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Estamos na Guerra Traduzida da Rádio Observador. Vamos falar com a jornalista Diana Rosa sobre os destaques da imprensa russa e ucraniana em tempo de guerra. E hoje, Diana, boa tarde.
Boa tarde, Luís.
Começamos pelo que dizem os jornais ucranianos. O Reino Unido forneceu dezenas de mísseis de longo alcance à Ucrânia.
Os tão falados mísseis Storm Shadow, é um míssil cruzeiro anglo-francês com alcance máximo de cerca de 250 km. Foi a primeira vez que o Reino Unido fez uma contribuição de armamento de longo alcance à Ucrânia, desde que o governo trabalhista tomou posse este ano. O primeiro-ministro Keir Starmer tem prometido manter o apoio britânico ao esforço de guerra ucraniano. Este envio de material foi feito antes da decisão de deixar a Ucrânia utilizar este armamento para atingir alvos em solo russo. Portanto, foi antes da decisão também de Joe Biden, não sendo até agora de conhecimento público, só foi noticiado hoje. No entanto, este envio dos Storm Shadow foi motivado pela escassez de mísseis de longo alcance sentida pela Ucrânia.
E Diana, esta noite um drone russo foi abatido pela Bielorrússia depois de entrar no espaço aéreo de Minsk.
Foi a noite em que se verificou a maior entrada de drones russos no espaço aéreo da Bielorrússia desde o início da guerra. O projeto que monitoriza movimentações russas em território da Bielorrússia contabilizou 38 drones que sobrevoaram o país. Nas últimas 24 horas, um avião de combate bielorrusso foi também mobilizado quatro vezes para repelir drones de Moscovo. De acordo com a imprensa internacional, os drones têm entrado no território a partir da fronteira sul da Bielorrússia com a Ucrânia. De acordo com o Kyiv Independent, Minsk nunca criticou publicamente Moscovo devido a incidentes com drones que têm sido conhecidos, sendo que a Bielorrússia tem acomodado tropas e armamento russo.
E em destaque também está uma conclusão do Pentágono: as tropas norte-coreanas não estão em território ucraniano ocupado pela Rússia.
Os Estados Unidos não têm, pelo menos, essa indicação. É o que adianta o porta-voz do Pentágono numa conferência de imprensa. Acrescenta que o que estamos a ver é que as tropas norte-coreanas estão posicionadas sim, na região de Kursk, na Rússia, mas não se estão a deslocar para a Ucrânia neste momento. Estas declarações contrariam os dados avançados pelos serviços de informação militar ucranianos de que oficiais norte-coreanos já se tinham juntado às tropas russas em territórios ocupados pela Rússia, nomeadamente no Donetsk.
E seguimos ainda com uma notícia do Kyiv Post: a Rússia está a realizar atividades genocidas, estou a citar, ao colocar minas terrestres em território ucraniano.
É o que afirma uma fonte do Ministério da Defesa de Kiev, numa conferência de imprensa sobre minas terrestres. Alega que as forças russas estão a plantar este tipo de minas em cidades, em campos, em estações de transporte público. São acionadas remotamente por meio de artilharia, helicópteros, sistemas de lançamento de foguetes múltiplos e também drones. Diz o governo ucraniano que essas atividades genocidas afetam áreas onde vivem seis milhões de pessoas. Outro oficial de defesa ucraniano disse na conferência que Kiev não vai cumprir o compromisso de destruir um estoque de cerca de seis milhões de minas terrestres que sobraram da União Soviética por causa da invasão russa.