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"Guerra" traduzida na Rádio Observador, programa em que falamos dos temas que estão em destaque nos jornais russos e ucranianos. Eu sou o Vasco Andrade Correia. Conosco está a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.
Olá, Vasco. Boa tarde.
Começas hoje pela imprensa russa, com a condenação do ex-vice-chefe do Estado-Maior, que recebeu uma pena de sete anos de prisão por corrupção.
Foi condenado pela Justiça Militar russa. Trata-se, Vasco, da primeira sentença contra um oficial de alta patente desde que há um ano foi feita uma purga no exército. O oficial russo acusado de receber subornos que totalizaram 36 milhões de rublos, estamos a falar de cerca de €380 mil, vai ter de cumprir pena numa prisão de alta segurança. Na sequência deste processo, acabou também por perder a patente de tenente-general, é o que adianta a agência de notícias russa Interfax. Shamarin, que era o chefe de gabinete-geral das comunicações das Forças Armadas, foi detido em maio do ano passado sob acusação de receber subornos de uma empresa de fabrico de telefones para inflacionar o valor de certos contratos. O general foi afastado de funções depois da detenção, admitiu ter recebido mais de €200 mil, mas negou que o dinheiro fosse resultado de um suborno. No entanto, o tribunal militar de Moscovo considerou-o culpado. Além da pena de prisão, o tribunal proibiu-o hoje de exercer cargos em instituições estatais russas durante os próximos sete anos.
A Rússia, que entretanto diz que as reuniões em Paris são oportunidade para os Estados Unidos porem os representantes europeus a par das conversas de paz entre Washington e Moscovo.
O porta-voz do Kremlin diz que os Estados Unidos continuam a trabalhar precisamente nessa direção, em direção à paz. No entanto, Dmitry Peskov afirma que, infelizmente, e estou aqui a citar: "Os europeus estão a concentrar-se em continuar a guerra". Os ministros ucranianos já estão em Paris para um encontro com os aliados ocidentais. O chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, e o ministro da Defesa, Rustem Umerov, chegaram hoje à capital francesa. No âmbito desta visita, está prevista uma série de reuniões bilaterais e multilaterais com representantes dos países que estão dispostos e que se mostram capazes de garantir a segurança, França incluída, assim como Alemanha e Reino Unido.
O presidente sérvio vai participar no desfile do Dia da Vitória, em Moscovo, no próximo mês, apesar da pressão da União Europeia.
O chefe de Estado garantiu que não vai voltar atrás na decisão de estar presente na celebração, que vai ser realizada no dia 9 de maio, na capital russa. Vai assim contra os avisos de Kaja Kallas, que alertou o bloco europeu que não iria ser branda com quem fosse à Rússia participar neste evento, que assinala a vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial. Além disso, o líder sérvio revelou que uma das unidades militares do país vai participar mesmo no desfile, fazendo parte inclusivamente da organização do evento. Ora como dizia, a União Europeia tem vindo a tentar que o presidente sérvio volte atrás na decisão, uma vez que vê na participação no Dia da Vitória uma manifestação de apoio ao regime russo e, consequentemente, à guerra contra a Ucrânia.
A Rússia, que entretanto quer reforçar relações com outros países do Oriente, Vladimir Putin diz mesmo que o Qatar é um parceiro-chave de Moscovo no Médio Oriente.
Diz mesmo que é o principal parceiro. Vamos ouvir o presidente russo esta tarde durante uma reunião com o emir do Qatar em Moscovo.
O Qatar é um dos nossos parceiros prioritários, principalmente no Médio Oriente. Temos uma tradição muito antiga de boas relações. Na economia, o volume total de produtos que trocamos é modesto. No entanto, o Qatar é um bom cliente da Rússia. A empresa qatari de petróleo e de gás, por exemplo, investiu mais de mil milhões de dólares na nossa economia através do Fundo Russo de Investimentos Diretos. Tenho a certeza de que a expectativa de futuro é muito mais elevada e temos projetos interessantes para que isso aconteça. Tanto a Rússia como o Qatar colaboram de forma ativa com a Organização dos Exportadores de Gás e esperamos que surjam daí estratégias que interessem aos dois países.
Por sua vez, o emir do Qatar afirmou que preza muito o nível das relações bilaterais com a Rússia. Diz mesmo que há projetos previstos para serem discutidos e implementados no futuro, um bocadinho também na linha do que ouvimos aqui Vladimir Putin a dizer. O emir do Qatar chegou à Rússia, Vasco, esta tarde, em visita oficial.