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Abrimos aqui mais um capítulo da "Guerra Traduzida" na Rádio Observador, o programa em que trazemos diariamente as notícias que estão em destaque na imprensa russa e ucraniana em tempo de conflito. Já está comigo a jornalista Diana Rosa. Diana, começas hoje pela imprensa russa. O Kremlin diz que não há planos para uma nova ronda de negociações com a Ucrânia.
É o que admite o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, diz que actualmente não há nenhum entendimento nessa matéria entre os dois países, principalmente numa altura em que os ataques estão a endurecer. Já vamos falar na segunda parte sobre o ataque massivo da Rússia a Kiev. As delegações de Moscovo e Kiev reuniram-se duas vezes este ano para negociações directas em Istambul, negociações essas que têm sido dificultadas por posições incompatíveis dos dois lados. Putin exige concessões territoriais, enquanto Zelensky procura um cessar-fogo e garantias de segurança, sem abrir mão da soberania. Uma notícia da TASS.
O Kremlin concorda com Donald Trump, que criticou a saída da Rússia do G8.
O presidente norte-americano tinha dito que foi um erro expulsar a Rússia do grupo de países com as economias mais avançadas do mundo. Trump considera ainda que Moscovo não teria invadido a Ucrânia se Vladimir Putin não tivesse sido expulso, assim como já tinha dito que Putin não teria atacado a Ucrânia se ele fosse presidente dos Estados Unidos. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirma não só que a Rússia concorda, claro, com Donald Trump, como acrescenta que o actual grupo G7 perdeu o significado prático e parece ser bastante inútil.
E a Coreia do Norte vai enviar milhares de militares para ajudar a reconstruir a região de Kursk.
São construtores militares e sapadores que vão ajudar a restaurar partes da região do sudoeste da Rússia depois da incursão da Ucrânia no local, no verão passado. Foi o que fez saber o chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, que se reuniu com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Pyongyang. Shoigu disse que a Coreia do Norte vai enviar mil sapadores para limpar minas em território russo e mais 5 mil trabalhadores da construção militar para ajudar a restaurar as instalações de infraestrutura que foram destruídas pelos ocupantes. Acrescenta o responsável que as autoridades de ambos os países também vão criar memoriais de guerra para homenagear os soldados norte-coreanos que morreram neste conflito.
O Parlamento russo aprovou uma lei sobre a protecção da língua russa no espaço público.
Que tem como objectivo proteger a língua russa como língua oficial, reduzir o uso de palavras estrangeiras no espaço público e garantir o cumprimento das normas da linguagem literária moderna. Desta forma, placas, indicadores e anúncios devem ser escritos em russo. A tradução para outros idiomas é permitida, a tradução juntamente com o russo, diga-se, mas apenas sob a condição de que o conteúdo seja idêntico e o design seja equivalente. Complexos residenciais deixam de poder receber nomes com sonoridade estrangeira e devem ser escritos exclusivamente em cirílico. As mensagens nos programas de notícias dos órgãos de comunicação estatal devem ser transmitidas exclusivamente em russo e também, se necessário, nas línguas dos povos que vivem nessas mesmas regiões. Há ainda uma proibição do uso de palavras estrangeiras em designações comerciais, em nomes de pontos de venda e em marcas que não sejam nomes comerciais oficialmente registados.
É assim que fechamos a primeira parte da "Guerra Traduzida". Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa ucraniana.