Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra" traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Diana, boa noite. Começo pela imprensa da Rússia. Moscovo acusa Kiev de danificar infraestruturas energéticas em novos ataques de mísseis.
Infraestruturas energéticas e de transporte, avança a filial da Ria na Crimeia, que cita autoridades locais e também o Ministério Russo da Defesa. De acordo com estas fontes, as explosões foram registadas em pelo menos quatro regiões, incluindo Dnipropetrovsk e Kharkiv, bem como em partes das regiões de Donetsk e Kherson controladas por Kiev, deixando áreas significativas temporariamente sem electricidade. Moscovo apresenta a operação como uma resposta cirúrgica destinada a degradar a capacidade militar ucraniana. Insiste que a maioria dos alvos eram instalações de logística, subestações e linhas de transmissão usadas para abastecer unidades na linha da frente. As autoridades pró-russas na Crimeia sublinham que os ataques fazem parte da fase planeada da campanha, enquanto destacam a continuação de defesa em frentes como Andriivka, Donetsk e Kupiansk, referidas no mapa oficial da operação especial. Kiev, por seu lado, acusa Moscovo de visar civis, mas essa reação não é refletida nos meios russos que consultámos.
Diana, um drone atingiu um arranha-céus perto do centro de Moscovo e expôs as vulnerabilidades na defesa aérea russa.
Um episódio confirmado por fontes municipais e descrito em detalhe pelo jornal independente The Moscow Times. O aparelho atingiu um edifício de grande altura numa zona residencial identificada localmente como Donna Moskovskaya, a poucos quilómetros do Kremlin, provocando danos visíveis na fachada e estilhaços nas janelas em vários andares. As autoridades russas indicaram que não há vítimas mortais, mas o impacto reabre o debate sobre a eficácia da área na protecção da capital, numa altura em que ataques semelhantes se tornaram mais frequentes. De resto, até Vladimir Putin mandou cancelar algumas das ações que costumavam ser habituais no desfile do Dia da Vitória, precisamente por ter receio de ataques ucranianos. O autarca de Moscovo afirma que pelo menos mais dois drones foram abatidos pela defesa antiaérea da aproximação a Moscovo, sublinhando que os sistemas funcionaram como previsto e que as equipas de emergência continuam no terreno. O Kremlin, citado por meios estatais, promete resposta proporcional, enquadrando o incidente como mais uma prova da necessidade de manter a operação militar na Ucrânia.
E Moscovo alerta para o risco de sabotagem a infraestruturas submarinas no Báltico.
A diplomacia russa voltou a colocar o foco nas vulnerabilidades das infraestruturas energéticas e de transporte nesse mar, avisando para risco real de sabotagem deliberada a cabos e oleodutos submarinos, segundo declarações de um embaixador do Ministério dos Negócios Estrangeiros à agência Ria. Artem Bulatov, citado nesta entrevista, afirma que continua a existir actores interessados em provocar incidentes contra oleodutos e petroleiros na região, com o objectivo de criar alarme mediático e agravar tensões entre Moscovo e os países da NATO. Sem apontar directamente responsáveis, o diplomata sugere que alguns Estados ocidentais encaram esses ataques como um instrumento de pressão sobre a Rússia, num contexto em que as sanções e o confronto militar na Ucrânia já fragilizaram o diálogo. Moscovo defende que tem reforçado a vigilância naval e aérea, alegando que qualquer tentativa de sabotagem vai ser considerada um ato hostil.
A imprensa russa adianta que a Rússia tem tido ganhos orçamentais com o aumento dos preços do petróleo, que servem para sustentar o esforço de guerra.
Já se esperava, já estávamos à espera disso. E enquanto prossegue a campanha militar na Ucrânia, o governo russo sublinha a resiliência das finanças públicas. O ministro das Finanças, Anton Siluanov, estima que o orçamento possa receber cerca de 200 mil milhões de rublos extra, o que equivale a mais de 2 mil milhões de euros, reforçando a almofada financeira no momento em que aumentam as despesas militares. Siluanov insiste que, apesar da pressão das sanções e dos custos da guerra, os níveis de défice e de receita se mantêm estáveis nos últimos meses, numa mensagem dirigida tanto ao público interno como aos parceiros externos ainda dispostos a negociar. Essa narrativa é usada para contrariar análises ocidentais que antecipam uma recessão prolongada e dificuldades na capacidade russa de financiar as operações prolongadas na frente de batalha.
Voltamos a seguir com os destaques da imprensa ucraniana.