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Estamos de volta à Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa, desta vez com os destaques da imprensa da Rússia. Diana, começamos com a conquista importante por parte de Moscovo. Foi ocupada uma cidade na região de Kharkiv pelo exército russo.

É o que reivindica o Ministério da Defesa da Rússia. A cidade de Vorizhna, capturada, fica a noroeste de Kharkiv, uma cidade no norte da Ucrânia. Tinha uma população de 3000 habitantes antes da guerra. Significa isto, João, que a Rússia não está só a fazer avanços no leste do país. Esta cidade de Vorizhna já tinha sido ocupada pela Rússia no início do conflito, mas foi depois retomada por Kiev, uma vez que as forças ucranianas foram sendo expulsas gradualmente desta área ao longo do último ano, eram superadas em termos de armas e de efetivo pelas tropas russas, voltam agora para as mãos de Moscovo. Do lado ucraniano, as autoridades confirmam, pelo menos, que estão a tentar repelir os ataques russos nessa região, embora não tenham confirmado que de fato está agora ocupada pela Rússia. O inimigo, Moscovo, continua a atacar as posições nos setores de Kramatorsk e Toretsk. Há carros de combate que continuam a chegar a estas cidades. Há ainda militares ucranianos que alegam que as forças russas estão a avançar pelos flancos de Chasiv Yar, uma cidade muito estratégica que fica no topo de uma colina que abrigava cerca de 12 mil pessoas antes desta guerra.

Falamos agora, Diana, de mais uma farpa de Viktor Orbán na União Europeia. O primeiro-ministro húngaro acusa o bloco europeu de estar isolado ao afastar-se da Rússia, da China e agora também dos Estados Unidos.

Para Viktor Orbán, é errada a ideia de que a Hungria está afastada de tudo e todos. Diz que é a União Europeia que está nessa situação, vagueando pela história. São as expressões de Viktor Orbán numa conferência do Banco Nacional da Hungria em Budapeste. A agência Ruptly transmitiu o momento.

Contra toda a Europa. Nós apoiamos uma melhor relação com a nova administração norte-americana. Nós apoiamos uma melhor relação com a China e apoiamos uma melhor relação com a Rússia. Mas não é a Hungria que está isolada, é a União Europeia. A União Europeia isolou-se da China e separou-se da Rússia, com quem está em guerra. Quem é que está separado aqui, afinal? Posto isto, podemos dizer que nos sentimos como se estivéssemos numa posição principal da história. Enquanto isso, a União Europeia está algures pelas ruas da amargura, a coçar-se e a bater-se. Se há aqui um país que se interessa pela paz, é a Hungria.

Viktor Orbán a reiterar que Budapeste tem as melhores relações da Europa com a nova administração de Washington, Pequim e Moscovo. O primeiro-ministro húngaro disse que o período liberal está a ser substituído por uma era de soberania, na qual a segurança vai desempenhar um papel importante. E os países que não conseguirem desempenhá-lo, fornecer essa segurança por si próprios, não podem ser considerados aliados, mas apenas subordinados.

Terão sido manipuladas as eleições presidenciais que deram a vitória a Volodymyr Zelensky. Pelo menos é o que diz um militar ucraniano.

O soldado das Forças Armadas Ucranianas capturado pela Rússia disse isso mesmo, João, num vídeo publicado pelo Ministério Russo da Defesa. Afirma que os votos foram falsificados a favor do presidente ucraniano. Alex Babenko foi capturado na região de Kursk. Diz que era o chefe da Comissão Eleitoral na região de Cherkasy durante as presidenciais ucranianas, quando se deparou com boletins falsos a favor de Zelensky.

E estas são declarações que estão nas mãos das autoridades russas. Este militar terá assumido também, Diana, perdas pesadas no exército ucraniano.

Sim, ele prestou declarações. Não sabemos se foi sob coação ou não. Certo é que o soldado diz inclusivamente que há cemitérios específicos na cidade onde os militares estão enterrados para a população não estranhar o número de soldados mortos. Babenko, nestas declarações, queixa-se ainda da falta de pessoal nas tropas ucranianas, razão pela qual foi transferido de uma unidade em que guardava propriedades para uma unidade de combate. É uma notícia em destaque na Agência RER.

E fica por aqui este episódio da Guerra Traduzida. Nós regressamos já amanhã.