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Novo episódio da "Guerra Traduzida" com a Laura Figueiredo. Olhamos agora, Laura, para o outro lado do conflito e para os destaques da imprensa de Moscovo. Dmitriev, o principal enviado económico da Rússia, acusa a União Europeia de forçar a Ucrânia a interromper o diálogo com a Rússia.
Kirill Dmitriev foi enviado por Vladimir Putin aos Estados Unidos, onde chegou hoje e numa altura em que as relações entre os dois estados estão cada vez mais tensas. De acordo com a agência TASS, em declarações aos jornalistas, Dmitriev diz que as negociações por um acordo na Ucrânia estão a ser adiadas por Kiev, a pedido do Reino Unido e de vários outros países europeus. O enviado especial russo afirma ainda que a Ucrânia não está disposta a resolver os problemas, muito menos os países europeus que, acusa Dmitriev, querem que o conflito continue.
E Laura, o enviado especial norte-americano Steve Witkoff terá pressionado o presidente da Ucrânia a reconhecer o Donbass como território russo.
É o que avança o jornal "Izvestia". A pressão da Casa Branca terá sido feita no encontro entre Zelensky e Steve Witkoff na semana passada. A mesma fonte adianta que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, quer uma reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin. No início da semana tinha sido já noticiado que Donald Trump tinha sido muito insistente durante a reunião com Zelensky, exigindo ao presidente ucraniano um acordo rapidamente para acabar com o conflito.
A Rússia diz que está a analisar as novas sanções e promete, Laura, agir em conformidade com o seu próprio interesse.
É a reação do Kremlin às mais recentes sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. De acordo com a RIA Novosti, o porta-voz russo diz que depois de analisadas as sanções, Moscovo vai agir de acordo com o que for melhor para o país. Dmitry Peskov explica que o Kremlin nunca age contra ninguém, mas sim a favor dos próprios interesses, e diz que é isso que vai continuar a fazer. São declarações que surgem depois da Casa Branca ter anunciado sanções às duas maiores petrolíferas russas, enquanto Bruxelas aprovou o 19° pacote de sanções contra Moscovo esta semana.
E os Estados Unidos, Laura, não apoiaram a declaração da Ucrânia anti-Rússia nas Nações Unidas.
É o que dá conta a RIA Novosti. Em causa está a declaração da Ucrânia, que acusou a Rússia de violar a Carta das Nações Unidas. O documento ucraniano alegava que Moscovo está a travar uma guerra não provocada contra Kiev e ainda que a realização de uma reunião do Conselho de Segurança pela Rússia sobre o futuro da ONU é um insulto à carta da organização. Esta declaração, que foi lida antes da reunião de hoje, foi assinada por mais de 40 países. A delegação norte-americana não apoiou.
E é o ponto final desta "Guerra Traduzida" nesta sexta-feira, dia 24 de outubro, "Guerra Traduzida" que está de regresso na próxima semana, na segunda-feira.