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Olhamos agora para a imprensa da Ucrânia neste dia 481 da guerra, um trabalho do jornalista Rui Casanova, feito em colaboração com a Tânia Oliniki. Rui, um dos destaques da imprensa da Ucrânia de hoje é o encontro entre Volodymyr Zelensky e Rishi Sunak.

Estes encontros internacionais têm sempre grande destaque aqui na imprensa ucraniana. É o caso deste encontro entre Volodymyr Zelensky e Rishi Sunak, o presidente da Ucrânia e o primeiro-ministro do Reino Unido. Os dois falaram ao telefone nas últimas horas. De acordo com o presidente ucraniano, que deu conta desta conversa numa publicação no Twitter, os dois discutiram as necessidades de defesa da Ucrânia, uma maior cooperação entre os países para expandir as capacidades no campo de batalha. E Zelensky pressionou ainda o Reino Unido na questão da adesão da Ucrânia à NATO, afirma que são necessárias perspectivas de adesão concretas. É o que detalha aqui Zelensky nesta publicação no Twitter, mais uma conversa telefónica com Rishi Sunak, o primeiro-ministro do Reino Unido.

E vamos continuar a falar de Volodymyr Zelensky, a pretexto de uma sondagem que revela a popularidade do presidente ucraniano.

A grande maioria dos cidadãos ucranianos, 73%, apoia a continuidade do presidente ucraniano. Um menor número, cerca de 23%, gostaria de mudar de presidente após o final da guerra. Falamos aqui de um artigo do jornal Pravda, e o mesmo diz: apenas 23% gostaria de mudar de presidente após a vitória. O que é interessante não é após o fim da guerra, é após a vitória. Ou seja, aqui o jornal Pravda a afirmar que a Ucrânia, de uma forma ou de outra, vai vencer a guerra. Só aqui um detalhe curioso. São dados do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev. O estudo decorreu entre 26 de maio e 5 de junho. Foram entrevistadas mais de mil pessoas que vivem em todas as regiões da Ucrânia, exceto na Crimeia, mais um detalhe importante. Foram entrevistados por telefone e a conclusão, de acordo com este estudo, é que a grande maioria apoia a continuidade de Volodymyr Zelensky no final da guerra, que o jornal Pravda afirma, claro, vai acabar com vitória para Kiev.

A Ucrânia quer ingressar na NATO imediatamente a seguir à Suécia. É o que defende o presidente do Parlamento ucraniano.

Sim, ainda há pouco falávamos desta conversa telefónica entre Volodymyr Zelensky e Rishi Sunak. Zelensky pediu a Rishi Sunak perspectivas de adesão concretas. Agora o presidente do Parlamento ucraniano deu uma entrevista ao jornal Pravda a falar também sobre esta questão. Falamos de Ruslan Stefanchuk, o presidente do Parlamento ucraniano. Lembra que ainda recentemente, em abril, a Finlândia tornou-se o 31° país a aderir à NATO. A Suécia para lá caminha e Ruslan Stefanchuk afirma que quer que a Ucrânia se torne o 33° país a aderir à Aliança Atlântica logo depois da Suécia. Também recentemente Zelensky afirmou o mesmo, diz que quer aderir à NATO o mais depressa possível depois da Suécia, mas Zelensky também já reconheceu que enquanto a guerra durar, vai ser uma adesão difícil para a Ucrânia.

Sendo que o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já veio hoje dizer que não vai ser feito nenhum convite formal à Ucrânia para ingressar na Aliança Atlântica na próxima cimeira que vai decorrer na Lituânia.

Exato.

Terminamos com economia e mais ajuda financeira. O Banco Mundial vai dar à Ucrânia outro empréstimo para pagar os salários de professores e funcionários públicos.

O Orçamento do Estado da Ucrânia recebeu este empréstimo do Banco Mundial no valor de €63 milhões. Um valor que vai ajudar, como disseste, Miguel, a financiar os salários de professores e funcionários públicos. É uma informação divulgada pelo Ministério das Finanças da Ucrânia e é aqui citada pela secção de economia do jornal ucraniano Pravda. Tem sempre este tipo de informações, empréstimos, ajudas financeiras internacionais à Ucrânia. O dinheiro foi fornecido pela Associação Internacional de Desenvolvimento e o prazo de amortização do empréstimo, de acordo com o Ministério das Finanças da Ucrânia, é de 10 anos.

E é desta forma que colocamos um ponto final neste episódio de Guerra Traduzida. Amanhã voltamos a traduzir a guerra.