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"Guerra" traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Laura Figueiredo. Boa noite, Laura. Começamos com os jornais ucranianos. Volodymyr Zelenskyy diz que as negociações com os Estados Unidos foram produtivas, mas não foram fáceis.

Os últimos dias ficaram marcados por reuniões do presidente ucraniano em Berlim com o enviado norte-americano Steve Witkoff e também com vários líderes europeus. Hoje, no final do Fórum Econômico Germano-Ucraniano, Zelenskyy disse que as negociações com os representantes dos Estados Unidos foram difíceis, discutiram-se muitos detalhes. O presidente ucraniano sublinha que, acima de tudo, é importante que a paz seja digna. Citado pela Ukrinform, o chefe de Estado ucraniano diz que foi a dignidade que deteve a Rússia.

E, Laura, Volodymyr Zelenskyy deixou ainda claro que as garantias de segurança são essenciais para um acordo de paz.

O presidente ucraniano sublinhou essa necessidade de garantias de segurança para assegurar a funcionalidade de qualquer acordo de paz na guerra. Diz também que qualquer alteração territorial seria um ponto doloroso de negociar. Zelenskyy admite que existem questões muito difíceis, especialmente no que diz respeito a questões territoriais, e por isso mesmo, aponta que é muito importante que todos trabalhem para que tudo seja resolvido de forma justa.

Do lado norte-americano, a delegação enviada a Berlim afirma que as negociações fizeram verdadeiros progressos.

É o que dá conta o Kyiv Post, que adianta ainda que a delegação da Casa Branca assegura que as garantias de segurança foram o ponto central do encontro, além também da questão da reconstrução econômica e das disputas territoriais. A delegação norte-americana adianta que o contacto direto com Volodymyr Zelenskyy durou mais de oito horas, incluindo reuniões com vários líderes europeus. Os negociadores da Casa Branca consideram que as reuniões foram positivas em vários aspectos. Afirmam que chegaram a um consenso sobre questões cruciais para alcançar um acordo de paz.

A União Europeia admite a possibilidade da Ucrânia ser forçada a prescindir da integração da NATO.

A Ucrânia tem sido pressionada para desistir desta adesão à Aliança Atlântica. E no caso de Kiev acabar por ceder neste ponto, a União Europeia compromete-se com a segurança do país. É o que assegura a alta representante da União Europeia para os negócios estrangeiros e política de segurança. Kaja Kallas falava em Bruxelas no final de uma reunião dos chefes da diplomacia. A representante da União Europeia acrescentou que o bloco político-econômico vai continuar a fazer a sua parte na instrução de militares ucranianos e também em assegurar que a Rússia não vai além dos territórios que já anexou. Quanto às negociações de paz com a Rússia, Kaja Kallas, ex-primeira-ministra da Estônia, diz que todos os países da União Europeia e também os Estados Unidos, têm de dar garantias de segurança credíveis ao país invadido. Já sobre aquilo que a Ucrânia poderá ter de abdicar para alcançar a paz, Kaja Kallas diz que essa decisão é dos ucranianos.

Voltamos já a seguir para falar da imprensa russa.