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Segunda parte da Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa e agora com os destaques da imprensa ucraniana e o Kyiv Independent. Diana, vamos começar por aí. Cita Volodymyr Zelensky, que garante que a Rússia admitiu ter raptado ucranianos, crianças ucranianas.
O presidente ucraniano disse ontem que a Rússia reconheceu, de forma implícita, que levou crianças ucranianas para a Rússia desde o início da invasão. Em russo, foi assim que decorreu a reunião de ontem em Istambul. Os membros da delegação que estiveram presentes nesse encontro terão dito que a Ucrânia falar sobre esse tema significa fazer uma fita para que seja vista por senhoras europeias sem filhos. São expressões da reunião de ontem, que foram utilizadas pela equipe de Putin e replicadas aqui por Volodymyr Zelensky em declarações aos jornalistas depois do encontro. O chefe de Estado quer que toda a gente tome conhecimento da atitude promovida pela Rússia no que toca às questões humanitárias. De recordar que a Ucrânia documentou mais de 19.500 casos de crianças que foram levadas à força para a Rússia, para a Bielorrússia e também para territórios ocupados desde o início da invasão em grande escala. De acordo com os dados oficiais, apenas cerca de 1300 foram trazidas de volta para as áreas sob controle ucraniano.
E depois da Turquia, os Estados Unidos, uma equipa de altos funcionários da Ucrânia, incluindo o principal assessor de Zelensky, estão hoje em Washington para uma reunião de negociações.
O objetivo é abordar questões econômicas e de defesa, diz o Kyiv Post. A comitiva inclui Andriy Yermak, o chefe do gabinete do presidente da Ucrânia, e é liderado pela ministra da Economia, Yulia Svyrydenko. Autoridades de defesa ucraniana também fazem parte desta delegação. De acordo com Yermak, o grupo vai se reunir com legisladores republicanos e também democratas, assim como membros do governo do presidente dos Estados Unidos. Vai também ser discutida a situação no campo de batalha e o reforço das sanções contra a Rússia, além da devolução das crianças ucranianas raptadas.
E precisamente no campo de batalha, a Rússia está a aproximar-se de Sumy. É um avanço admitido pela imprensa russa, mas também na imprensa ucraniana é falado este tema.
As forças russas estão a intensificar a ofensiva na região ao longo de três eixos, a norte e a nordeste da cidade de Sumy. O objetivo aparente é posicionar a artilharia a uma distância que permita atacar a capital regional. É o que revela o Instituto para o Estudo da Guerra. De acordo com o último relatório apresentado por este instituto, as imagens publicadas ontem confirmam avanços russos feitos recentemente ao norte de Andriivka e a nordeste de Ahkunivka. Os ataques terrestres também se intensificaram nessas direções. A operação russa nesta região recorre mesmo a tropas de elite. Pelo menos quatro pelotões. Foram acionados reforços que estavam em outros setores. A zona de Sumy, que fica separada de Kursk, na Rússia, ali pela linha de fronteira, é uma região que faz parte dessa área-tampão que a Rússia quer construir e está aparentemente a unir esforços para avançar mais rapidamente nessa região, por forma também a ganhar cada vez mais preponderância nas negociações de paz. Ainda assim, mesmo com estes avanços, o Instituto para o Estudo da Guerra diz que é improvável que as forças russas consigam ocupar totalmente a cidade de Sumy num futuro próximo.
Cidade essa, Diana, que foi alvo de ataques intensos nas últimas horas. As forças russas atingiram o centro de Sumy com vários rockets. Há registro de pelo menos três mortos e 16 feridos.
E um desses feridos é um jovem de 17 anos. Está internado em estado grave, tal como outras vítimas. Volodymyr Zelensky já condenou o ataque, descreve como mais uma prova de que a Rússia quer, entre aspas, acabar com a guerra. Volta, por isso, o presidente ucraniano a pedir sanções fortes a aplicar a Moscovo. Zelensky diz que os russos atacaram Sumy de forma brutal e apenas a cidade, as ruas comuns, portanto, sem alvos militares. Atacaram com foguetes de artilharia, um ataque absolutamente deliberado contra civis. Nesta altura, decorrem as operações de resgate. Todos os serviços locais de emergência estão envolvidos para ajudar as vítimas. Houve apartamentos, casas de civis que foram atingidos. É uma notícia do New Voice of Ukraine.
Nos Estados Unidos, Diana, a Câmara dos Representantes apoia a aplicação de sanções destruidoras ao Kremlin.
É precisamente essa a expressão utilizada pelo presidente da Câmara dos Representantes. Lembra que esta é uma guerra brutal de Vladimir Putin contra a Ucrânia. Mike Johnson garante que muitos membros do Congresso querem que os Estados Unidos sancionem a Rússia o mais possível. Os senadores Lindsey Graham, que é republicano, e também Richard Blumenthal, democrata, foram coautores de um projeto de lei na Câmara Alta que propõe uma tarifa de 500% sobre qualquer país que compre produtos energéticos russos. Graham espera que o Senado comece a tramitar o projeto de lei esta semana, um projeto de lei que está atualmente sob a análise do Comitê dos Bancos, da Habitação e Assuntos Urbanos do Senado. Esta semana, Lindsey Graham já se encontrou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir a coordenação entre a União Europeia e os Estados Unidos em relação às sanções em resposta à agressão russa contra a Ucrânia. Uma notícia da Ukrinform.
E é por aqui que ficamos neste capítulo da Guerra Traduzida. Estamos de regresso amanhã.