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Guerra Traduzida, na Rádio Observador, espaço onde trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Boa noite, Laura.

Boa noite, António.

Começamos pela imprensa ucraniana. O Parlamento ucraniano estendeu o imposto militar para até três anos depois do fim da guerra.

É notícia em destaque no The Kyiv Post. De acordo com o jornal, a lei foi aprovada por 257 deputados. A decisão foi tomada em linha com o memorando assinado entre a Ucrânia e o Fundo Monetário Internacional. Esta medida representa uma tentativa final de cumprir as metas antes das reuniões de primavera do FMI em Washington e é uma tentativa para garantir a sustentabilidade das finanças públicas no pós-guerra. Os deputados apoiaram também o envio imediato deste documento ao presidente Volodymyr Zelensky para promulgação, saltando os habituais períodos de espera, de modo a cumprir o prazo imposto pelo FMI.

Laura, vamos agora ao artigo em destaque no The New Voice of Ukraine, que diz que a Rússia está a espalhar notícias falsas para sabotar os laços de Kiev com os países do Golfo Pérsico.

De acordo com o jornal, o aviso é do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia. O governante diz que a Rússia está a intensificar a propaganda por estar extremamente incomodada com o rápido fortalecimento dos laços da Ucrânia com os países do Golfo. O ministro afirma que o Kremlin sabe que a experiência única da Ucrânia deu a Kiev um papel de relevo no Médio Oriente e, portanto, quer minar a ajuda ucraniana aos países atingidos pelo Irão. O Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que a campanha de desinformação russa é prova de que Moscovo reconhece o sucesso da Ucrânia e o próprio fracasso.

Passamos agora ao Ukrinform, que faz um balanço do dia de ontem no terreno. Houve 150 confrontos na linha da frente.

Confrontos entre o exército ucraniano e as tropas russas. O jornal cita o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, de acordo com o qual, nas últimas 24 horas, a Rússia levou a cabo 84 ataques aéreos, tendo lançado mais de 240 bombas. O Kremlin utilizou ainda perto de 9 mil drones kamikaze. Do outro lado, o exército ucraniano atacou seis áreas onde tropas e equipamentos russos estavam concentrados. As regiões de Parovsk e Kostiantynivka são onde estão neste momento concentrados os focos do combate.

Continuamos na imprensa ucraniana. O vice-presidente dos Estados Unidos sugeriu que os serviços de inteligência de Kiev interferiram nas eleições norte-americanas e húngaras.

As declarações de J. D. Vance foram feitas numa visita oficial a Budapeste para apoiar o primeiro-ministro Viktor Orbán antes das eleições. Campanha eleitoral de Orbán tem decorrido num clima de alguma tensão, com o primeiro-ministro no poder há 16 anos a acusar a Ucrânia e outras potências estrangeiras de interferência. Hoje, na conferência de imprensa conjunta, tanto J. D. Vance como Viktor Orbán denunciaram esta alegada interferência estrangeira nas eleições húngaras, com o vice-presidente dos Estados Unidos a apontar o dedo aos burocratas de Bruxelas. Questionado ainda por um repórter, J. D. Vance disse também que os Estados Unidos certamente sabem que existem elementos dentro dos serviços de inteligência ucranianos que tentam influenciar as eleições americanas e as eleições húngaras.

E voltamos já a seguir, Laura, com os destaques da imprensa russa.