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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana, com a jornalista Diana Rosa. Diana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pode suspender a adesão de Espanha à NATO devido à recusa de Madri em apoiar a operação de Washington contra o Irão, é o que afirma um responsável da aliança ao Kyiv Independent.
A declaração surge na sequência de notícias de que o Pentágono está a considerar formas de penalizar os membros da NATO que não apoiaram a guerra entre Estados Unidos e Israel contra Teerão. Entre as opções discutidas, estaria a eventual suspensão da participação de Espanha na aliança. Espanha foi alvo de críticas diretas à administração de Trump depois de se recusar a autorizar o uso das bases militares e do espaço aéreo para ataques contra o Irão. Ora, o tratado fundador da NATO não prevê qualquer mecanismo para suspender ou expulsar um Estado-membro, é o que esclarece o responsável da organização. Depois dos relatos sobre possíveis planos norte-americanos, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez reafirmou o compromisso do país com a NATO. Diz que a posição do governo espanhol é clara: cooperação total com os aliados, mas sempre dentro do quadro do direito internacional.
Pelo menos seis pessoas morreram e 40 ficaram feridas em novos ataques russos na Ucrânia.
Hoje houve mais uma série de ataques de grande escala contra várias regiões do país. Segundo a Força Aérea, a Rússia lançou durante a noite duas ogivas balísticas Iskander e 107 drones, dos quais 96 terão sido abatidos pela defesa antiaérea da Ucrânia. Ainda assim, 10 drones e os dois mísseis conseguiram atingir nove localidades, provocaram destruição e incêndios em zonas residenciais, além da queda de destroços noutras duas áreas. Em Odessa, sul do país, um ataque de drones causou danos significativos em três edifícios de habitação, obrigou à retirada de 36 moradores, incluindo duas crianças. E em Zaporíjia, as forças russas mataram uma pessoa e feriram outra em diferentes locais, enquanto na região de Kherson, pelo menos 30 localidades foram alvo de bombardeamentos, com sete feridos nas últimas horas e mais cinco civis atingidos por drones durante esta manhã, enquanto caminhavam na rua ou circulavam de carro e também de bicicleta.
Os ataques russos violam repetidamente as tréguas religiosas e agravam o custo humano da guerra, é o alerta deixado pelo Estado-Maior ucraniano.
Que acusa a Rússia de ter violado mais de 400 vezes a trégua de Páscoa anunciada por Moscovo, num padrão que Kiev descreve como uma guerra contínua sob cobertura de cessar-fogo. De acordo com os militares ucranianos, desde a entrada em vigor da trégua, foram registadas centenas de bombardeamentos de artilharia, ataques com drones kamikaze e ações ofensivas terrestres, em contraponto com o anúncio público de suspensão das hostilidades. No terreno, estas operações traduzem-se em mais baixas civis e militares, numa frente já marcada por ataques em massa, com mísseis e com drones contra cidades como Kiev, Dnipro ou Odessa, isto nas últimas semanas. Fontes ucranianas estimam que, desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, a Rússia tenha sofrido pelo menos 1,3 milhão de baixas de soldados. Para Kiev, a combinação de ofensivas constantes e o uso intensivo de drones confirma que Moscovo não tem intenção de reduzir a intensidade da guerra, apesar das pressões internacionais.
Fica por aqui a "Guerra Traduzida", está de regresso na próxima semana.