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"A Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana em tempo de guerra com a jornalista Diana Rosa. Diana, boa noite.
Boa noite, João.
Vamos começar a olhar para os jornais ucranianos. O secretário-geral da NATO diz que é preciso continuar a apoiar a Ucrânia para que Putin não ataque os países da Aliança Atlântica.
Mark Rutte alerta que a falta desse apoio poderá criar sérios riscos para a segurança do continente. Numa entrevista citada pelo European Pravda, Rutte insiste também na necessidade de os Estados-membros da Aliança aumentarem os gastos em defesa, em linha com os compromissos assumidos na cimeira da NATO que se realizou em junho, na cidade de Haia. Diz que se fizermos estas duas coisas enquanto europeus, seremos suficientemente fortes para nos defendermos e Putin nunca tentará atacar os Estados que fazem parte dessa aliança. Rutte acrescentou que o rearmamento europeu tem de avançar rapidamente. Alerta que, de acordo com as várias avaliações dos serviços de informações, a situação de segurança poderá degradar-se em 2027.
Volodymyr Zelenskyy e Ursula von der Leyen tiveram hoje uma conversa ao telefone sobre o apoio da União Europeia a Kiev e o presidente ucraniano diz que foi uma conversa, Diana, muito calorosa.
Sim, destaca a decisão recente do Conselho Europeu, que concedeu os tais 90 mil milhões de euros em ajuda financeira à Ucrânia para os próximos dois anos e considera extremamente importante. O chefe de Estado sublinhou que o apoio europeu surge num momento diplomático decisivo. De acordo com Zelenskyy, durante a conversa com von der Leyen, foi salientada a necessidade de manter a pressão sobre a Rússia, através de um esforço conjunto com todos os aliados internacionais. Diz Zelenskyy que é importante apoiar a resiliência da Ucrânia e reforçar a posição do país na mesa de negociações. Garante também que Kiev vai fazer o que for necessário para alcançar esse objectivo.
Olhamos para o terreno, Diana. A Rússia lançou mais de 650 drones e dezenas de mísseis no seu mais recente ataque.
Volodymyr Zelenskyy confirma que o alvo foi o sector energético, infraestruturas civis e praticamente todos os serviços da vida quotidiana. Foram mais de 650 drones, como disseste, uma parte significativa são drones Shahed. Mais de três dúzias de mísseis foram também lançados. Zelenskyy acrescenta que o estado de alerta continua em vigor na maior parte da Ucrânia e pelo menos 13 regiões foram alvo de Moscovo, o que sinaliza claramente as prioridades da Rússia. É o que afirma o presidente. Lembra que isto acontece na antevéspera do Natal, quando as pessoas querem naturalmente estar com as respectivas famílias em casa e em segurança.
A Ucrânia pede que a Polónia extradite o arqueólogo russo que está detido em Varsóvia.
Alexander B, suspeito de estar envolvido em escavações arqueológicas na Crimeia, é o que noticia o Ukrainska Pravda. O pedido foi entregue ao Ministério Público Distrital de Varsóvia, capital polaca, e as autoridades da Polónia vão primeiro verificar se este pedido cumpre todos os requisitos legais antes de avaliarem se existem fundamentos para recusar a extradição. O arqueólogo russo foi detido no início de dezembro, num hotel em Varsóvia, onde se encontrava no âmbito de uma digressão de conferências pela Europa. Kiev acusa-o de ter realizado escavações ilegais em território ucraniano ocupado pela Rússia.
E voltamos já a seguir para saber o que conta a imprensa russa.