)” que publicou em maio, sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial, para denunciar “uma preocupante reabilitação da guerra como instrumento de política internacional”.
Um fenómeno que, no entender do chefe da Igreja Católica, “trai a memória do século XX e a inútil matança de milhões de vidas humanas”.
O Papa encorajou a “busca comum da paz” e recomendou também a oração, que disse ser “a força humilde dos crentes”.
“Dirigimo-nos a Deus, dador de paz: que chegue ao coração daqueles que desejam a guerra e o terrorismo. E não o esqueçamos: nunca se reza em vão”, acrescentou.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]