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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Olá, Laura, boa noite.

Boa noite, António.

Vamos começar hoje pela imprensa ucraniana. E começamos com esta notícia que dá conta de que a Ucrânia atacou um centro dos serviços secretos russos escondido em Kherson.

A informação é avançada pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, que adianta que as forças especiais do país levaram a cabo um ataque com 13 drones contra um centro dos serviços secretos russos, escondido num resort em Kherson ocupado pela Rússia. No Telegram, os serviços de segurança ucranianos afirmam que, de acordo com estimativas preliminares, no centro russo estavam cerca de 100 militares. Além disso, no território do complexo estavam também mais de 70 veículos, funcionavam ainda postos de controle e estavam instaladas barreiras de engenharia e abrigos subterrâneos. Num vídeo divulgado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, percebe-se que o ataque provocou incêndios de grandes dimensões.

Seguimos com o FMI, que aprovou a libertação de € 600 milhões para a Ucrânia.

O Fundo Monetário Internacional aprovou ontem a libertação imediata de cerca de € 600 milhões para Kiev, no âmbito do programa de empréstimo para a Ucrânia. A nova tranche vai elevar o nível atual de empréstimos do FMI para Kiev a 1,9 mil milhões de euros, de um acordo de financiamento total de 7,1 mil milhões. O FMI considera que a Ucrânia manteve a estabilidade macroeconômica e financeira, apesar da guerra em curso com a Rússia, de um ambiente externo mais desafiador e também de riscos que permanecem excepcionalmente altos. A instituição financeira aponta também que os resultados do programa até o momento são em grande parte satisfatórios, dizendo que a Ucrânia continua a demonstrar uma resiliência notável.

E Laura, o número de mortos e feridos civis na Ucrânia aumentou 37% só no primeiro semestre.

Os dados são do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O representante da missão adianta que nos primeiros seis meses deste ano foram registadas perto de 1400 mortes de civis e também cerca de 8 mil feridos. Estes números representam um aumento de 37% em relação ao mesmo período do ano passado e quase o dobro do nível observado em 2024. O representante da missão de monitorização da ONU na Ucrânia revela ainda que na Rússia, durante o primeiro semestre deste ano, foram registadas, com base em informações de fontes abertas na Federação Russa consideradas fidedignas, 250 mortes de civis e perto de 1600 feridos. São números que equivalem a um aumento de 121%, em comparação com o mesmo período do ano passado. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos adianta ainda que as baixas civis em ambos os países, devido aos ataques realizados por drones de curto alcance, também aumentaram 65%.

E seguimos com uma notícia que dá conta de um ataque russo a Zaporizhzhia e que matou três pessoas e feriu outras 12.

De acordo com o chefe do departamento da Polícia Regional, o ataque das forças russas foi feito com recurso a bombas guiadas. As autoridades locais adiantam também que foram registados danos em casas e em prédios comerciais, para além de vários incêndios. Inicialmente, tinham sido contabilizados um morto e dois feridos, mas mais tarde a Polícia Regional atualizou o número de vítimas.

São estas as principais notícias dos jornais ucranianos, aqui com a jornalista Laura Figueiredo. Voltamos a seguir com a imprensa russa.