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Estamos de volta com a jornalista Diana Rosa e com o que diz a imprensa ucraniana. E Diana, Volodymyr Zelensky vai apresentar um plano de vitória a Joe Biden.
É uma notícia de há momentos, está agora em manchete nos principais jornais ucranianos. O anúncio foi feito esta tarde pelo próprio Zelensky, que adiantou ainda que o documento vai ser apresentado durante uma reunião com o presidente norte-americano, marcada para setembro. Em conferência de imprensa, o chefe de Estado ucraniano diz que está em condições para apresentar o plano pra pôr fim ao conflito nos próximos dias. Acrescenta Volodymyr Zelensky que também fará chegar as suas ideias aos dois candidatos à Casa Branca, Kamala Harris e Donald Trump. O presidente ucraniano explica ainda que a operação que a Ucrânia está a realizar na região russa de Kursk, onde as forças de Kiev ocupam parte do território, também entra nesse plano. A abordagem consiste em propostas ainda no setor econômico, bem como no papel que a Ucrânia deve desempenhar na arquitetura de segurança internacional e nas medidas que devem ser tomadas para que a Rússia aceite finalmente acabar com a guerra.
Outra notícia que está a marcar este dia: a Ucrânia testou com sucesso o primeiro míssil balístico de fabrico nacional.
O anúncio do presidente ucraniano em declarações no fórum Ukraine 2024 Independence, em Kiev, citado aqui pelo Kyiv Independent: "Pode ser muito cedo para falar sobre isso", diz Zelensky, que, no entanto, não conteve o entusiasmo e acabou por partilhar esta notícia. Zelensky saudou a indústria de defesa ucraniana pelo projeto, embora não tenha fornecido mais detalhes sobre o armamento, um dia depois do ministro da Defesa do país ter afirmado que estava a ser preparada uma resposta aos ataques aéreos russos com armas de produção interna. Disse ainda o ministro que este avanço prova, mais uma vez, que para a vitória, a Ucrânia precisa de capacidades de longo alcance e do levantamento das restrições a ataques às instalações militares da Rússia. Como o Ocidente está a demorar a desbloquear essa autorização, a Ucrânia quer produzir as próprias armas. É uma notícia do Kyiv Post.
E esta noite a Ucrânia foi palco de um novo ataque massivo por parte da Rússia. Volodymyr Zelensky promete vingança.
Citando o presidente ucraniano: "Vamos sem dúvida responder à Rússia por este e por todos os outros ataques por parte de Moscovo". São as palavras do chefe de Estado da Ucrânia, numa altura em que ainda está a ser atualizado o número de vítimas na sequência destes ataques. Para já, há registro de cinco mortos e ainda dezenas de feridos. Zelensky revela que, no total, a Rússia atacou mais de 90 alvos civis e infraestruturas através de drones e mísseis. Para o presidente ucraniano, não há dúvidas, os crimes contra a humanidade não podem não ter castigo.
E foram mais de 200 mísseis disparados pela Rússia e que atingiram mais de metade do país.
Foram pelo menos 15 regiões, tal como ontem falamos aqui, é uma repetição, incluindo grandes cidades como Kiev, Kharkiv e Odessa. Este é o segundo ataque de larga escala consecutivo conduzido pela Rússia, depois desta segunda-feira também ter havido essa chuva de mísseis que matou pelo menos seis pessoas. Um dos principais alvos civis atingidos pelo ataque desta noite foi um hotel em Kryvyi Rih, na região de Dnipropetrovsk, precisamente a terra de Zelensky. Para além destes mortos, cinco pessoas ficaram feridas nesta região, uma delas em estado grave, é o que diz o Ukrainska Pravda. Há ainda pessoas desaparecidas, suspeita-se que estejam debaixo dos escombros. A Ucrânia diz ter neutralizado 15 dos drones que tinham, desta vez, Kiev como alvo. São então os dados do jornal Pravda.
Certo é, Diana, que o ataque russo atingiu a central hidroelétrica da capital ucraniana. Pela primeira vez foram destruídas subestações com mísseis de fragmentação.
A informação é avançada pelo primeiro-ministro da Ucrânia, que acrescenta que graças às forças de defesa do país, o número de subestações destruídas foi, no entanto, reduzido. Como resultado do ataque, mais uma vez, houve vários cortes de energia em zonas da capital ucraniana. O jornal Kyiv Independent escreve que estes cortes podem durar mais uma ou duas semanas. O ex-ministro da Energia acrescentou também que este ataque se tratou de um dos mais massivos a infraestruturas energéticas com o objetivo de causar um apagão total. Embora este objetivo não tenha sido alcançado, o ataque criou, obviamente, várias dificuldades.
E fica por aqui este episódio da Guerra Traduzida. Nós estamos de volta já amanhã.