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Guerra traduzida na Rádio Observador. Apresentamos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Dina Rosa, boa noite.

Boa noite, João.

Começamos com os jornais da Ucrânia no dia em que faz quatro anos desde os ataques em Bucha, um dos ataques mais sangrentos desta guerra.

As imagens foram aterradoras, nesse que foi um autêntico massacre. Ao longo destes anos, a Rússia tem tentado convencer tudo e todos de que foi um ataque encenado. A Ucrânia e o Ocidente falam num claro crime de guerra. Para assinalar este dia, e é manchete em muitos dos jornais, os diplomatas ocidentais marcaram presença na Ucrânia, onde prestaram homenagem às vítimas e pedem a responsabilização de Moscovo. A Agência Ukrinform adianta que as evidências recolhidas depois da retirada das tropas russas de Bucha, na região de Kiev, reforçam a necessidade de garantir a responsabilização plena do Kremlin. Isso consta de uma declaração conjunta emitida por ocasião de uma reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da União. No local, os diplomatas europeus dizem que se reuniram hoje em Bucha para homenagear as vítimas das atrocidades em massa que ali foram cometidas durante a ocupação temporária russa de partes da região de Kiev em 2022. Reafirmam ainda o compromisso de garantir a plena responsabilização também pelos outros crimes mais graves cometidos.

E Volodymyr Zelensky falou novamente sobre um cessar-fogo energético se os russos cessarem os ataques, a resposta da Ucrânia poderá ser semelhante.

O presidente ucraniano expressou dúvidas de que a Rússia esteja a planear realizar uma mobilização geral num futuro próximo. Afirmações aos jornalistas na Cúpula de Bucha 2026. Zelensky lembra que se a Rússia atacar, a Ucrânia responde na mesma moeda. Se concordarem em cessar os ataques à infraestrutura energética, a resposta será também equivalente. Ainda ontem, Zelensky tinha apelado, e falámos aqui, pelo menos a uma trégua por ocasião da Páscoa, com pausas nos ataques ao setor energético. Já vamos ouvir os comentários da Rússia. Nesta altura, Moscovo continua com ataques contra cidades na Ucrânia, em particular em Poltava. Um ataque desta noite matou uma pessoa, feriu outras quatro, incluindo duas crianças. Os relatórios preliminares indicam danos em 14 locais, incluindo uma dezena de prédios de apartamentos, uma escola e residências particulares. Mais de 400 janelas foram partidas. Há propriedades comerciais que também foram danificadas, com prédios de empresas privadas destruídos.

E a Rússia exige que a Ucrânia se retire do Donbass em dois meses.

E está a tentar convencer os Estados Unidos de que pode mesmo fazê-lo. É uma condição, diz o Kremlin, para que a guerra termine. A informação é avançada pelo presidente ucraniano, diz que a Rússia está a impor os prazos aos Estados Unidos, que tem tido esse papel, mas garante que essa pretensão é impossível e nem acredita, de resto, que Moscovo tenha capacidade para avançar pelo Donbass e afastar toda e qualquer resistência. Zelensky considera que as exigências da Rússia vão sempre sendo mais e mais à medida que a guerra vai avançando, quer tenha ou não condições para as fazer. O presidente adianta também que os russos compreendem perfeitamente que não vão conseguir tomar o controle do Donbass em dois meses, razão pela qual, na opinião do chefe de Estado, estão a recorrer à pressão sobre os parceiros. Ao mesmo tempo, Zelensky acrescenta que do lado ucraniano esteve e continua a estar pronto para um compromisso.

São os destaques da imprensa ucraniana nesta terça-feira. Já a seguir, com os destaques da imprensa russa.