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Mais uma edição de "Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e também da imprensa ucraniana. Está conosco a Diana Rosa. Diana, boa noite.

Boa noite mais uma vez, Filipa.

Boa noite. Começamos com os jornais ucranianos. Zelenskyy reagiu à demissão do chefe de gabinete e agradece por representar uma posição patriótica nas negociações de paz.

Mais um caso de corrupção no seio da administração ucraniana. O líder diz estar grato por ter representado a posição da Ucrânia nas negociações, exatamente como devia ser representada. Sobre o sucessor de Yermak, Zelenskyy diz que vai começar amanhã mais uma fase de consultas para perceber quem é que pode liderar esta instituição. Zelenskyy afirma ainda que queria evitar rumores e especulações em torno deste caso. Certo é que Andriy Yermak apresentou a demissão horas depois de ter sido alvo de buscas no próprio gabinete e também em casa, no âmbito do escândalo de corrupção que está a abalar o governo da Ucrânia. Ainda na semana passada, o presidente ucraniano tinha escolhido precisamente Yermak para liderar a delegação ucraniana de negociações para a paz em Genebra, na Suíça. O Kyiv Independent escreve que além das suspeitas que recaem sobre Yermak, próximo de Zelenskyy e também escolhido para liderar essas negociações, foram acusados oito suspeitos neste caso, incluindo um colaborador próximo do presidente ucraniano e supostamente o líder do grupo.

E Trump prepara-se para reconhecer territórios ocupados na Ucrânia como russos.

Por exemplo, falamos do Donbass e da Crimeia, essa península que tinha sido invadida pela Rússia em 2014, 10 anos antes da invasão integral, digamos assim, da Rússia à Ucrânia. De acordo com o jornal Telegraph, citado pelo Kyiv Post, o presidente dos Estados Unidos deu ordens ao enviado de paz, Steve Witkoff, e também ao genro Jared Kushner, para fazer uma oferta direta a Vladimir Putin em Moscou. Já vamos falar sobre esse encontro mais à frente.

E Diana, durante a noite, a Ucrânia atacou várias regiões russas com drones. Noticia tanto a agência russa TASS como o jornal ucraniano Kyiv Independent.

De acordo com a TASS, que cita o ministro da Defesa russo, os sistemas de defesa aérea russos conseguiram abater mais de 130 drones ucranianos. O Kremlin reporta danos em casas e carros na região de Rostov, sendo que os sistemas de defesa abatidos por 46 drones nessa mesma zona, além de 30 em Saratov, 29 na Crimeia e 12 no Mar Negro, assim como noutras regiões. O Kyiv Independent fala de explosões em várias cidades russas.

E antes de fecharmos esta primeira parte de "Guerra Traduzida", Diana, a Ucrânia prendeu uma mulher e dois filhos adultos por espionagem para a Rússia.

De acordo com a Sky News, citada pela imprensa ucraniana, trata-se de uma ex-funcionária pública da região de Khmelnytskyi e os três elementos da família que foram condenados a 15 anos de prisão. Numa publicação no Telegram, o procurador-geral da Ucrânia deu conta de que em fevereiro de 2024, a mulher começou a trocar correspondência com o representante dos serviços secretos russos, concordou em cooperar em troca de dinheiro e envolveu os filhos adultos. É o que relata este responsável. Neste seguimento, foram simuladas viagens em família e fotografados postos de comando, assim como posições de defesa aérea e movimentações de soldados ucranianos que acabaram por ser descobertos pouco tempo depois, em maio de 2024.

Primeira parte de "Guerra Traduzida". Voltamos já a seguir para falar da imprensa russa.