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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques dos jornais russos com a Laura Figueiredo. Laura, a Rússia diz que a remodelação da liderança militar ucraniana não vai provocar quaisquer alterações na linha da frente.
Em reação do Kremlin à remodelação da cúpula militar ucraniana, Dmitry Peskov considera que as recentes mudanças não vão, de facto, afetar a situação no terreno. O porta-voz do Kremlin acrescenta também que Moscovo vai continuar a avançar na ofensiva contra Kiev.
Laura, na via diplomática, Sergei Lavrov vai reunir com Marco Rubio na quinta-feira.
Sim, foi combinada uma reunião entre o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O anúncio foi feito pelo ministro russo à margem de um fórum em Manila, nas Filipinas, onde Lavrov rejeitou também que a Rússia e a China estejam a fornecer armas ao Irão nesta nova fase das hostilidades entre Teerão e Estados Unidos. O ministro russo diz que a continuação do conflito não era do interesse de nenhuma das partes, nem dos Estados Unidos, nem do Irão, e que o Kremlin pretende o fim do conflito em torno do Estreito de Hormuz, que diz estar a ter um forte impacto na economia mundial. Na terça-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tinha dito que a Rússia e a China estavam a contribuir para as ações do Irã.
A Rússia que vai expandir, Laura, o alistamento militar para condenados.
O Parlamento russo aprovou uma lei que amplia a lista de pessoas condenadas que podem ser recrutadas para o exército durante períodos de mobilização, lei marcial ou guerra, é o que adianta o Moscow Times. Agora, pessoas condenadas, por exemplo, por organização criminosa ou tráfico de drogas, podem assinar um contrato com o Ministério da Defesa. Crimes como tráfico de armas, munições e explosivos estão também abrangidos por esta nova legislação. Os criminosos podem ser isentos de responsabilidade criminal, caso assinem o contrato ou concluam o serviço militar.
E o Kremlin, Laura, proibiu o movimento marítimo noturno em Novorossiysk.
De acordo com fontes da indústria, a Rússia proibiu temporariamente o tráfico marítimo noturno no porto de Novorossiysk, devido a ataques de drones ucranianos. A determinação, contudo, foi transmitida verbalmente, ou seja, não foi emitido um documento oficial para a suspensão da navegação entre a meia-noite e as 5h.
E também da imprensa russa, a notícia de que a Ucrânia atacou armazéns de uma empresa de comércio eletrónico russo, acusa a empresa de fornecer componentes ao exército do Kremlin.
A Ucrânia atacou esta quarta-feira armazéns da Wildberries, a gigante do comércio eletrónico russo, tendo também provocado 15 feridos. Os ataques aconteceram em Krasnodar e Stavropol, obrigaram à evacuação dos armazéns onde estavam trabalhadores da empresa. O presidente ucraniano disse hoje que os armazéns atacados estavam envolvidos no fornecimento ao exército russo de componentes para drones, aparelhos de navegação e outros equipamentos. Em sentido contrário, a fundadora da empresa lamenta o ataque a civis. Esta é já a segunda vez que a Ucrânia ataca armazéns e centros logísticos desta empresa. Tinha já acontecido na semana passada.
E fica por aqui a edição de hoje dos destaques da imprensa russa na "Guerra Traduzida". Estão de regresso amanhã as análises às imprensas ucraniana e russa aqui na Rádio Observador. Um abraço, Laura.
Até já.